Você também pode solicitar palestras educativas para sua escola
O Serviço Família Acolhedora realiza palestras educativas em escolas na cidade de Valinhos. O objetivo deste trabalho é divulgar o programa família acolhedora, suas ações e esclarecer dúvidas entre profissionais da educação, pais, crianças e adolescentes. A equipe da Casa da Criança, responsável pelo Serviço Família Acolhedora de Valinhos, atendeu ao convite do Colégio Rinnovare e participou do evento “Protagonista da sua própria história de vida,” inaugurando a temporada de palestras deste semestre, com um conteúdo personalizado.
Para Karen Cristina Costa Battaglin, psicóloga do Serviço Família Acolhedora, levar a realidade de outras famílias às escolas é fundamental para promover uma sociedade mais consciente e atuante. Ela afirma: “Nós apresentamos às crianças desta escola uma visão geral do programa Família Acolhedora, explicando sua finalidade e como alguém pode se tornar parte dele. Os temas são essenciais, incluindo ações educacionais preventivas e estratégias para empoderar as crianças. Utilizamos uma abordagem lúdica e uma linguagem acessível, e as crianças interagiram e demonstraram compreender o conteúdo transmitido. Frases como: ‘Se minha mãe for uma família acolhedora, vou ter um amiguinho em casa para brincar,’ ou ‘A criança vai ficar por um tempo na minha casa e depois terá a sua própria’ até uma analogia do família acolhedora com a frase dita por Pelé quando fez o seu milésimo gol, ‘Ele sendo um ícone dos esportes poderia ter lembrado nesta ocasião de seu filho, sua mãe, sua esposa mas se lembrou das crianças pobres, vulneráveis e disse para o povo brasileiro ajudar as crianças necessitadas, foram expressões resultantes desse diálogo.”
O evento realizado no Colégio Rinnovare proporcionou uma plataforma para a discussão de diversos temas relevantes à sociedade. A coordenadora pedagógica, Roselane Domingos, relatou que o evento atraiu alunos com idades entre 6 e 12 anos, acompanhados por seus professores. A apresentação abordou a realidade das Famílias Acolhedoras, seus membros e os profissionais envolvidos em todas as etapas do programa.
“Desenvolvemos o projeto ‘Protagonista da sua própria história de vida’ com o propósito de apresentar às crianças diversas profissões e a atuação na sociedade, estimulando uma reflexão sobre seus próprios valores e projetos de vida. As crianças absorveram completamente o conceito de Família Acolhedora. A equipe utilizou uma linguagem apropriada ao público, e nossos alunos aproveitaram a oportunidade para fazer perguntas pertinentes, integrando suas próprias famílias ao contexto de apoio e colaboração para um mundo melhor. Recomendo amplamente essa experiência a outras escolas e empresas, pois enriquece as relações e o trabalho pedagógico. Além disso, observamos um impacto positivo no desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos, e até mesmo nossos colaboradores foram impactados de forma positiva. Todos se engajaram mais na busca pelo autodesenvolvimento, aspirando a se tornarem melhores indivíduos, profissionais, professores e cidadãos. Este processo, sem dúvida, beneficia a todos.”
O Acolhimento Familiar é realizado pela Casa da Criança e Adolescente de Valinhos, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. Os interessados em participar podem se inscrever no site e agendar uma visita prévia para um atendimento especializado com a equipe do Serviço. Para obter mais informações, é possível entrar em contato por e-mail: familiaccava@gmail.com, telefone (19) 3829-3410, WhatsApp (19) 98367-0113, ou acessar o site www.casadacriancaedoadolescente.org.br.

O programa “Apadrinhamento Afetivo” tem como objetivo motivar a sociedade a participar e criar vínculos individualizados e duradouros com os afilhados acolhidos. A convivência, mesmo que pontual, em feriados, eventos familiares, passeios e contatos remotos, deve ser contínua para estimular experiências sociais, culturais e contato familiar e comunitário. A instituição convida novos interessados a participar da formação para o “Apadrinhamento Afetivo”.
“Nossa dinâmica busca proporcionar uma realidade mais próxima possível da vivência de crianças e adolescentes que moram com as famílias. Vamos além do que é previsto por lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente garante a liberdade de criação e o acesso a fontes de cultura, bem como recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer. Temos o compromisso de garantir o desenvolvimento integral dos acolhidos em todas as áreas, promovendo a consciência de seus direitos e deveres, o cuidado com o próximo e a ética no mundo. Ampliar as oportunidades para eles é sempre importante, e esperamos contar com mais apoiadores que compartilhem desse propósito de lazer e cultura”, explica Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.
“Cada roda de Terapia Comunitária é única e, com ela, toca o íntimo de todos os integrantes de forma transformadora. Quando a boca cala, o corpo fala; quando a boca fala, o corpo sara. À medida que a pessoa resolve suas questões emocionais, a saúde do corpo também melhora. Os integrantes desenvolvem vínculos comunitários e atuam eventualmente como uma rede de apoio solidário. As pessoas aprendem a cuidar de si, da sua saúde integral, valorizam o respeito, a empatia e o apoio ao próximo. A Terapia Comunitária Sistêmica Interativa é fenomenológica, depende de quem está atuando, dos repertórios individuais e do momento da explanação. Para conhecer essa dinâmica e entender a dimensão dos benefícios, é necessário participar de uma roda desta terapia, como as que estamos desenvolvendo na Casa da Criança”, convida Valdete Côrtes Ferreira, escritora e médica formada pela UNIFESP.
Composta por cinco encontros de duas horas cada, a capacitação realizada pela instituição promove a formação de novas famílias acolhedoras para o município de Valinhos
Ao participar dessa capacitação, cada participante terá a oportunidade de se conectar com histórias de vida, compartilhar afeto e desempenhar um papel essencial na construção de um futuro melhor para crianças e adolescentes. A coordenadora ressalta que o ato de acolher uma criança é um ato de amor incondicional que se trata de um benefício tanto para a criança, sua família e também para a comunidade.