Neste Mês das Crianças, o Serviço de Acolhimento Familiar, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, reforça o convite à sociedade sobre a necessidade de ampliar o número de Famílias Acolhedoras dispostas a transformar vidas. O serviço oferece capacitação gratuita e é uma oportunidade para aqueles que desejam conhecer e futuramente acolher temporariamente crianças em situação de vulnerabilidade, para oferecer um lar, carinho e cuidados.
Entre os novos integrantes desse serviço essencial, está o jovem casal Rafhaela Silva, de 23 anos, e Lucas Silva, de 30 anos. Com uma história de superação e amor, eles decidiram se preparar para essa missão. Após passarem por um momento desafiador em suas vidas, descobriram um novo propósito: o desejo de acolher e cuidar de crianças que precisam de apoio temporário.
“Foi um processo de amadurecimento profundo para nós. Sabemos que não se trata de adoção, e sim de oferecer um lar temporário para crianças em vulnerabilidade. Nosso objetivo é apoiar e amar essas crianças. Vamos cuidar delas para garantir o melhor possível, para que tenham autoestima, esperança e confiança em um futuro mais feliz”, compartilha Rafhaela.
Capacitação na instituição
O primeiro contato do casal com o Serviço de Acolhimento Familiar veio por meio de amigos, que despertaram neles o interesse em conhecer mais sobre a iniciativa. Ao longo de meses de reflexão entenderam que estavam prontos para essa nova jornada de amor e cuidado. Rafhaela, que anteriormente trabalhava em dois empregos, reorganizou sua rotina para poder se dedicar melhor à nova missão. Atualmente, ela trabalha seis horas por dia, o que permite mais tempo para acolher uma criança.
A capacitação do casal foi concluída ao longo de dois meses, com encontros semanais realizados pela equipe do Serviço de Acolhimento Familiar. O processo de apoio e acompanhamento das famílias segue de forma permanente. “Hoje, nossa casa está pronta, nossas famílias estão preparadas e, o mais importante, estamos emocionalmente prontos para abrir as portas e corações para essas crianças. Vamos oferecer todo o amor e apoio que elas merecem”, afirma Rafhaela.
Faça parte da Família Acolhedora
O Serviço de Acolhimento Familiar, realizado pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, continua em busca de novas famílias dispostas a oferecer amor, acolhimento e cuidado a crianças que, por um período, precisam de um lar. Se você também sente o chamado para fazer a diferença na vida de crianças e adolescentes, participe da próxima capacitação e transforme vidas. Para mais informações ou para agendar uma consulta informativa, entre em contato por e-mail (familiaccava@gmail.com), telefone (19) 3829-3410, WhatsApp (19) 98367-0113 ou visite o site www.casadacriancaedoadolescente.org.br.

Dentro da Casa, os acolhidos podem utilizar uma quadra poliesportiva com dimensões para futsal e vôlei, equipada com vestiários, iluminação e bebedouros. A estrutura permite que as atividades físicas sejam realizadas com segurança e conforto, incentivando ainda mais a participação dos jovens.
Adriana Simões, coordenadora da instituição, compartilha o sentimento que permeia essa ação: “Nos identificamos com a cultura da alimentação árabe, que valoriza o compartilhamento e a generosidade. Convidar a comunidade para este almoço é, para nós, uma maneira de espalhar bondade e criar laços. É um convite para que cada um possa, ao seu modo, fazer parte desta corrente de amor e solidariedade.”
A nova sala de informática está equipada com mesas, cadeiras, 16 computadores, nobreak, fones de ouvido, datashow e quadro branco, preparada para oferecer oficinas de multimídia para adolescentes e jovens adultos da comunidade. A instituição busca voluntários que possam ministrar oficinas, mesmo que pontuais, abordando temas como profissões, montagem de currículos e busca de oportunidades na internet.
O Acolhimento conta com o apoio dedicado de voluntários como Carolina Ramos, psicóloga e voluntária do Acolhimento da Casa da Criança. Carolina se dedica a compilar e selecionar os momentos mais marcantes da vida das crianças, compondo álbuns que refletem não apenas o crescimento físico, mas também emocional de cada um. “Em conjunto com cada criança, pensamos na melhor forma de guardar esses registros. São fotos da escola, dos amigos e da família sempre que possível. Isso é crucial para que elas possam ressignificar sentimentos e se apropriar de suas histórias, reforçando a autoestima e a esperança para o futuro”, explica Carolina.
ativamente. “Os álbuns são personalizados com desenhos, textos e registros fotográficos de momentos especiais como passeios, almoços, festas e datas comemorativas. O envolvimento dos voluntários é essencial para garantir que todo o processo seja feito com o cuidado individualizado e carinho que essas memórias merecem”, ressalta Adriana.
Parodi, ao finalizar, faz um convite a todos: “Para quem ainda não experimentou a emoção de ser voluntário, especialmente na Casa da Criança, recomendo fortemente que conheçam e colaborem de alguma forma. É um processo altamente gratificante e transformador, não apenas para as crianças, mas para todos nós que fazemos parte dessa jornada.”
Dr. Guimarães destaca que a participação no programa não beneficia apenas as crianças e adolescentes acolhidos, mas também traz vantagens significativas para a comunidade e para as próprias famílias acolhedoras. “A satisfação pessoal gerada por ajudar uma criança ou adolescente a crescer e se desenvolver é extremamente gratificante. Além disso, o fortalecimento dos laços familiares e o ensino de valores como empatia e solidariedade são alguns dos benefícios que as famílias acolhedoras experimentam,” comenta.
Além de fornecer itens essenciais como alimentos, mobiliário e eletrodomésticos, o grupo se dedica a um apoio humanizado, compreendendo as necessidades de cada família, desde óculos, roupas, mantimento, atendimento médico, odontológico, até orientações para tirar documentos, suporte para seguir com estudos e ingressar no mercado de trabalho. Cada detalhe é cuidadosamente considerado, com as famílias envolvidas ativamente na criação de seus novos lares, aprendendo a se organizar e cuidar de suas casas.
Para a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o projeto “Mãos que Fazem” desempenha um papel importantíssimo, em especial para os adolescentes que completam 18 anos, precisam deixar o abrigo e passam a residir sozinhos, precisando organizar o seu próprio lar. “As voluntárias do ‘Mãos que Fazem’ realizam um trabalho valioso, atendendo esta demanda importante. Elas ajudam a organizar a casa pensando em cada detalhe, demonstrando um cuidado e carinho imensurável,” afirma Adriana Simões, coordenadora da entidade.