Família Valinhense bate recorde de acolhimento e relata experiências inéditas
Com capacitação disponível durante todo o ano, o Serviço de Acolhimento Familiar de Valinhos, desenvolvido pela Casa da Criança, em parceria com a Secretária de Assistência Social do município, promove eventos para esclarecer e apresenta relatos inéditos de família com recorde de acolhimento no município.
Propósitos com amor
Para o casal valinhense, da família Silva*, que já acolheu nove crianças, durante mais de seis anos de atuação como Família Acolhedora, além do preparo, a vontade e o amor devem prevalecer no propósito de acolher de uma criança ou adolescente. Nos primeiros acolhimentos, a inscrita no serviço conta que o seu nível de autocobrança era muito intenso, até mais do que quando os seus filhos eram pequenos.
“Com o tempo aprendi que podemos fazer o nosso melhor, sem exigir o impossível de nós mesmos, da nossa família e das crianças. Buscamos agir de forma mais natural mesmo. Entregamos o que temos de mais genuíno – o amor. As boas referências de convivência devem contar, valorizamos a personalidade de cada um, o diálogo, a autoestima, apoiamos a autonomia e a segurança para que possam crescer de forma saudável. A rotina também é importante, acompanhar as lições, os cuidados com a saúde, ter disciplina, ensinar limites, tudo faz parte da nossa convivência familiar”, conta a acolhedora.
Atualmente, a família Silva* acolhe três irmãos, com idades entre dois e seis anos, sendo que o mais novo chegou depois, despertando novos sentimentos às irmãs, que também reaprenderam a importância do cuidado estendido a todos os membros da família, como explica a valinhense.
“Meus filhos são adultos, casados, nos visitam e nos apoiam muito, assim como todos os familiares e amigos. Sabem que não trocaríamos por nada essa experiência emocionante e única a cada acolhimento. Acreditamos que estamos preparando pessoas boas para o mundo, isso nos motiva a continuar. Quando eles vão embora entendemos que estão mais felizes e preparados para viver uma vida melhor. Nunca vou me arrepender ou me esquecer de cada minuto dedicado a eles”, relata a integrante da Família Acolhedora Valinhense.
5 MOTIVOS PARA SER UMA FAMÍLIA ACOLHEDORA (Por família Silva*)
- Dar e receber amor incondicional e inesquecível
- Exercitar a flexibilidade para aprender e crescer junto com as crianças e adolescentes
- Descobrir o melhor de cada ser humano
- Renovar as esperanças no mundo
- Ampliar a gratidão e reconhecer afetos genuínos
Os interessados em obter mais informações e confirmar o acesso aos eventos podem acessar o link nas redes sociais da instituição ou solicitar o link por e-mail: familiaccava@gmail.com, através do telefone (19) 3829-3410 ou WhatsApp (19) 98367-0113.
*O nome da família foi trocado para preservar a identidade dos envolvidos.

Com mudas, sementes e produtos doados, a Casa da Criança cultiva em canteiros e vasos temperos, chás e frutas como: cebolinha, hortelã, erva cidreira, alecrim, acerola, maracujá e romã. As crianças participam de todo o processo que envolve a horta, como conta a supervisora dos educadores, Ana Lúcia Freitas Cruz.
“A alimentação não tem só o objetivo de nutrir, mas também de fazer parte da sua história emocional, sem criar dependência de alimentos específicos. Pensamos em um cardápio que pudesse atender a todos da forma nutritiva e agradável. Não proibimos nenhum alimento, mais incentivamos que possam provar uma maior variedade. Há pesquisas que indicam que a criança precisa provar de seis a sete vezes um alimento até a adaptação do paladar. É importante apostar em uma educação alimentar pois tendemos a replicar esses hábitos na vida adulta. Entender o processo e os motivos de escolher melhor os alimentos fazem toda a diferença na saúde, o quanto antes assimilarmos isso mais qualidade de vida teremos”, explica Thais Maciel.
Há dois anos, Elaine Matias Reis, formada em pedagogia e pós-graduada em psicopedagogia, atua como educadora no acolhimento institucional da Casa da Criança. A educadora, que também é mãe de uma menina de 12 anos, conta a importância da preparação dos adolescentes no tempo certo, com uma abordagem que ofereça autonomia para eles.
Cuidar do meio ambiente também é evitar os criadouros do mosquito transmissor da dengue. A melhor recomendação para evitar a dengue é impedindo a multiplicação do mosquito transmissor da doença. Práticas sustentáveis como reciclagem, coleta, tratamento, transporte e destino correto dos resíduos contribuem para a saúde do planeta e das pessoas. Evitar o acúmulo de água parada nos reservatórios, recipientes, objetos que não se usa mais contribui para a prevenção da proliferação do mosquito da dengue.
“É preciso ter ciência que não é somente a família que deve proteger a infância e a adolescência. Toda sociedade precisa estar atenta e não se eximir da responsabilidade de denunciar qualquer tipo de maus tratos. Não podemos ser coniventes com condutas que comprometam a integridade humana, principalmente dos que ainda não podem buscar ajuda sozinhos. Cabem aos adultos superar os tabus, agir em defesa da garantia e promoção dos direitos das crianças e adolescentes, orientar e acolher sempre. Disque 100 e denuncie qualquer suspeita”, enfatiza Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.