Casa da Criança protege e oferece condições de ingresso ao trabalho no momento certo
Quando se fala de trabalho infantil é notório um posicionamento contrário da sociedade, porém na prática ainda há muito o que discutir sobre a temática. No dia 12 junho é celebrado o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil e para trazer à tona as importantes questões que envolve o assunto a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos apresenta um cenário de oportunidades e direitos previstos.
Direitos
Proteger os direitos das crianças e adolescentes é papel de todo cidadão consciente da importância de um futuro melhor para todos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) registra a proibição de qualquer forma de trabalho até os 13 anos. A partir dos 14 anos, há a possibilidade de atuação na forma de aprendiz, dentro das responsabilidades do Sistema de Garantia de Direitos e as condições para o trabalho protegido, com restrições ao trabalho noturno, insalubre e perigoso, para outras contratações com carteira assinada de trabalhadores após 16 e 17 anos.
Para a Casa da Criança de Valinhos, a proteção dos direitos dos assistidos é sempre uma prioridade, em paralelo a isso oferecerem oportunidades de acesso aos estudos regulares e sempre que possível apresenta-se o ingresso à formação profissional por meio de cursos e posteriormente, em parcerias com empresas, a inserção no mercado de trabalho na condição de aprendiz.
Jovem Aprendiz
Há dois anos, Elaine Matias Reis, formada em pedagogia e pós-graduada em psicopedagogia, atua como educadora no acolhimento institucional da Casa da Criança. A educadora, que também é mãe de uma menina de 12 anos, conta a importância da preparação dos adolescentes no tempo certo, com uma abordagem que ofereça autonomia para eles.
“Criança tem que ter o tempo da sua infância resguardado da melhor forma possível. Garantimos que as condições de trabalho aconteçam no tempo certo. Neste ano, temos adolescentes realizando diversos cursos profissionalizantes que eles mesmos escolheram por identificação. Temos registros de ex-acolhidos que, além de realizarem os cursos, participaram de processos seletivos e atuaram como jovem aprendiz. Realizaram o primeiro sonho de inserção na sociedade de forma brilhante. Agora, já atingiram a maioridade, seguem estudando e trabalhando, retomaram o convívio familiar e até apoiam o lar financeiramente”, conta a educadora.
Cursos Profissionalizantes
Atualmente, os adolescentes estão se dedicando aos cursos de comunicação e expressão, desenvolvimento profissional, organização pessoal, postura e imagem profissionalizantes, contabilidade empresarial, educação financeira, matemática financeira com o uso da HP 12C, postura e imagem profissional. Durante a pandemia, os educadores e responsáveis da instituição acreditam que oportunidades remotas possam ser ofertadas a alguns deles, que já possuem idade e preparo compatível.
As pessoas físicas e jurídicas interessadas em apoiar os projetos da Casa da Criança de Valinhos devem ligar 19 3871-0546 ou acessar o site casadacriancadevalinhos.org.br.

Cuidar do meio ambiente também é evitar os criadouros do mosquito transmissor da dengue. A melhor recomendação para evitar a dengue é impedindo a multiplicação do mosquito transmissor da doença. Práticas sustentáveis como reciclagem, coleta, tratamento, transporte e destino correto dos resíduos contribuem para a saúde do planeta e das pessoas. Evitar o acúmulo de água parada nos reservatórios, recipientes, objetos que não se usa mais contribui para a prevenção da proliferação do mosquito da dengue.
“É preciso ter ciência que não é somente a família que deve proteger a infância e a adolescência. Toda sociedade precisa estar atenta e não se eximir da responsabilidade de denunciar qualquer tipo de maus tratos. Não podemos ser coniventes com condutas que comprometam a integridade humana, principalmente dos que ainda não podem buscar ajuda sozinhos. Cabem aos adultos superar os tabus, agir em defesa da garantia e promoção dos direitos das crianças e adolescentes, orientar e acolher sempre. Disque 100 e denuncie qualquer suspeita”, enfatiza Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.
Silvia Assis, valinhense atuante no programa há seis anos, contará aos participantes do evento a sua vivência em acolher crianças de diferentes personalidades e idades. Atualmente, Silvia está no oitavo acolhimento.
A V Semana da Família Acolhedora Valinhense de forma inédita reúne autoridades Valinhenses e especialistas reconhecidos como Dr Sergio Luiz Kreuz, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Paraná, que fará a palestra no dia 10 de maio, às 19h20, com a tema “Os impactos do trabalho em rede para a efetividade dos Serviços de Acolhimento Familiar, e a implantação dos Serviços de Acolhimento Familiar no Brasil”. No mesmo dia, às 20h10, a co-fundadora e coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar Teto & Afeto de Capivari e do Grupo Capivari de Apoio à Adoção, no interior de São Paulo, Letícia Camargo, realizará a segunda palestra com o tema “Quem pode implantar um Serviço de Acolhimento Familiar?”
Para Maria Helena, o conceito da pintura vai além da composição de cores, elementos geométricos, figurativos e da natureza. As imagens referenciais podem ser captadas de forma particular para cada pessoa. “A criatividade individual revela muito da complexidade da personalidade, do inconsciente e pode ser uma grande aliada na arte e na vida. Identifico isso em cada aluno, durante as aulas e também depois, há relatos emocionantes dos benefícios da prática da pintura na vida de alunos, mesmo após anos do aprendizado. Recomendo que todos possam descobrir por meio da arte o vasto universo que se abre e contribui definitivamente para toda a nossa existência, sobretudo em tempos de adversidades que estamos vivenciando com a pandemia”, explica a professora.
“Eu e meus irmãos tivemos a possibilidade de contar com as oficinas no Janela Aberta, o que fez toda diferença em nossas vidas, pois minha mãe sempre trabalhou duro o dia inteiro, sozinha garantia o sustento da família. A nossa infância foi marcada pelas oficinas de arte, pintura, teatro, música e tantas outras atividades que reforçavam bons valores e ética. Na Casa da Criança estivemos protegidos, longe das ruas, da violência e das drogas. Foi no Janela também que me entusiasmei pela pintura em tela, com a professora Maria Helena. Guardo até hoje os quadros que produzi e principalmente todo carinho, amor e respeito que recebi. Agora, prestes a concluir a faculdade, trabalhando, sigo apoiando a minha mãe com as contas de casa, e penso em me especializar, quem sabe, em auditoria e um dia voltar a pintar quadros também. Caso pudesse, diria às crianças e aos adolescentes para aproveitar cada segundo nas atividades da instituição. Sinto saudades e gratidão pelas oportunidades”, conta a estudante.
Por isso a necessidade de monitorar, e é possível fazer isto sem invadir a privacidade das crianças. No serviço de acolhimento, a equipe de educadores é orientada a fazer uma aproximação saudável do universo das crianças e adolescentes. Através do vínculo afetivo, conversar e procurar saberem o que elas fazer no computador, quais jogos gostam, com quem conversam. Quando o vínculo é estabelecido, isto passa a acontecer de forma natural.

19h40 Apresentação do Serviço de Acolhimento de Valinhos e Relatos de Experiências das Famílias Acolhedoras de Valinhos e das Famílias Acolhedoras que compõe o GT de Serviços de Acolhimento Familiar da Região Metropolitana de Campinas e SP
Para a Casa da Criança, a proposta poderá render momentos de união inesquecíveis para as famílias. Assim como lembra a diretora da instituição, Wanda Dini. “A minha infância foi marcada por brincadeiras tradicionais como pular corda, jogo de gato, amarelinha, cabeça de batata e a família participava com alegria e isso ninguém pode esquecer. As nossas crianças de hoje também podem descobrir um universo mágico, que independentemente do tempo desperta o interesse quando se brinca com quem a gente gosta. Sabemos que quando há sentimentos bons envolvidos a brincadeira se perpetua na memória das pessoas”, relata Wanda.
