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Anélio Zanuchi

Famílias acolhedoras fazem a diferença desde os primeiros anos de vida

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento de uma criança. É nessa fase que ela começa a construir vínculos, descobrir o mundo ao seu redor e desenvolver sentimentos de confiança e segurança. Quando, por diferentes motivos, um bebê ou uma criança pequena não pode permanecer temporariamente com sua família de origem, o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi oferece uma alternativa que permite que essa criança continue vivendo em um ambiente familiar, cercada de cuidado, atenção e afeto.

Para um bebê, o acolhimento está nos pequenos gestos do cotidiano: atender ao choro, oferecer colo, preparar a alimentação, acompanhar uma consulta médica, dar banho, colocar para dormir e estar presente nas primeiras descobertas. É também acompanhar momentos que parecem simples, mas que ganham um significado enorme para quem participa dessa história: o primeiro sorriso, o primeiro dentinho, a primeira papinha, os primeiros passos e as primeiras palavras.

Foi justamente essa experiência que Renato José Barbati e Camila de Camargo Angeli Barbati decidiram viver. O casal ingressou no Serviço de Acolhimento Familiar em 2016, depois de conhecer o trabalho realizado em Campinas e descobrir que Valinhos havia implantado o serviço. “Decidimos entrar no acolhimento familiar em 2016, após perdermos três gestações. Já conhecíamos o serviço de acolhimento em Campinas desde 2013/2014 e tínhamos o desejo de fazer parte, mas, como era um serviço municipal e morávamos em Valinhos, não foi possível. Quando descobrimos que Valinhos começou com o serviço, fomos buscar mais informações e nos apaixonamos por essa missão”, conta Camila.

Ao longo de dez anos no serviço, Renato e Camila, que também têm uma filha de 6 anos, já acolheram cinco meninas, com idades entre 3 meses e 13 anos. A experiência com bebês começou logo após a capacitação, quando o casal foi perguntado sobre o perfil de criança que gostaria de receber. Pela rotina da família, escolheram a faixa de 0 a 4 anos. No final da última aula, surgiu o convite para acolher uma bebê de quase 3 meses, que estava em um abrigo de Jundiaí e precisava de cuidados especiais por estar abaixo do peso e da altura e já ter passado por uma internação. “Do dia para a noite, nossa vida mudou para melhor e o quartinho da ‘bagunça’ se transformou no quartinho do bebê”, recorda Camila. Com a ajuda da mãe e das tias, a família conseguiu conciliar o trabalho e os cuidados com as crianças.

Outra história que mostra a força desse vínculo é a de Santiago Vanderlei Prata e Alessandra da Silva Prata. O casal conheceu o Serviço de Acolhimento Familiar no início deste ano, quando Alessandra trabalhava em uma escola cuja proprietária já participava do serviço. A possibilidade de uma das alunas precisar ser acolhida despertou no casal o desejo de também contribuir. Quando souberam que um bebê precisava de uma família, não tiveram dúvidas. “Sempre gostamos de crianças. Pensamos: por que não um bebê? Ele precisava de ajuda e estamos no serviço para ajudar”, conta Alessandra. Assim chegou o bebê, hoje com 11 meses, que enfrentou alguns problemas de saúde no início do acolhimento, mas logo conquistou a família.

A rotina dele trouxe para a casa de Santiago e Alessandra uma sequência de descobertas. “Um bebê em casa é maravilhoso. Enche a casa de alegria e fofura. Ver cada evolução dele, sentar, engatinhar, a primeira comidinha, andar, falar… É uma alegria sem igual cada etapa de aprendizado dele”, relata Alessandra. Para Renato e Camila, a sensação é semelhante. “Não tem como explicar a alegria de receber um bebê em casa e ajudar no seu desenvolvimento. Acompanhar cada primeira vez, primeira cólica, primeiro dentinho, papinha…”, contam. São experiências diferentes, vividas por famílias diferentes, mas que se encontram em um mesmo propósito: oferecer a uma criança um ambiente seguro e afetuoso durante um período importante de sua vida.

Para Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, receber uma criança pequena é uma responsabilidade que também pode ser marcada por momentos de muita alegria. “É muito especial poder acolher uma criança nos primeiros anos de vida, justamente quando ela mais precisa de cuidados, de colo, de atenção e de alguém que esteja disponível para ela. É uma oportunidade de oferecer segurança e afeto em um momento delicado, sabendo que esse cuidado pode fazer diferença para toda a vida dessa criança”, afirma.

O acolhimento, porém, é temporário e não deve ser confundido com adoção. A criança permanece com a família acolhedora enquanto sua situação é acompanhada pela rede de proteção, podendo retornar à família de origem ou, quando isso não for possível, seguir para uma família adotiva. Durante todo o processo, a Casa da Criança oferece acompanhamento técnico e psicológico à família.

No fim, cada acolhimento deixa marcas em todos os envolvidos. Para as famílias, ficam as lembranças de uma criança que chegou precisando de cuidado e que, aos poucos, voltou a sorrir, brincar e descobrir o mundo. Para a criança, fica a experiência de ter encontrado, naquele momento, um colo disponível e um lugar onde pôde se sentir protegida. “Vem ser família com a gente porque é gratificante olhar como a criança chegou, como se desenvolveu e como a enviamos para sua família para sempre”, resume Renato. Alessandra também faz um convite a quem pensa em participar: “Se cada família fizer um pouquinho na vida de uma criança que está nesse processo, fará a diferença na vida dela mais no futuro”. O Serviço de Acolhimento Familiar mostra, assim, que acolher pode ser temporário, mas o cuidado, o afeto e as experiências construídas podem acompanhar uma criança por toda a vida.

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Novas oficinas culturais do Janela Aberta

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Anélio Zanuchi está com inscrições abertas para novas oficinas culturais do projeto Janela Aberta. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e em conjunto com a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), a instituição passa a oferecer atividades de Hip Hop, Balé e Sapateado, ampliando as oportunidades de acesso à cultura, à dança e à convivência para crianças, adolescentes e jovens.

A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, instituída pela Lei nº 14.399/2022, é uma política pública federal que prevê recursos para o desenvolvimento de ações e projetos culturais em todo o país. A iniciativa busca fortalecer o setor cultural e ampliar o acesso da população a atividades e manifestações artísticas.

Para a Casa da Criança, a parceria representa um novo momento. Por dois anos consecutivos, a instituição recebeu o Prêmio Aldir Blanc como Ponto de Cultura, em reconhecimento à sua atuação. Agora, a instituição avançou para uma nova etapa, com a execução de um projeto que levará novas oficinas culturais ao Janela Aberta.

Com a iniciativa, o Janela Aberta amplia seu leque de atividades e fortalece sua proposta de oferecer espaços de convivência, aprendizado, expressão e desenvolvimento por meio da cultura. As oficinas de Hip Hop, Balé e Sapateado chegam como novas oportunidades para que crianças, adolescentes e jovens possam descobrir talentos, desenvolver habilidades e vivenciar a dança em um ambiente de integração e participação.

Segundo Lidiane Recco, coordenadora do Janela Aberta, a iniciativa é especialmente importante pela relação que a instituição mantém com a comunidade. “Para nós, isso é muito importante, porque a comunidade é muito grande e somos um ponto de referência. Temos público para desenvolver essas oficinas aqui nas imediações do Jardim América”, destaca.

E o projeto não para por aí. Em breve, a Casa da Criança também planeja oferecer oficinas de circo, violão e flauta, ampliando ainda mais as possibilidades de participação em atividades culturais. As novas oficinas são destinadas tanto às crianças atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da instituição quanto a crianças, adolescentes e jovens da comunidade.

As oficinas serão realizadas na sede da Casa da Criança, situada à Rua Campos Salles, 2188, Jardim América II, em Valinhos. As inscrições devem ser feitas pelo WhatsApp (19) 98367-0129.

Confira as oficinas:

Hip Hop

  • Público: 6 a 12 anos – manhã; 6 a 15 anos – tarde
  • Quarta-feira: das 9h às 10h
  • Quinta-feira: das 14h às 15h

Balé

  • Público: 6 a 12 anos
  • Terça-feira: das 11h às 12h
  • Quinta-feira: das 15h às 16h

Sapateado

  • Público: 6 a 12 anos
  • Terça-feira: das 10h às 11h e das 15h às 16h.
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Almoço Árabe une gastronomia e solidariedade

Um almoço especial, preparado para reunir pessoas queridas em torno da mesa e, ao mesmo tempo, contribuir para uma causa que transforma vidas. Essa é a proposta do tradicional Almoço Árabe da Casa, promovido pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi. O evento será realizado no dia 18 de outubro (domingo) e convida famílias e amigos a desfrutarem de uma experiência gastronômica inspirada nos sabores e na tradição da culinária árabe, enquanto colaboram com os projetos sociais da instituição.

A tradição árabe de compartilhar alimentos e celebrar a convivência está presente em cada detalhe do cardápio, preparado com dedicação pelos voluntários da Casa. Entre as opções estão coalhada seca, homus, babaganoush, tabule, kibe assado vegetariano, kaftas grelhadas, arroz com lentilhas e cebola caramelizada, pães sírios fresquinhos e manjar árabe de sobremesa. Cada prato foi pensado para proporcionar uma refeição completa e generosa, com porção para duas pessoas.

Participar do Almoço Árabe da Casa é uma maneira saborosa de reunir quem você gosta e, ao mesmo tempo, uma ação que faz a diferença na vida de muitas crianças e adolescentes. Para Adriana Simões, coordenadora do Serviço de Acolhimento Institucional (SAICA) da Casa da Criança, representa uma oportunidade de aproximar a comunidade do trabalho desenvolvido pela instituição e, principalmente, de contribuir para a continuidade dos atendimentos oferecidos pela instituição. “Cada pessoa que participa está contribuindo diretamente para que nossos projetos continuem acontecendo. É uma forma simples e muito especial de ajudar: reunir a família, saborear uma boa refeição e, ao mesmo tempo, fazer o bem. Contamos com a colaboração da comunidade para que o Almoço Árabe seja novamente um sucesso e para que possamos continuar transformando vidas”, destaca Adriana.

Toda a renda obtida será destinada à manutenção dos três programas sociais desenvolvidos pela Casa da Criança, contribuindo para o atendimento de crianças e adolescentes acompanhados pela instituição. Os pratos que eventualmente não forem retirados no período previsto serão encaminhados para doação, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa solidária.

As reservas já estão abertas. O prato, com quantidade suficiente para duas pessoas, custa R$ 95, e a retirada será realizada em sistema drive-thru, no dia 18 de outubro, das 12h às 14h, na sede da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, localizada na Rua Campos Salles, 2.188 – Jardim América II – Valinhos-SP. Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

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Contas aprovadas e compromisso com transparência e responsabilidade

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi realizou no último dia 3 de setembro na sede da instituição um encontro com funcionários, convidados e autoridades locais para apresentar o resultado da auditoria independente das demonstrações financeiras da instituição referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

O encontro, que contou com um café da manhã, teve como objetivo compartilhar com a comunidade, parceiros, doadores e veículos de comunicação informações sobre a gestão financeira e social da Casa da Criança, reforçando o compromisso da instituição com a transparência, a responsabilidade e a correta aplicação dos recursos destinados às suas atividades.

O prefeito de Valinhos, Franklin Duarte de Lima (PL), esteve presente e fez questão de enaltecer a Casa da Criança. “O selo que a Casa da Criança conquista hoje é um selo de confiabilidade fiscal, contábil e financeira. Esses números trazem uma confiança muito grande aos parceiros que estão aqui e aos que estão por vir. O passo que a Casa da Criança dá hoje é enorme e, eu como prefeito, venho aqui agradecer. Hoje não é a Prefeitura que ajuda a entidade. É a Casa da Criança que ajuda a Prefeitura”, salientou.

Franklin também mencionou a estreita relação que possui com a Casa da Criança. “Desde os meus 15 anos, eu já ouvia falar da Casa da Criança, participava das festas, gincanas e ceias de Natal quando eu não tinha o que comer. Mas foi em 2006 que comecei a acompanhar de perto quando aqui trabalhava e fazíamos de tudo. Graças ao esforço de todos vocês, funcionários e voluntários, amparados pelo nosso querido Anélio (Anélio Zanuchi, fundador da Casa, falecido em 2024), a Casa da Criança é atualmente referência no Terceiro Setor”.

Para a coordenadora do SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional) da Casa da Criança, Adriana Simões, o resultado é motivo de satisfação e demonstra o empenho de toda a equipe. “Hoje não apresentamos só números e dados, prestamos contas de compromissos assumidos, vidas acolhidas e direitos garantidos. Estamos aqui para celebrar a transparência e o impacto desse trabalho. Nossas demonstrações financeiras foram submetidas a auditoria independente e aprovadas sem ressalvas. Esse parecer confirma a excelência de nossa gestão e a aplicação correta de cada centavo”, avalia, acrescentando que “esse resultado representa a garantia de que nossas crianças e adolescentes continuam recebendo proteção integral, acolhimento digno, alimentação de qualidade e acompanhamento técnico especializado.”

No ano passado, a instituição recebeu no acolhimento institucional 40 crianças, que passavam por situações difíceis e que precisavam temporariamente ficar afastadas do contato com a família. Destas, 17 deixaram o abrigo, seja pra voltar para sua casa, seja pra ir pra família extensa (parentes) ou para processo de adoção.  “Nessa hora entra o desapego e ele só é possível por amor. Não existe outra lógica. A gente sabe que o tempo da gente é breve e tem que ser breve o tempo da criança em acolhimento. Por mais afeto, amor e carinho que a gente dá, a criança precisa de uma família”, destacou Adriana Simões.

Gustavo Toniatti, vice-presidente da Casa da Criança, ressaltou o trabalho em equipe como justificativa para o todo o reconhecimento. “Quando assumi após o falecimento do Anélio, meu desafio era manter o legado que ele deixou. Só estamos conseguindo isso devido ao trabalho de todos os funcionários e voluntários. Nosso desafio hoje é fazer as oficinas e a república. Muita coisa boa ainda está por vir e só será possível com a colaboração de todos. Só temos a agradecer.”

As demonstrações financeiras foram auditadas pela Simionato Auditores Independentes, empresa criada há mais de 30 anos e atualmente firma-membro independente da MSI Global Alliance. A auditoria utiliza procedimentos metodológicos e regulamentados para verificar se os registros contábeis e as demonstrações financeiras estão de acordo com as normas contábeis aceitas no Brasil e, quando aplicável, com padrões internacionais, como o IFRS. As contas auditadas e aprovadas estão disponíveis para consulta no site da instituição: casadacriancadevalinhos.org.br, clicando na aba “Transparência”.

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Agosto Lilás é tema relevante entre crianças e adolescentes do Janela Aberta

No ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, o projeto Janela Aberta, da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, reforça seu compromisso com a formação cidadã e desenvolver uma programação dedicada ao Agosto Lilás. A campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher será trabalhada ao longo do mês por meio de atividades educativas, rodas de conversa e ações artísticas que incentivam, desde a infância, valores como respeito, igualdade e empatia.

A proposta é abordar o tema de relevância social de forma adaptada à faixa etária dos participantes, despertando a reflexão sobre a importância de construir relações saudáveis e livres de qualquer tipo de violência. Para isso, os educadores da instituição prepararam um cronograma que inclui conversas sobre o significado do Agosto Lilás, exibição de vídeos educativos e momentos de diálogo para que crianças e adolescentes compreendam, de maneira acessível, por que o respeito às mulheres deve ser praticado diariamente e como cada pessoa pode contribuir para uma sociedade mais justa e acolhedora.

Entre as atividades programadas está a confecção de pulseiras e a personalização de lápis e mensagens de conscientização. Para os educadores, a ideia é que os materiais produzidos pelos próprios participantes simbolizem a conscientização, o compromisso com a valorização das mulheres e a promoção da cultura da paz. Além do caráter criativo, as oficinas permitem que o tema seja trabalhado de forma leve e significativa, favorecendo o aprendizado por meio da arte e da participação coletiva.

Outra ação prevista é a construção da “Árvore do Respeito e do Afeto”, uma atividade artística e colaborativa que representará o crescimento de uma cultura baseada na empatia e no respeito. Cada folha lilás receberá uma mensagem positiva dedicada às mulheres, formando um painel coletivo que simboliza a importância de cultivar atitudes de acolhimento, igualdade e não violência desde a infância.

Para a assistente social da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, Gabriela Silva dos Santos Gonçalves, trabalhar o tema desde cedo é uma forma de prevenir a violência e formar cidadãos mais conscientes. “Acreditamos que abordar esses temas desde a infância contribui para a formação de cidadãos capazes de construir relações baseadas no diálogo, no respeito e não na violência. Também é uma oportunidade de fortalecer o conhecimento sobre os direitos e incentivar que crianças e adolescentes saibam identificar situações de violência e buscar ajuda quando necessário”, destaca.

Mais do que apresentar informações sobre a campanha, o objetivo do Janela Aberta é contribuir para a formação de pessoas conscientes de seus direitos e deveres. Ao trabalhar o Agosto Lilás com crianças e adolescentes, a instituição acredita que o combate à violência contra a mulher começa também pela educação, fortalecendo valores que acompanham os participantes ao longo da vida e ajudam a construir uma sociedade mais respeitosa, segura e igualitária para todos.

O que é o Agosto Lilás?

O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, criada para ampliar o conhecimento da sociedade sobre os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e incentivar a prevenção, o acolhimento às vítimas e a denúncia dos casos. A campanha foi escolhida para o mês de agosto por marcar a sanção da Lei Maria da Penha.

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Volta às aulas representa recomeço e esperança para crianças e adolescentes

O retorno às aulas marca o início de um novo semestre letivo para milhares de estudantes, mas para as crianças e adolescentes acolhidos pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi esse momento ganha um significado ainda mais especial. Além da retomada da rotina escolar, o período representa uma oportunidade de renovação, fortalecimento da autoestima e construção de novos projetos de vida. Com acompanhamento permanente da equipe técnica, educadores e psicólogos trabalham para que cada acolhido vivencie esse recomeço com segurança, acolhimento e confiança.

Segundo Gabriel de Sousa Vieira, psicólogo da instituição há seis anos e coordenador da segunda unidade do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA II), o início das aulas desperta diferentes emoções nos acolhidos. “É realmente um momento de recomeço, mas também de inseguranças. Nossa equipe acolhe cada criança e adolescente de forma individualizada, oferecendo apoio emocional, incentivo e segurança para que iniciem o semestre com confiança, fortalecendo a autoestima e valorizando suas conquistas”, afirma. Ele explica ainda que a instituição mantém diálogo constante com as escolas para que as equipes pedagógicas compreendam o momento vivido pelos estudantes, garantindo que sejam acolhidos com respeito e igualdade.

Mais do que um ambiente de aprendizagem, a escola representa um espaço de proteção, convivência e desenvolvimento. É nela que crianças e adolescentes ampliam horizontes, descobrem habilidades e começam a desenhar seus próprios sonhos. “A escola ajuda nossas crianças e adolescentes a desenvolverem autonomia, descobrirem talentos e acreditarem que podem construir um futuro com novas possibilidades e projetos de vida. A interação com outros alunos promove habilidades sociais fundamentais, especialmente para aqueles que vivenciaram situações de violação de direitos. Além disso, a escola também é um espaço de proteção, contribuindo para que novas situações de risco não ocorram”, destaca Gabriel.

O trabalho desenvolvido pela Casa da Criança busca mostrar aos acolhidos que suas histórias não precisam determinar o futuro. Por meio do acompanhamento psicológico, das atividades socioeducativas e do fortalecimento dos vínculos, a equipe incentiva cada criança e adolescente a acreditar em seu potencial e construir novos caminhos. “Nossos educadores e psicólogos trabalham diariamente para fortalecer os vínculos, reconhecer as potencialidades de cada acolhido e mostrar que o passado não define o futuro. É comum que eles tentem reproduzir as histórias e os traumas vividos, por isso é fundamental apresentar outras possibilidades para que possam trilhar um caminho diferente”, explica o coordenador.

Outro aspecto essencial desse processo é o fortalecimento da rede de apoio. Sempre que possível, a instituição desenvolve um trabalho junto às famílias para que elas se tornem parceiras na construção do projeto de vida dos filhos, incentivando relações mais saudáveis e acolhedoras. Quando esse vínculo familiar não está presente, a equipe busca fortalecer outras referências positivas, como profissionais da rede de proteção e padrinhos afetivos, criando um ambiente seguro e estimulante para o desenvolvimento dos acolhidos.

Para Gabriel, cada início de semestre representa uma nova oportunidade de escrever uma história diferente. “Este é mais um capítulo da história de cada criança e adolescente, que estão no início de suas vidas. Tudo pode mudar. A escola é uma parte essencial desse processo. Basta acreditar e valorizar cada aprendizado, nunca deixando de sonhar. Com dedicação, apoio e perseverança, é possível construir um futuro cheio de oportunidades e realizações”, conclui o psicólogo.

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Cuidado com as crianças não tem um minuto de folga nas férias

Muitas famílias aproveitam o mês de julho para viajar, passear e viver momentos especiais durante as férias escolares, outras incluem o compromisso que vai além do lazer: oferecer amor, proteção e um novo recomeço para crianças que precisaram ser temporariamente afastadas de suas famílias de origem. É nesse cenário que o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi mantém sua missão ininterrupta. Mesmo durante o recesso, a equipe técnica permanece em plantão 24 horas, garantindo apoio permanente às famílias acolhedoras e às crianças atendidas.

Atualmente, o serviço conta com oito famílias acolhedoras, sendo cinco com crianças de zero a um ano e meio de idade. Como detêm a guarda provisória durante o período de acolhimento, essas famílias também podem levar as crianças para passeios e viagens nas férias, proporcionando experiências que fazem parte da infância e fortalecem vínculos afetivos. Antes de cada deslocamento, a equipe técnica é comunicada e continua acompanhando cada caso à distância, por meio de telefone, WhatsApp e do plantão institucional, disponível a qualquer hora do dia ou da noite para atender situações de emergência ou oferecer orientações sempre que necessário.

Esse acompanhamento permanente é um dos diferenciais do programa e transmite segurança para quem acolhe. As famílias sabem que nunca estão sozinhas e que podem contar com profissionais preparados para auxiliá-las em qualquer situação. “O plantão funciona 24 horas porque entendemos que o acolhimento não tem hora para acontecer. Estamos sempre disponíveis para orientar, acolher e dar o suporte necessário às famílias. Isso traz tranquilidade para quem está cuidando e garante que a criança continue recebendo toda a proteção de que precisa”, destaca a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, Camila Forster.

Mais do que um serviço de proteção, o Acolhimento Familiar é uma oportunidade de transformar vidas. Em vez de permanecerem na instituição, crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias encontram um lar, uma rotina, carinho, cuidado e a experiência de viver em um ambiente familiar enquanto a Justiça trabalha para definir seu futuro.

Durante todo esse período, as famílias acolhedoras recebem acompanhamento constante de assistentes sociais e psicólogos, além de capacitação e um subsídio financeiro destinado a auxiliar nas despesas e demais necessidades da criança. O benefício representa um apoio para que o acolhimento aconteça com tranquilidade, mas o principal requisito continua sendo a disposição de oferecer tempo, dedicação e afeto.

Nos últimos meses, o Serviço de Acolhimento Familiar tem conquistado novos apoiadores graças ao trabalho contínuo de divulgação. Reportagens, campanhas em outdoors, redes sociais, palestras em empresas e escolas.  Os interessados relatam que foram impactados com histórias de crianças acolhidas, o que motivou a procura pela Casa da Criança para participar ativamente como Famílias Acolhedoras.

“Nosso maior desafio é fazer com que a população conheça o Serviço de Acolhimento Familiar. Quando percebemos que as campanhas despertam o interesse das pessoas e conseguimos ampliar o perfil das famílias acolhedoras, temos a certeza de que estamos construindo uma rede de proteção cada vez mais forte. Cada nova família representa uma nova possibilidade de cuidado, de afeto e de esperança para uma criança”, afirma Camila.

Guiado pelos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança acredita que toda criança merece crescer cercada de carinho, respeito e oportunidades. Tornar-se uma família acolhedora não significa substituir a família de origem, mas oferecer um porto seguro durante um momento delicado da vida de uma criança. É um gesto temporário, mas que deixa marcas permanentes de amor, proteção e dignidade. E, para muitas crianças, esse cuidado pode representar o primeiro passo para a reconstrução de sua história.

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Todos podem apoiar as férias na Casa da Criança e garantir passeios

As férias escolares na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi serão marcadas por atividades que unem lazer, cultura e incentivo à convivência longe das telas. A programação foi construída a partir dos interesses das próprias crianças e adolescentes acolhidos, que participaram das escolhas. Para viabilizar o sonho destas férias, com os passeios propostos, a instituição aguarda a confirmação de apoio de empresas e pessoas físicas.

O destino mais votado pelos assistidos foi o Hopi Hari, em Vinhedo, que promete um dia de muita diversão e integração. A segunda opção escolhida pelo grupo foi um roteiro cultural até São Paulo, que podem incluir uma viagem de trem saindo de Jundiaí, deslocamento de metrô e visita ao Museu Catavento.

O passeio à capital paulista proporcionará uma experiência completa, desde o trajeto até a programação cultural. O Museu Catavento é um dos mais importantes espaços de ciência, tecnologia e educação do país, reunindo exposições interativas que despertam a curiosidade e permitem aos visitantes aprender, de forma prática e divertida, sobre temas como física, biologia, astronomia, meio ambiente e sociedade.

Além dessas atividades, a instituição também vai aproveitar a programação cultural e recreativa do Sesc Campinas, oferecendo oportunidades de aprendizado e diversão em ambientes seguros e estimulantes. Outra proposta das férias é incentivar hábitos mais saudáveis, como caminhadas e atividades ao ar livre, buscando reduzir o tempo dedicado aos videogames e às telas, uma intenção entre os adolescentes durante o período de recesso escolar.

Segundo Adriana Simões, coordenadora do Serviço de Acolhimento Institucional – SAICA, a programação foi pensada para proporcionar experiências que contribuam para o desenvolvimento integral dos acolhidos. “As férias são um período muito esperado por eles e fazemos questão de ouvi-los na escolha das atividades. Quando participam dessa construção, eles se sentem valorizados e aproveitam ainda mais cada experiência. Nosso objetivo é oferecer momentos de lazer, cultura e convivência que ampliem seus horizontes, despertem a curiosidade e mostrem que existem muitas possibilidades de aprendizado e diversão além das telas.”

A participação em alguns passeios também estará relacionada ao comportamento e ao comprometimento demonstrados pelos acolhidos ao longo das atividades diárias. A iniciativa busca reforçar valores como responsabilidade, respeito e convivência, transformando os momentos de lazer em experiências educativas e de fortalecimento dos vínculos, sem deixar de proporcionar férias repletas de diversão, novas descobertas e experiências enriquecedoras. As pessoas e empresas interessadas em contribuir com a programação das férias da instituição podem entrar em contato por meio do WhatsApp 19 99576-6257, pessoalmente ou telefones divulgados e confirmar o apoio.

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Janela Aberta apresenta programação de férias com atividades escolhidas pelos inscritos

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Janela Aberta, mantido pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi, preparou uma programação especial para o mês de julho, período de férias escolares. Pensando em proporcionar experiências diferenciadas aos participantes, o cronograma reúne atividades educativas, culturais e recreativas que não se restringem apenas aos espaços da instituição, incluindo ações externas que estimulam a convivência, a integração e o contato com diferentes ambientes

Entre os destaques do mês está a construção do Contrato Coletivo de Convivência, iniciativa em que os participantes irão revisar e elaborar, de forma colaborativa, as regras do grupo, fortalecendo o diálogo, o respeito mútuo e a corresponsabilidade.

A programação também contempla atividades voltadas ao protagonismo juvenil, com assembleias e rodas de conversa para que os próprios atendidos escolham os passeios que desejam realizar, como visitas a museus, bibliotecas, centros culturais e ao Centro de Lazer do Trabalhador (CLT). Também está prevista uma saída à praça, aproveitando o período de férias para ampliar as vivências fora da instituição.

Segundo Lidiane Recco, coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), julho é pensado de forma especial justamente por coincidir com o período de descanso escolar. “É um mês de férias, então é um mês que a gente também traz atividades livres, atividades de praça, de quadra, porque é algo importante. A gente também vai buscando parceiros que queiram trazer um dia de atividade para eles, ou vindo aqui de forma voluntária, ou até mesmo podendo proporcionar algo externo para eles”, destacou.

As ações incluem ainda oficinas de autorretrato e identidade, valorizando a diversidade e o reconhecimento de si e do outro, além de atividades do Projeto de Vida, que incentivam a reflexão sobre sonhos, objetivos e potencialidades. Também serão promovidas rodas de conversa com representantes da rede socioassistencial e do poder público, conforme disponibilidade, aproximando os jovens de serviços e oportunidades existentes no município.

Ao longo do mês, o calendário também celebra datas como o Dia Mundial do Chocolate, Dia do Cantor, Dia Mundial do Rock, Dia Mundial das Competências dos Jovens, Dia Internacional de Nelson Mandela, Dia Nacional do Futebol, Dia do Escritor e o Dia Internacional da Amizade. Cada uma dessas datas será trabalhada de forma lúdica e educativa, promovendo reflexões sobre cultura, criatividade, cidadania, leitura, esporte, amizade, empatia e convivência, tornando o período de férias uma oportunidade de aprendizado, diversão e fortalecimento de vínculos.

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Jantar “Noite do Bem Bom” celebra solidariedade e legado de Anélio Zanuchi

A emoção, a solidariedade e o legado de Anélio Zanuchi estiveram mais uma vez reunidos na 19ª edição do tradicional Jantar “Noite do Bem Bom”, realizado no último dia 23 de maio, no Clube Atlético Valinhense. Consolidado como um dos principais eventos beneficentes de Valinhos, o jantar deve reunir apoiadores, voluntários, amigos e parceiros da instituição em uma noite especial de confraternização, música e gastronomia, mas, acima de tudo, de amor ao próximo e compromisso com as crianças e adolescentes atendidos pela entidade.

Mais do que um evento beneficente, a Noite do Bem Bom carrega uma história de superação e solidariedade construída ao longo de décadas. O presidente da Casa da Criança e filho do fundador Anélio Zanuchi, André Zanuchi, destaca que a proximidade da festa desperta lembranças emocionantes do pai, responsável por transformar a instituição em referência no acolhimento e proteção de jovens em situação de vulnerabilidade.

“Fico muito emocionado ao lembrar do meu pai Anélio. Sinto muitas saudades. Via nos olhos dele a alegria dessa troca de energia com as pessoas. Ele fazia questão de ir mesa em mesa para abraçar os convidados e agradecer, de coração, pela presença em um simples jantar, mas que ajudava, e continua ajudando, a fazer a diferença na vida de muitas pessoas”, afirma André.

Segundo ele, o jantar faz parte da própria trajetória da instituição e surgiu em um período delicado financeiramente. “A Noite do Bem Bom veio para ajudar em um momento difícil, quando enfrentávamos desafios para manter o trabalho social da Casa da Criança. Meu pai tirava do próprio bolso o que tinha e o que não tinha para seguir em frente. Ele nunca desistiu”, relembra.

André também reforça que a continuidade da missão da entidade só é possível graças ao apoio coletivo da comunidade. “A gente não muda o mundo sozinho. Mas, com este evento e tantos outros, eu vejo que não estamos sozinhos nessa luta”, destaca. Ele aproveita para agradecer todos os envolvidos na realização da festa. “Quero deixar minha gratidão às pessoas e amigos que estão adquirindo os convites, aos voluntários que estarão na cozinha e servindo as pessoas durante o jantar, aos diretores, técnicos e colaboradores da nossa Casa da Criança. Obrigado por transformar solidariedade em ação. Contamos com vocês para continuar escrevendo histórias como essa.”

O jantar ficou sob responsabilidade dos voluntários conhecidos como “Cozinheiros do Bem”, que mais uma vez prometem surpreender os participantes com um cardápio especial preparado com dedicação. A animação da noite será conduzida pela banda Águia, com um repertório variado para embalar o encontro.

O menu contará com cesta de pães e antepastos como entrada, além de pratos como fettuccine na manteiga, polpetone recheado ao molho rústico, frango ao creme suíço, arroz e legumes na manteiga, encerrando a noite com sobremesa.

Os convites custaram R$ 140 e poderiam ser adquiridos pelos telefones (19) 3871-0546, (19) 3869-5654 e (19) 99576-6257 (WhatsApp). Durante o evento, também foi possível adquirir o livro “Um olhar para os invisíveis – a história de Anélio Zanuchi e da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos”, escrito pela jornalista Ana Heloísa Ferrero, que retrata a trajetória do fundador da entidade, falecido em outubro de 2024.

Toda a renda arrecadada com a Noite do Bem Bom será revertida para a manutenção das atividades desenvolvidas pela Casa da Criança e do Adolescente, fortalecendo ações de acolhimento, proteção e garantia de direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Mais do que uma noite especial, o evento se consolida como um verdadeiro movimento coletivo de solidariedade capaz de transformar vidas.

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