Cinema, parque, teatro e museu estão entre os passeios programados
Férias escolares seguem como um desafio para todas as famílias que pensam em proporcionar momentos memoráveis e positivos para as crianças e adolescentes. Pensar em preencher esse tempo com atividades que possam favorecer a socialização dos acolhidos é tarefa da Casa da Criança de Valinhos.
Neste mês, a equipe técnica e coordenação do Acolhimento da instituição programaram passeios que fazem parte da lista de desejos das crianças e dos adolescentes. Além de idas ao cinema, parques e teatro, a programação deste ano incluiu passeios em São Paulo, com direito a visita ao Museu do Futebol e uma parada em uma das lanchonetes mais famosas da cidade, que tem elementos temáticos com referência aos filmes da saga Harry Potter. Outro pedido a ser atendido é um passeio a uma chácara, com piscina para aproveitarem o calor que ainda promete fazer neste verão.
Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é direito da criança e do adolescente a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. Assim como prevê a Constituição Federal – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Para a coordenação da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, preencher os dias de férias e o tempo livre dos acolhidos vai além de garantir os direitos previstos no ECA e na Constituição.
“Garantir os direitos das crianças e adolescentes é a nossa obrigação, mas buscamos ir além disso. O encantamento e as relações comunitárias devem fazer parte da história de vida de todas as pessoas. Durante todo o ano planejamos esses momentos de lazer e cultura, com muito carinho. Eles são tão importantes ou mais que os outros dias previstos na rotina dos acolhidos. As expectativas da infância e da adolescência precisam ser valorizadas. Buscamos entender os sonhos de cada um e de forma bem planejada, viabilizamos as vivências que possam alcançar os direitos e também garantir a emoção e o conhecimento que farão parte da construção e da narrativa saudável de vida deles. Muitas destas atividades só são possíveis graças a ajuda de padrinhos e voluntários da instituição”, explica Adriana Simões, coordenadora da instituição.
O Serviço de Acolhimento Institucional da Casa da Criança é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. Os interessados em apoiar a instituição nestas férias receberão todo o suporte necessário, em todas as etapas. Para mais informações, podem ligar no 19 3871-0546 / 3869-5654, WhatsApp 19 99576-6257.

O Prêmio VOL, que elege os melhores programas de voluntariado, é conferido à Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, pelo segundo ano consecutivo. Vencedora na categoria “Melhor Gestão de Programas de Voluntariado OSC’s”, a instituição recebe o selo deste prêmio que tem vigência por todo ano de 2023, ano de efeméride da Casa da Criança que completa 30 anos da sua fundação em Valinhos.
“A Casa da Criança de Valinhos foi idealizada por voluntários e hoje, há quase 30 anos, comemora seguindo com esse forte pilar em suas frentes de trabalho por ter entre suas prioridades de gestão a transparência, a ética e a participação do voluntariado em diversas atuações. A essência do voluntariado está presente na diretoria, eventos, artes, bazar, cozinha, atividades culturais, e muito mais, sempre inovando e valorizando estas pessoas que doam parte da sua vida, com o melhor que há nelas, com seu tempo, amor e talento. Meu maior presente é esse reconhecimento e seguir contando com o compromisso dos voluntários com a nossa causa, com o futuro, para uma sociedade melhor.”
“Sempre avaliei como importante as causas sociais e ambientais. Entendo que é fundamental termos uma atuação para contribuir com a sociedade, com seu entorno, com o mundo. Enquanto agrônoma, já trabalhava com comunidades, desenvolvendo artesanato sustentável. No Grupo Margaridas encontrei afinidade com a causa, com os trabalhos e com as pessoas. Penso que para ser voluntário é necessário gostar muito do que se propõe a fazer, ter comprometimento total, compromisso mesmo com a atuação proposta. Na Casa da Criança somos muito valorizadas, reconhecidas, e também apoiadas para apresentar essa entrega responsável”, explica a voluntária.
Com história de formação marcada por atividades culturais do Janela Aberta, Gabriela Ferreira Paulo, 18 anos, conta como essa vivência foi decisiva em sua trajetória. “Participei do Janela Aberta dos 7 aos 15 anos, estar lá fez toda diferença no meu desenvolvimento como pessoa e agora até como profissional. Amava as oficinas de arte, informática e dança, fiz balé por cinco anos. Os educadores me ajudavam em tudo, até com dúvidas que eu tinha na escola. Visitávamos instituição de idosos, e era muito emocionante, tudo isso faz parte do que eu sou e do que quero construir para o meu futuro. Digo às mães que puderem, levem seus filhos para que tenham essa mesma oportunidade na Casa da Criança. Eu só posso dizer que sinto saudades e muita gratidão por ter podido aprender tanta coisa lá”.
Formada em Serviço Social, Sara atua no Instituto Fazendo História desde 2015 e atualmente segue como coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar. A organização, localizada na região central de São Paulo, realiza o processo de integral de capacitação e acompanhamento diário para atender anualmente mais de 30 acolhimentos de crianças e adolescentes.
“É um trabalho social de muito impacto. As Famílias Acolhedoras não acolhem somente uma criança, acolhem uma história, enquanto as Família Acolhedoras acolhem uma criança, a equipe técnica cuida da família de origem. Assim uma família pode apoiar a outra em um momento de dificuldade. Isso é um ato muito bonito de cidadania e de generosidade. Trata-se de uma atuação que tem começo, meio e fim, mas o impacto é para sempre. Vale muito a pena conhecer e ser Família Acolhedora”, explica Sara Luvisotto, Coordenadora do Instituto Fazendo História.
Nascida em Valinhos, Kláu Itami é artista visual ilustradora e poeta. A sua ilustração já integrou uma coleção de camisetas que fizeram parte do figurino da novela global Malhação. Em 2013 iniciou seu canal do YouTube com vídeos de poesia falada. Atualmente cria ilustrações e objetos exclusivos como sketchbooks, marcadores de páginas, porta-copos entre outros, vendidos para todo o Brasil. O 




O tema do Setembro Amarelo também é lembrado pela equipe de educadores sociais, que sempre realizam alguma atividade educativa com as crianças e adolescente durante este período. Assim, todos ficam por dentro deste assunto tão importante, e podem replicar este conhecimento nos outros espaços por onde transitam.