Um clique, muitas histórias: Voluntários transformam vidas na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos
Na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, cada clique de uma câmera guarda mais do que uma imagem; ele preserva memórias, emoções e a história de vida de crianças e adolescentes acolhidos pela instituição. Esse é o propósito da ação que visa registrar imagens e memórias, que, por meio de fotografias organizadas em álbuns personalizados, reconstrói e valoriza a trajetória de vida dos acolhidos.
O Acolhimento conta com o apoio dedicado de voluntários como Carolina Ramos, psicóloga e voluntária do Acolhimento da Casa da Criança. Carolina se dedica a compilar e selecionar os momentos mais marcantes da vida das crianças, compondo álbuns que refletem não apenas o crescimento físico, mas também emocional de cada um. “Em conjunto com cada criança, pensamos na melhor forma de guardar esses registros. São fotos da escola, dos amigos e da família sempre que possível. Isso é crucial para que elas possam ressignificar sentimentos e se apropriar de suas histórias, reforçando a autoestima e a esperança para o futuro”, explica Carolina.
Outro pilar fundamental dessa ação é Chico Parodi, voluntário ativo, há mais de uma década, e membro da diretoria da Casa da Criança. Com uma tradição familiar de 117 anos no ramo da fotografia, a família Parodi, proprietária do Foto Parodi, se dedica a garantir que cada álbum seja produzido com o máximo de cuidado e carinho. “Desde que conheci o Sr. Anélio Zanuch e o lindo trabalho da Casa da Criança, me envolvi nas oficinas do Projeto Janela Aberta e, com o tempo, comecei a fornecer os materiais de impressão para os álbuns de recordação. Sabemos o quanto esses registros são valiosos para as crianças, pois representam uma parte feliz de suas vidas. É comovente fazer parte disso”, compartilha Parodi.
Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança, destaca que a criação dos álbuns é uma experiência profundamente pessoal e afetiva, onde cada criança participa
ativamente. “Os álbuns são personalizados com desenhos, textos e registros fotográficos de momentos especiais como passeios, almoços, festas e datas comemorativas. O envolvimento dos voluntários é essencial para garantir que todo o processo seja feito com o cuidado individualizado e carinho que essas memórias merecem”, ressalta Adriana.
Parodi, ao finalizar, faz um convite a todos: “Para quem ainda não experimentou a emoção de ser voluntário, especialmente na Casa da Criança, recomendo fortemente que conheçam e colaborem de alguma forma. É um processo altamente gratificante e transformador, não apenas para as crianças, mas para todos nós que fazemos parte dessa jornada.”
A instituição apresenta esta ação como um exemplo vivo de como o trabalho voluntário pode transformar vidas, oferecendo às crianças e adolescentes acolhidos na Casa da Criança de Valinhos a oportunidade de ressignificar suas histórias e fortalecer suas identidades por meio da arte e da fotografia.
Os serviços oferecidos pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, como o Serviço de Acolhimento Institucional, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e o Serviço de Acolhimento Familiar, são realizados em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, através da Secretaria Municipal de Assistência Social. Para apoiar ou obter mais informações, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654, pelo WhatsApp (19) 99576-6257 ou acesse o site casadacriancadevalinhos.org.br.

Dr. Guimarães destaca que a participação no programa não beneficia apenas as crianças e adolescentes acolhidos, mas também traz vantagens significativas para a comunidade e para as próprias famílias acolhedoras. “A satisfação pessoal gerada por ajudar uma criança ou adolescente a crescer e se desenvolver é extremamente gratificante. Além disso, o fortalecimento dos laços familiares e o ensino de valores como empatia e solidariedade são alguns dos benefícios que as famílias acolhedoras experimentam,” comenta.
Além de fornecer itens essenciais como alimentos, mobiliário e eletrodomésticos, o grupo se dedica a um apoio humanizado, compreendendo as necessidades de cada família, desde óculos, roupas, mantimento, atendimento médico, odontológico, até orientações para tirar documentos, suporte para seguir com estudos e ingressar no mercado de trabalho. Cada detalhe é cuidadosamente considerado, com as famílias envolvidas ativamente na criação de seus novos lares, aprendendo a se organizar e cuidar de suas casas.
Para a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o projeto “Mãos que Fazem” desempenha um papel importantíssimo, em especial para os adolescentes que completam 18 anos, precisam deixar o abrigo e passam a residir sozinhos, precisando organizar o seu próprio lar. “As voluntárias do ‘Mãos que Fazem’ realizam um trabalho valioso, atendendo esta demanda importante. Elas ajudam a organizar a casa pensando em cada detalhe, demonstrando um cuidado e carinho imensurável,” afirma Adriana Simões, coordenadora da entidade.
“Na Casa da Criança, temos a grata satisfação de contar com voluntários altamente especializados. Além do amor, carinho e cuidado em cada detalhe, eles são reconhecidos pelo seu talento. Planejamos esta campanha da Feijoada da Casa com muita antecedência, selecionando os melhores ingredientes para garantir a qualidade já reconhecida do nosso prato. Isso é uma forma de retribuir a confiança e o apoio de todos que garantem um almoço delicioso e solidário, apoiando os projetos da nossa instituição”, destaca Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.
Sônia Juliatto, voluntária dedicada há mais de cinco anos, reserva um domingo por mês para levar os acolhidos da instituição em passeios. “Já visitamos diversos lugares, como cinema, festas típicas, sítios, parques, jogos de futebol e planetário. Organizamos os passeios em conjunto com os educadores e a pedagoga da instituição, sempre pensando em locais e filmes apropriados para cada faixa etária. Gosto de incluir pipoca, guloseimas e sucos, para tornar o momento ainda mais especial. É um prazer genuíno passear com eles, as crianças adoram sair com a gente. Esse é um momento em que podem se divertir, conversar e pensar em outras coisas, como é o direito de toda criança e adolescente. Evitamos questionar, é um momento de lazer, a conversa ocorre de forma espontânea, e cabe a nós voluntários ampliar a escuta ativa, respeitar e acolher”, explica Sônia.
Equipe do Serviço de Acolhimento Familiar
