Muitas famílias aproveitam o mês de julho para viajar, passear e viver momentos especiais durante as férias escolares, outras incluem o compromisso que vai além do lazer: oferecer amor, proteção e um novo recomeço para crianças que precisaram ser temporariamente afastadas de suas famílias de origem. É nesse cenário que o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi mantém sua missão ininterrupta. Mesmo durante o recesso, a equipe técnica permanece em plantão 24 horas, garantindo apoio permanente às famílias acolhedoras e às crianças atendidas.
Atualmente, o serviço conta com oito famílias acolhedoras, sendo cinco com crianças de zero a um ano e meio de idade. Como detêm a guarda provisória durante o período de acolhimento, essas famílias também podem levar as crianças para passeios e viagens nas férias, proporcionando experiências que fazem parte da infância e fortalecem vínculos afetivos. Antes de cada deslocamento, a equipe técnica é comunicada e continua acompanhando cada caso à distância, por meio de telefone, WhatsApp e do plantão institucional, disponível a qualquer hora do dia ou da noite para atender situações de emergência ou oferecer orientações sempre que necessário.
Esse acompanhamento permanente é um dos diferenciais do programa e transmite segurança para quem acolhe. As famílias sabem que nunca estão sozinhas e que podem contar com profissionais preparados para auxiliá-las em qualquer situação. “O plantão funciona 24 horas porque entendemos que o acolhimento não tem hora para acontecer. Estamos sempre disponíveis para orientar, acolher e dar o suporte necessário às famílias. Isso traz tranquilidade para quem está cuidando e garante que a criança continue recebendo toda a proteção de que precisa”, destaca a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, Camila Forster.
Mais do que um serviço de proteção, o Acolhimento Familiar é uma oportunidade de transformar vidas. Em vez de permanecerem na instituição, crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias encontram um lar, uma rotina, carinho, cuidado e a experiência de viver em um ambiente familiar enquanto a Justiça trabalha para definir seu futuro.
Durante todo esse período, as famílias acolhedoras recebem acompanhamento constante de assistentes sociais e psicólogos, além de capacitação e um subsídio financeiro destinado a auxiliar nas despesas e demais necessidades da criança. O benefício representa um apoio para que o acolhimento aconteça com tranquilidade, mas o principal requisito continua sendo a disposição de oferecer tempo, dedicação e afeto.
Nos últimos meses, o Serviço de Acolhimento Familiar tem conquistado novos apoiadores graças ao trabalho contínuo de divulgação. Reportagens, campanhas em outdoors, redes sociais, palestras em empresas e escolas. Os interessados relatam que foram impactados com histórias de crianças acolhidas, o que motivou a procura pela Casa da Criança para participar ativamente como Famílias Acolhedoras.
“Nosso maior desafio é fazer com que a população conheça o Serviço de Acolhimento Familiar. Quando percebemos que as campanhas despertam o interesse das pessoas e conseguimos ampliar o perfil das famílias acolhedoras, temos a certeza de que estamos construindo uma rede de proteção cada vez mais forte. Cada nova família representa uma nova possibilidade de cuidado, de afeto e de esperança para uma criança”, afirma Camila.
Guiado pelos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança acredita que toda criança merece crescer cercada de carinho, respeito e oportunidades. Tornar-se uma família acolhedora não significa substituir a família de origem, mas oferecer um porto seguro durante um momento delicado da vida de uma criança. É um gesto temporário, mas que deixa marcas permanentes de amor, proteção e dignidade. E, para muitas crianças, esse cuidado pode representar o primeiro passo para a reconstrução de sua história.
