O Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi inicia uma nova fase com a mudança de endereço, realizada na última semana. A nova unidade, mais ampla e localizada próxima à sede da instituição, representa um avanço na estrutura oferecida pelo serviço, com a finalidade de aprimorar a qualidade dos atendimentos e ampliar a capacidade de acolhimento.
Com a inauguração do espaço, o serviço ganha melhores condições para o desenvolvimento das atividades, favorecendo atendimentos mais dinâmicos e integrados. A proximidade com outros serviços da entidade, como o acolhimento institucional e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, fortalece a articulação entre as equipes e contribui para um acompanhamento mais completo das crianças, adolescentes e suas famílias, além de reforçar o sentimento de pertencimento à Casa da Criança.
A nova sede também permite a realização de encontros, orientações e atividades em ambiente com maior capacidade e espaços reservados para atendimento. O local atende tanto as famílias acolhedoras quanto as famílias de origem, que permanecem em acompanhamento pela equipe técnica. A estrutura viabiliza a condução de atendimentos individuais e coletivos, de acordo com as demandas do serviço.
De acordo com a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, Camila Forster, a mudança representa um avanço importante para o fortalecimento do programa. “Para nós, é muito significativo ter um espaço mais acolhedor, assim como o próprio serviço se propõe a ser. Com essa estrutura, conseguimos ampliar o número de atendimentos e também qualificar ainda mais esse trabalho. Outro ponto fundamental é o fortalecimento do sentimento de pertencimento à Casa da Criança, além de facilitar o acesso das famílias, o que aumenta a visibilidade do serviço. Sem dúvida, é um espaço muito mais acolhedor”, destaca.
A abertura do novo espaço foi marcada por um encontro que reuniu famílias acolhedoras e a equipe do serviço. A atividade celebrou a mudança de sede e promoveu a integração entre os participantes. A iniciativa também oficializa com a equipe e as famílias o início das atividades no atual endereço do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora em Valinhos.
A unidade recém-instalada está localizada na Rua Marino Antônio Fartarotti Polidoro, nº 33 (esquina com a Rua José Fávero, nº 21), no bairro Jardim América 2, em Valinhos, a menos de 300 metros da sede instituição, onde a população pode conhecer o funcionamento do serviço.
O Serviço de Acolhimento Familiar tem como objetivo oferecer proteção temporária a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem, proporcionando o acolhimento em ambiente familiar como alternativa ao modelo institucional. As famílias acolhedoras passam por seleção, capacitação e acompanhamento contínuo de equipe técnica, garantindo suporte durante todo o período e recebem uma bolsa auxílio para custear as despesas com a criança acolhida.

Anélio Zanuchi não chegou a ver o livro impresso, pois faleceu em 15 de outubro de 2024, em decorrência de complicações de saúde após sofrer um enfarto agudo do miocárdio. Mas teve a oportunidade de ler e aprovar a obra meses antes.
Outro detalhe interessante é que foi através do jantar oferecido na “Noite do Bem Bom”, que surgiu a iniciativa da criação do Cozinheiros do Bem. Quem conta é Éder Trevisan, fundador do grupo e também diretor voluntário da Casa da Criança: “O cardápio especial é elaborado há mais de 10 anos, sempre com muita dedicação e carinho, atendendo ao gosto pessoal do Anélio, que fazia questão de sempre jantar conosco no fim da noite”, ressalta Éder, acrescentando “acredito que também será muito bom neste ano, pois ele estará olhando lá de cima e nos dando força pra seguir com seu legado.”
“Tenho grande afinidade com a cidade e com a instituição. Em 2021, tive a oportunidade de ilustrar as latas de panetone da Casa da Criança. É uma grande satisfação poder participar destas comemorações de 30 anos da Casa, com a minha obra no muro de entrada do projeto Janela Aberta. Foram várias etapas envolvidas até a pintura final. Foi possível entender a demanda, criar o desenho no lápis, passar para o computador e depois aplicar com as minhas tintas, escolhidas especialmente para esta proposta. Sempre pensei na importância da valorização da vida, principalmente das crianças. Todos podem pensar em realizar algum trabalho voluntário nesta área ou mesmo em entender mais sobre os processos de cuidados, e também nas frentes de adoção, como já venho pensando há algum tempo”, explica Filiage.
“Nossas vidas ficaram imensamente mais felizes”