Marchinhas tradicionais, fantasias, passeios e dinâmicas internas fazem parte da festa
Neste Carnaval, a Casa da Criança de Valinhos resgata com os acolhidos o brincar inocente, com marchinhas tradicionais, músicas pedagógicas, matinê exclusiva para eles, fantasias customizadas com a participação e motivação à criatividade das crianças e adolescentes. A festa será na próxima sexta-feira (dia 25), após o período de aulas. Além deste evento, a instituição programou uma série de atividades para todos os outros dias que marcam o calendário cultural no Brasil. Serão realizados passeios e dinâmicas internas.
As datas comemorativas, como o Carnaval, marcam a história da humanidade, ficam na memória coletiva da sociedade. Para a Casa da Criança, estes períodos servem como reforço de memórias positivas na construção da jornada de vida dos acolhidos, contam também com registros em fotos e vídeos que compõem o álbum da vivência, mais feliz possível, de cada um na instituição.
A importância do calendário cultural
Para a instituição, principalmente em período de pandemia obedecendo os protocolos para garantir a saúde de todos, é importante considerar estas datas de festa popular da cultura brasileira e mundial.
“As crianças e adolescentes, que ficaram muito reclusos nestes dois anos de pandemia, precisam de mais estímulo para interação, mesmo que entre eles mesmos e para ampliarem a noção de tempo e espaço. Temos um calendário anual que busca marcar com atividades as principais datas comemorativas do País”, explica Ana Lúcia Cruz, supervisora do acolhimento da Casa da Criança.
Conceitos históricos e culturais são apresentados aos acolhidos, com antigas marchinhas de Carnaval, como a de Chiquinha Gonzaga, Ari Barroso, músicas lúdicas como de grupos tradicionais infantis como Palavra Cantada, Pequeno Cidadão e Grupo Parampampam.
“Temos como objetivo também provocar reflexões sobre a origem das festividades, motivamos as pesquisas para a valorização das raízes culturais, para que as crianças e adolescentes tenham um olhar mais amplo e crítico sobre tudo que ocorre no mundo e não fiquem alheios às manifestações das datas comemorativas. É uma oportunidade para atuarmos dentro da instituição e fora também. Temos passeios em parques, praças, circo, cinema, teatro. Buscamos ampliar o repertório cultural deles para que possam dar passos cada vez mais seguros na trajetória de vida que estão construindo”, reforça a pedagoga, Renata Damas.
O Serviço de Acolhimento Institucional da Casa da Criança é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. Para mais informações, podem ligar no 19 3871-0546 ou acessar o site casadacriancadevalinhos.org.br e rede sociais.

Para Lara Naddeo, mestre em intervenção psicossocial, com experiência de mais de nove anos no Instituto Fazendo História, atuar como Família Acolhedora é uma decisão de causa coletiva, pensar que fará a diferença na sua própria história e na sociedade, mas também terá de estar bem capacitada, amparada por uma equipe que possa planejar adequadamente todas as etapas desta vivência.

Ao término das oficinas, as crianças receberão o desafio de escrever uma carta para eles mesmos, datada para ser aberta somente no futuro. Toda produção será impressa e transformada em exposição. No dia da formatura, serão entregues as pastinhas com o certificado de participação e as atividades produzidas pelas crianças e adolescentes. Para encerrar, haverá a apresentação da peça teatral a “Princesa dos Caminhos”, que apresenta a reflexão sobre empoderamento feminino a partir de grandes mulheres da história.
O recado que José Cordeiro deixa aos integrantes do Serviço de Acolhimento Familiar confirma o objetivo do trabalho de garantir o bem-estar de todos os envolvidos. “Temos gratidão à família que acolheu as nossas crianças, pedimos que todos sigam cuidando bem dos pequenos, como se fossem seus próprios filhos. Para quem, por ventura, precisar passar pelo que passamos, podemos dizer para se acalmar primeiro, conhecer o acolhimento familiar, buscar ajuda psicológica, espiritual e claro buscar melhorar, mudar de verdade a vida familiar, para ter essa satisfação que tivemos, de unir novamente a nossa família, de forma ainda mais forte e protegida”.
Fazem parte das categorias selecionadas: organizações da sociedade civil, empresas, universidades, individuais e/ou grupos autônomos, reportagens sobre voluntariado de rádio, tevê e na mídia impressa/digital.
“O Prêmio VOL vem suprir uma lacuna no terceiro setor, a valorização, incentivo e prioridade ao trabalho voluntário, que é tão importante às organizações sociais de todos os portes. O trabalho voluntário organizado e bem gerido, tem resultados positivos para todos envolvidos. Por isso, também as empresas passaram a incentivá-lo, pois sabem que as pessoas melhoram quando se doam um pouco. Além do prêmio VOL, muitas outras iniciativas irão mobilizar o voluntariado brasileiro. VOL, a marca do voluntariado do Brasil”, relata Roberto Ravagnani, CEO do VOL e da RR Desenvolvimento e Transformação Humana.
“Buscamos conhecer mais o trabalho desenvolvido pela equipe do Serviço de Acolhimento Familiar de Valinhos por saber que atuam com bons resultados já há sete anos, o que confere uma referência importante na região. Fomos muito bem recebidas e acolhidas pela equipe, que nos muniram de informações valiosas e esclarecedoras sobre a gestão, dinâmicas dos trabalhos, capacitação, divulgação e relacionamento com as crianças, famílias envolvidas e com a rede de serviços do munícipio. A essência é seguir esse modelo humanizado, com muita sensibilidade em cada etapa do Serviço. A Instituição Beneficente e Educacional Casa do Caminho é uma Organização da Sociedade Civil – OSC, e, assim como a Casa da Criança, atua há mais de 28 anos com dedicação à sociedade. Encontramos diversos pontos em comum entre as instituições como: foco na excelência, dedicação e estudos avançados para aprimoramento e a generosidade para a troca de conhecimentos. Vamos seguir com nossas pesquisas e trocas de informações em busca de referências nacionais para atuarmos da melhor forma possível com a Família Acolhedora de Atibaia – FADA. Sabemos da importância da família para todas as crianças e adolescentes”, conta a coordenadora do Família Acolhedora de Atibaia, Neide Tavares.