A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, por meio de sua equipe do Serviço de Acolhimento Familiar, reforça sua missão social promovendo palestras em empresas da região para conscientizar sobre a importância do voluntariado e o impacto do acolhimento familiar. Em novembro, colaboradores da Chem-Trend terão a oportunidade de assistir a uma palestra sobre os processos formativos do voluntariado e o trabalho da Família Acolhedora na cidade.
Com equipe especializada e experiência consolidada no terceiro setor, o Serviço de Acolhimento Familiar está à disposição para levar essas palestras gratuitamente a outras empresas e instituições. A abordagem combina informações sobre a atuação da Família Acolhedora e reflexões sobre o voluntariado como força de transformação social. O que abre espaço para o diálogo e a sensibilização para o acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O valor do voluntariado no Brasil
Voluntariado é mais que uma ação, é um compromisso com a sociedade. De acordo com a Lei nº 9.608/1998, que regulamenta o trabalho voluntário no Brasil, as organizações do terceiro setor têm um marco legal que oferece segurança e transparência nas atividades desenvolvidas. Segundo o IBGE, em 2019, cerca de 7,6 milhões de brasileiros realizaram algum tipo de trabalho voluntário, reforçando o papel fundamental dessas iniciativas para o desenvolvimento social.
Família Acolhedora: solidariedade e acolhimento
A participação de famílias acolhedoras é essencial para o Serviço de Acolhimento Familiar. Embora as famílias recebam um auxílio financeiro, o papel é essencialmente voluntário, pois exige um compromisso genuíno em oferecer amor, segurança e estabilidade a crianças e adolescentes temporariamente afastados de suas famílias de origem. “Esse trabalho é, antes de tudo, um ato de solidariedade e de amor, onde a motivação principal é transformar histórias e proporcionar um ambiente seguro para as crianças e adolescentes. A missão das famílias acolhedoras vai além de qualquer auxílio financeiro, sendo baseada no desejo de ajudar e ressignificar vidas”, explica Karen Battaglin, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar.
O acolhimento familiar é um processo estruturado e reconhecido, em que a equipe técnica da instituição acompanha e apoia as famílias, visando o retorno das crianças às suas famílias de origem ou, em último caso, à adoção. Cada passo é monitorado para garantir que tanto as crianças quanto as famílias acolhedoras recebam o suporte necessário para uma experiência segura e positiva.
Agende uma palestra gratuita
Empresas e instituições interessadas em receber as palestras do Serviço de Acolhimento Familiar podem agendar gratuitamente estas ações. As palestras abordam desde o papel do voluntariado até a relevância do acolhimento familiar, tudo com a expertise de uma equipe dedicada e com vivência prática no terceiro setor.
Seja uma Família Acolhedora
O Serviço de Acolhimento Familiar, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, está em constante busca por famílias dispostas a fazer a diferença. Se você sente o chamado para transformar vidas, participe da próxima capacitação. Para mais informações ou para agendar uma consulta informativa, entre em contato pelo e-mail familiaccava@gmail.com, telefone (19) 3829-3410, WhatsApp (19) 98367-0113 ou visite o site www.casadacriancaedoadolescente.org.br.

Em uma atividade recreativa, as crianças puderam expressar seus maiores desejos, com um valor médio sugerido de R$ 100,00 para cada presente. O objetivo é proporcionar um presente que seja significativo e, ao mesmo tempo, acessível a todos os doadores, garantindo que todos os inscritos sejam contemplados.
“Assim como o nosso eterno e inspirador fundador, Anélio Zanuchi, que, inspirado pelas ações de Irmã Dulce, refletia sobre formas de ajudar os outros, a Casa da Criança nasceu de gestos simples, mas cheios de amor e solidariedade. Anélio e sua família, mesmo sem recursos financeiros, sempre acreditaram que um pequeno gesto de carinho, como um presente simbólico, poderia transformar a vida de uma criança. Hoje, este legado continua vivo, e este gesto de generosidade cresce e segue impactando muitas vidas, criando uma rede de afeto e apoio que se expande a cada dia”, completa Lidiane Recco.
Empresas e líderes que desejam fazer a diferença na vida desses jovens podem encontrar no ciclo de palestras “Profissões que Inspiram” uma oportunidade de impacto social. “As empresas da região podem não apenas compartilhar conhecimento, mas também criar uma rede de apoio e oferecer novas oportunidades para esses adolescentes que já estão recebendo uma preparação valiosa para o futuro, estão dando um passo à frente”, destaca Fabíola Artoni. Executivos interessados em contribuir com o ciclo de palestras podem entrar em contato com a Casa da Criança para participar voluntariamente.
Adriana Simões, coordenadora da instituição, compartilha o sentimento que permeia essa ação: “Nos identificamos com a cultura da alimentação árabe, que valoriza o compartilhamento e a generosidade. Convidar a comunidade para este almoço é, para nós, uma maneira de espalhar bondade e criar laços. É um convite para que cada um possa, ao seu modo, fazer parte desta corrente de amor e solidariedade.”
A nova sala de informática está equipada com mesas, cadeiras, 16 computadores, nobreak, fones de ouvido, datashow e quadro branco, preparada para oferecer oficinas de multimídia para adolescentes e jovens adultos da comunidade. A instituição busca voluntários que possam ministrar oficinas, mesmo que pontuais, abordando temas como profissões, montagem de currículos e busca de oportunidades na internet.
O Acolhimento conta com o apoio dedicado de voluntários como Carolina Ramos, psicóloga e voluntária do Acolhimento da Casa da Criança. Carolina se dedica a compilar e selecionar os momentos mais marcantes da vida das crianças, compondo álbuns que refletem não apenas o crescimento físico, mas também emocional de cada um. “Em conjunto com cada criança, pensamos na melhor forma de guardar esses registros. São fotos da escola, dos amigos e da família sempre que possível. Isso é crucial para que elas possam ressignificar sentimentos e se apropriar de suas histórias, reforçando a autoestima e a esperança para o futuro”, explica Carolina.
ativamente. “Os álbuns são personalizados com desenhos, textos e registros fotográficos de momentos especiais como passeios, almoços, festas e datas comemorativas. O envolvimento dos voluntários é essencial para garantir que todo o processo seja feito com o cuidado individualizado e carinho que essas memórias merecem”, ressalta Adriana.
Parodi, ao finalizar, faz um convite a todos: “Para quem ainda não experimentou a emoção de ser voluntário, especialmente na Casa da Criança, recomendo fortemente que conheçam e colaborem de alguma forma. É um processo altamente gratificante e transformador, não apenas para as crianças, mas para todos nós que fazemos parte dessa jornada.”
Dr. Guimarães destaca que a participação no programa não beneficia apenas as crianças e adolescentes acolhidos, mas também traz vantagens significativas para a comunidade e para as próprias famílias acolhedoras. “A satisfação pessoal gerada por ajudar uma criança ou adolescente a crescer e se desenvolver é extremamente gratificante. Além disso, o fortalecimento dos laços familiares e o ensino de valores como empatia e solidariedade são alguns dos benefícios que as famílias acolhedoras experimentam,” comenta.
Além de fornecer itens essenciais como alimentos, mobiliário e eletrodomésticos, o grupo se dedica a um apoio humanizado, compreendendo as necessidades de cada família, desde óculos, roupas, mantimento, atendimento médico, odontológico, até orientações para tirar documentos, suporte para seguir com estudos e ingressar no mercado de trabalho. Cada detalhe é cuidadosamente considerado, com as famílias envolvidas ativamente na criação de seus novos lares, aprendendo a se organizar e cuidar de suas casas.
Para a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o projeto “Mãos que Fazem” desempenha um papel importantíssimo, em especial para os adolescentes que completam 18 anos, precisam deixar o abrigo e passam a residir sozinhos, precisando organizar o seu próprio lar. “As voluntárias do ‘Mãos que Fazem’ realizam um trabalho valioso, atendendo esta demanda importante. Elas ajudam a organizar a casa pensando em cada detalhe, demonstrando um cuidado e carinho imensurável,” afirma Adriana Simões, coordenadora da entidade.