No dia 5 de dezembro, em celebração ao Dia Internacional do Voluntariado, a Casa da Criança de Valinhos prestará uma homenagem especial aos seus voluntários, compartilhando histórias emocionantes nas redes sociais. Esses relatos ilustram o impacto transformador de quem dedica seu tempo e esforço para melhorar a vida das crianças e adolescentes atendidos pela instituição.
Desde sua fundação, a Casa da Criança tem sido movida pelo espírito de voluntariado, com uma rede de apoio que cresce a cada ação e projeto. Este ano, a instituição também reflete sobre o legado de seu fundador, Anélio Zanuchi, que faleceu recentemente, mas deixou uma marca eterna de dedicação e amor ao próximo, inspirando milhares de voluntários.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC – IBGE) de 2022 revelou que 7,3 milhões de brasileiros (4,2% da população com 14 anos ou mais) se dedicaram ao voluntariado, evidenciando uma crescente tendência de engajamento no país.
Alguns Benefícios do Voluntariado
- Desenvolvimento de habilidades: O voluntariado aprimora competências como liderança, comunicação e resolução de problemas.
- Aumento da empatia: Interagir com diferentes realidades sociais amplia a compreensão e a empatia pelos desafios alheios.
- Melhora da saúde mental e física: O voluntariado está associado à redução de estresse e depressão, promovendo bem-estar e qualidade de vida.
O Voluntariado na Casa da Criança
Com mais de 30 anos de voluntariado, atualmente a instituição conta com cerca de 10 mil horas de trabalho voluntário anuais, a Casa da Criança registra a contribuição de dezenas de voluntários em diversas áreas: diretoria, eventos, captação de recursos, triagem de doações, bazares, oficinas culturais e esportivas, entre outras atividades. Profissionais como psicólogos, pedagogos e dentistas também dedicam seu tempo a atender as crianças e adolescentes.
Iniciativas como o grupo de voluntários dominicais e o voluntariado corporativo oferecem apoio eventual, com voluntários assumindo como passeios e empresas colaborando com ações pontuais.
Projetos Transformadores
- O “Mãos que Fazem” é um projeto solidário que apoia famílias em situação de vulnerabilidade, proporcionando transformação na vida de jovens em processo de reintegração social, em suas próprias casas.
- O Grupo Margaridas, formado por voluntárias, gerencia a Loja Solidária e promove sustentabilidade ao reutilizar materiais para confeccionar produtos artesanais novos, apoiando a instituição.
O Legado de Anélio Zanuchi
Anélio Zanuchi, o primeiro voluntário da Casa da Criança, sempre acreditou no poder do voluntariado para fortalecer a instituição. “O trabalho voluntário não tem preço, mas tem um valor imensurável e faz toda a diferença”, lembra Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança.
Como se tornar um Voluntário
Para fazer parte dessa grande família, basta preencher uma ficha de inscrição e aguardar o contato da equipe para discutir as oportunidades de atuação. Interessados podem enviar um e-mail para voluntarioccava@gmail.com. A instituição informa que está selecionando voluntários que possam oferecer passeios e atividades culturais para os acolhidos nas férias escolares.
A Casa da Criança de Valinhos oferece serviços como o Serviço de Acolhimento Institucional, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e Serviço de Acolhimento Familiar, em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos. Para mais informações ou para apoiar a instituição, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654, pelo WhatsApp (19) 99576-6257, ou acesse o site www.casadacriancadevalinhos.org.br.

Em uma atividade recreativa, as crianças puderam expressar seus maiores desejos, com um valor médio sugerido de R$ 100,00 para cada presente. O objetivo é proporcionar um presente que seja significativo e, ao mesmo tempo, acessível a todos os doadores, garantindo que todos os inscritos sejam contemplados.
“Assim como o nosso eterno e inspirador fundador, Anélio Zanuchi, que, inspirado pelas ações de Irmã Dulce, refletia sobre formas de ajudar os outros, a Casa da Criança nasceu de gestos simples, mas cheios de amor e solidariedade. Anélio e sua família, mesmo sem recursos financeiros, sempre acreditaram que um pequeno gesto de carinho, como um presente simbólico, poderia transformar a vida de uma criança. Hoje, este legado continua vivo, e este gesto de generosidade cresce e segue impactando muitas vidas, criando uma rede de afeto e apoio que se expande a cada dia”, completa Lidiane Recco.
Empresas e líderes que desejam fazer a diferença na vida desses jovens podem encontrar no ciclo de palestras “Profissões que Inspiram” uma oportunidade de impacto social. “As empresas da região podem não apenas compartilhar conhecimento, mas também criar uma rede de apoio e oferecer novas oportunidades para esses adolescentes que já estão recebendo uma preparação valiosa para o futuro, estão dando um passo à frente”, destaca Fabíola Artoni. Executivos interessados em contribuir com o ciclo de palestras podem entrar em contato com a Casa da Criança para participar voluntariamente.
Adriana Simões, coordenadora da instituição, compartilha o sentimento que permeia essa ação: “Nos identificamos com a cultura da alimentação árabe, que valoriza o compartilhamento e a generosidade. Convidar a comunidade para este almoço é, para nós, uma maneira de espalhar bondade e criar laços. É um convite para que cada um possa, ao seu modo, fazer parte desta corrente de amor e solidariedade.”
A nova sala de informática está equipada com mesas, cadeiras, 16 computadores, nobreak, fones de ouvido, datashow e quadro branco, preparada para oferecer oficinas de multimídia para adolescentes e jovens adultos da comunidade. A instituição busca voluntários que possam ministrar oficinas, mesmo que pontuais, abordando temas como profissões, montagem de currículos e busca de oportunidades na internet.
O Acolhimento conta com o apoio dedicado de voluntários como Carolina Ramos, psicóloga e voluntária do Acolhimento da Casa da Criança. Carolina se dedica a compilar e selecionar os momentos mais marcantes da vida das crianças, compondo álbuns que refletem não apenas o crescimento físico, mas também emocional de cada um. “Em conjunto com cada criança, pensamos na melhor forma de guardar esses registros. São fotos da escola, dos amigos e da família sempre que possível. Isso é crucial para que elas possam ressignificar sentimentos e se apropriar de suas histórias, reforçando a autoestima e a esperança para o futuro”, explica Carolina.
ativamente. “Os álbuns são personalizados com desenhos, textos e registros fotográficos de momentos especiais como passeios, almoços, festas e datas comemorativas. O envolvimento dos voluntários é essencial para garantir que todo o processo seja feito com o cuidado individualizado e carinho que essas memórias merecem”, ressalta Adriana.
Parodi, ao finalizar, faz um convite a todos: “Para quem ainda não experimentou a emoção de ser voluntário, especialmente na Casa da Criança, recomendo fortemente que conheçam e colaborem de alguma forma. É um processo altamente gratificante e transformador, não apenas para as crianças, mas para todos nós que fazemos parte dessa jornada.”
Dr. Guimarães destaca que a participação no programa não beneficia apenas as crianças e adolescentes acolhidos, mas também traz vantagens significativas para a comunidade e para as próprias famílias acolhedoras. “A satisfação pessoal gerada por ajudar uma criança ou adolescente a crescer e se desenvolver é extremamente gratificante. Além disso, o fortalecimento dos laços familiares e o ensino de valores como empatia e solidariedade são alguns dos benefícios que as famílias acolhedoras experimentam,” comenta.
Além de fornecer itens essenciais como alimentos, mobiliário e eletrodomésticos, o grupo se dedica a um apoio humanizado, compreendendo as necessidades de cada família, desde óculos, roupas, mantimento, atendimento médico, odontológico, até orientações para tirar documentos, suporte para seguir com estudos e ingressar no mercado de trabalho. Cada detalhe é cuidadosamente considerado, com as famílias envolvidas ativamente na criação de seus novos lares, aprendendo a se organizar e cuidar de suas casas.
Para a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o projeto “Mãos que Fazem” desempenha um papel importantíssimo, em especial para os adolescentes que completam 18 anos, precisam deixar o abrigo e passam a residir sozinhos, precisando organizar o seu próprio lar. “As voluntárias do ‘Mãos que Fazem’ realizam um trabalho valioso, atendendo esta demanda importante. Elas ajudam a organizar a casa pensando em cada detalhe, demonstrando um cuidado e carinho imensurável,” afirma Adriana Simões, coordenadora da entidade.