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Família Acolhedora

Abrir a casa e o coração: os desafios do primeiro acolhimento familiar

O primeiro acolhimento dentro do Família Acolhedora, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, costuma ser marcado por uma mistura intensa de expectativas, receios e descobertas. Foi exatamente assim para o casal Thaís Fernanda Pompeu Dusso, professora de 37 anos, e Bruno Cezar Dusso, fotógrafo da mesma idade, moradores de Valinhos. Pais de Elisa, de 10 anos, eles decidiram abrir as portas de casa e do coração para acolher, pela primeira vez, um bebê de apenas cinco meses, experiência que tem transformado a rotina e a forma de enxergar o cuidado e o afeto.

A decisão não foi imediata. Inicialmente, o casal pensava em adoção, motivado também pelo desejo da filha de ter um irmão. Chegaram a reunir documentação, mas desistiram do processo. O interesse pelo acolhimento familiar surgiu após conhecerem outro casal já participante do serviço, que os incentivou a buscar mais informações. Ainda assim, quando receberam a ligação para o primeiro acolhimento, o medo falou mais alto. A proposta de receber um bebê contrariava a ideia inicial da família, que pensava em acolher uma criança mais velha. “Como começar tudo de novo?”, questionavam, diante de uma rotina já estruturada.

A decisão final veio após uma conversa em família, envolvendo também a pequena Elisa. Juntos, optaram por aceitar o desafio. Há cerca de 15 dias, o bebê L., que completou seis meses logo após chegar, passou a fazer parte da rotina da casa. Segundo Thaís, o período tem sido um “desafio prazeroso”. Entre adaptações e descobertas, a convivência com o bebê trouxe uma nova dinâmica ao lar, marcada por aprendizados diários e pela construção de vínculos, ainda que temporários.

A experiência vivida pela família reflete um cenário comum entre os participantes do programa, conforme explica a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança, Camila Forster. Segundo ela, o primeiro acolhimento é um momento especialmente delicado e intenso. “Há uma mistura muito grande de sentimentos, de uma expectativa, do desejo de acolher e de um medo de não dar certo”, afirma. De acordo com a coordenadora, mesmo após passarem por todo o processo de formação, é natural que surjam dúvidas sobre a própria capacidade de lidar com as demandas da criança. “As famílias se questionam se vão dar conta, se vão conseguir entender e acolher essa criança”, destaca.

Camila ressalta que, diante desse cenário, o acompanhamento próximo da equipe técnica é fundamental. “É muito importante que tenha um diálogo muito próximo com a equipe, porque é nesse momento que a criança e a família acolhedora estabelecem vínculos”, explica. Segundo ela, profissionais do serviço social e psicologia atuam de forma contínua, oferecendo orientação, escuta e suporte às famílias, tanto para lidar com as inseguranças quanto para fortalecer o acolhimento. “É um momento delicado para a criança, que também está vivendo um trauma, e para a família, que assume a responsabilidade de oferecer afeto e sustentar essa angústia”, completa.

Apesar dos medos, a coordenadora destaca que o acolhimento também é marcado por sentimentos positivos e transformadores. “É comum ouvirmos que, assim que a criança chega, as famílias já a amam”, afirma. Esse equilíbrio entre insegurança e afeto também é vivido por Thaís e Bruno, que, mesmo sem definir planos futuros, reconhecem o impacto da experiência. Para eles, “acolher é compreender que o papel da família não é substituir, mas somar, oferecendo cuidado, proteção e amor enquanto necessário.”

Um dos maiores receios do casal, compartilhado por muitas famílias acolhedoras, é o momento do desacolhimento. A despedida, inevitável, ainda é uma incógnita, mas já é encarada com mais serenidade após ouvirem conselhos de quem já viveu a experiência. “Hoje vocês desacolhem e uma criança vai embora ser feliz para que outra venha”, foi a orientação recebida, que ajudou a ressignificar o processo.

Sem definir ainda planos para novos acolhimentos, o casal afirma que a experiência tem sido transformadora e deixa um recado a outras famílias interessadas: buscar informação e conhecer de perto o serviço pode ser o primeiro passo para uma jornada marcante. “Ser uma família acolhedora é abrir mais do que a porta de casa, é abrir o coração”, resume Thaís, destacando que, mesmo por um tempo limitado, o impacto na vida da criança e da própria família é profundo e duradouro.

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Casa da Criança tem programação em homenagem às mulheres e reforça combate à violência

O Dia Internacional das Mulheres ganha destaque na Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi com uma programação especial que reúne ações educativas e de valorização feminina. A agenda inclui exposição artística sobre mulheres que marcaram a história de lutas e conquistas, produção de mensagens personalizadas, rodas de conversa, atividades de interação com a comunidade e campanhas de conscientização contra a violência.

Crianças do Projeto Janela Aberta realizam uma pesquisa especial sobre mulheres que fizeram a diferença na história e produziram montagens digitais com imagens e informações dirigidas. Todo o material será impresso e trabalhado para compor a exposição inédita física e interativa dentro da instituição e nas redes socias, permanecendo disponível para visitação, ao longo de todo o mês.

Além da exposição, outras ações foram organizadas pelos educadores, com apoio da psicóloga da instituição. Em uma das oficinas, as crianças confeccionaram objetos sustentáveis, como lápis decorados em atividades de artesanato. Os presentes artesanais serão entregues como lembrança às mulheres que trabalham na entidade e também a comerciantes da comunidade vizinha, como funcionárias de mercado, sorveteria e barraca de caldo de cana, em um gesto simbólico de reconhecimento.

Paralelamente, as crianças também estão produzindo cartinhas com mensagens personalizadas, com frases de empoderamento feminino. As cartas acompanham os lápis decorados e serão entregues pessoalmente por representantes escolhidos entre os próprios participantes do projeto, fortalecendo o protagonismo infantil e o contato direto com a comunidade. A programação inclui ainda a confecção de flores decorativas, que serão usadas para ornamentar o espaço do Janela Aberta.

As atividades integram uma campanha de conscientização voltada à proteção e ao respeito às mulheres, com mensagens educativas contra qualquer tipo de violência. A decoração temática ficará exposta durante todo o mês de março, reforçando a proposta pedagógica de promover a igualdade, o respeito e a valorização da mulher por meio do trabalho coletivo das crianças.

Outra ação é a realização de uma roda de conversa com os adolescentes, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre o significado do Dia Internacional das Mulheres. A atividade também inclui um passeio pela comunidade, durante o qual os jovens irão conversar com moradoras do entorno sobre o que elas entendem da data, promovendo troca de experiências e levando informação e reflexão sobre o tema.

De acordo com a coordenadora do Janela Aberta, Lidiane Recco, a iniciativa também reflete a realidade vivida dentro da própria instituição. “A Casa da Criança hoje tem em seu quadro mulheres colaboradoras, mulheres na liderança, na gestão, na educação, no cuidado e na transformação social. São mulheres que diariamente atuam nessas funções, trabalhando na construção de uma sociedade mais justa e diretamente no atendimento às crianças e aos adolescentes”, destacou.

Ainda como parte das homenagens, a Casa da Criança promove no próximo dia 20 um encontro especial destinado às funcionárias da instituição. A proposta é oferecer um momento de convivência e reflexão sobre o que significa ser mulher, os diferentes papéis exercidos na sociedade e a forma como cada uma se percebe e é percebida. A atividade prevê discussões sobre a importância da luta das mulheres e do reconhecimento mútuo, unindo relatos e acolhimento em um espaço de troca, valorização e fortalecimento coletivo.

Para a coordenadora do Projeto Família Acolhedora, Camila Forster, a mobilização em torno da data vai além das homenagens simbólicas. “Como mulher, eu entendo que a gente precisa de espaços de disputa, de trocas e de afeto para poder sobreviver ao mundo. Tivemos grandes avanços, mas também vemos uma onda muito sofrida de violência. Por isso, é extremamente importante dar visibilidade a essa data, não apenas como um momento bonito. Cada notícia de feminicídio nos atravessa, e ter espaços para conversar sobre isso é fundamental”, afirmou.

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Valinhos abre nova temporada de formação para Famílias Acolhedoras com opção noturna

O início do ano traz uma nova oportunidade para valinhenses transformarem realidades por meio do Serviço de Acolhimento Familiar (SAF) da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, que abre uma nova etapa de agendamentos para quem deseja integrar o programa. Os atendimentos e encontros serão realizados em horário comercial e também no período noturno, facilitando a participação de pessoas que trabalham durante o dia, já que todos podem atuar como Famílias Acolhedoras. Durante as reuniões, os candidatos receberão informações completas sobre o papel da família acolhedora, o funcionamento do serviço e o auxílio financeiro oferecido pela Prefeitura para apoiar os custos e as demandas do acolhimento, garantindo a proteção e os direitos das crianças e adolescentes atendidos.

As famílias que manifestam interesse passam por uma sequência de encontros formativos, pensados para proporcionar uma compreensão aprofundada sobre o que significa acolher temporariamente uma criança em situação de vulnerabilidade. A instituição informa que esses encontros não têm caráter apenas informativo, mas também reflexivo, permitindo que os participantes conheçam a realidade do acolhimento familiar e avaliem, com responsabilidade, sua disponibilidade emocional e social para assumir essa função.

Para garantir a qualificação das famílias, a equipe do Serviço destaca que ao todo, são realizados cinco encontros, marcados por momentos de diálogo, troca de experiências e construção de vínculos com a equipe do serviço. Nesse percurso, são trabalhados temas essenciais para a preparação das famílias, como infâncias, desenvolvimento infantil, cuidados na primeira infância, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e situações de violação de direitos, que ajudam a contextualizar a importância da proteção integral.

Segundo a equipe do SAF, esse período de formação é fundamental para que as famílias se sintam mais preparadas e amparadas quando uma criança chega ao lar acolhedor. Além de transmitir conhecimento técnico, os encontros também funcionam como espaço para escuta e acolhimento das inseguranças e expectativas dos participantes, fortalecendo o compromisso com a proposta do serviço.

Outro destaque reforçado pela instituição é a necessidade da ampliação do número de famílias para atender a permanente demanda do serviço, já que muitas crianças e adolescentes precisam de um lar temporário para ressignificar suas histórias e reconstruir vínculos afetivos em um ambiente seguro. A proposta do acolhimento familiar se apresenta como alternativa mais humanizada à institucionalização, favorecendo o desenvolvimento emocional e social das crianças atendidas.

“A demanda de acolhimento de crianças na primeira infância vem aumentando consideravelmente no município de Valinhos, sendo necessário, portanto, garantir que estas crianças sejam acolhidas em famílias acolhedoras, como previsto no ECA. A primeira infância é fundamental para o desenvolvimento e estar em família proporciona uma atenção mais integral, respeitosa e cheia de afeto”, destaca Camila Forster, coordenadora do serviço.

A meta estabelecida pela Prefeitura é alcançar 15 famílias acolhedoras ativas, número estimado para atender à demanda do município. Para a Casa da Criança, o fortalecimento desse serviço representa um investimento direto na proteção da infância e no futuro de Valinhos, reafirmando o papel da sociedade na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

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Empresas parceiras na divulgação do Serviço de Acolhimento Familiar

Valinhos intensifica as ações de divulgação e mobilização em torno do Serviço de Acolhimento Familiar. A iniciativa busca parceria com empresas para ampliar o número de famílias acolhedoras e fortalecer uma rede de proteção capaz de ampliar o cuidado, afeto e segurança a crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias de origem.

Como parte dessa estratégia, empresas, indústrias, escolas e comércios do município são convidados a atuar como agentes multiplicadores de informação. As organizações interessadas podem receber a equipe da instituição para disponibilização de materiais informativos, como folhetos e banners, garantindo que as orientações cheguem de forma direta a colaboradores, clientes e parceiros. Além disso, são oferecidas gratuitamente palestras e dinâmicas informativas, com foco no engajamento do público interno e na sensibilização sobre a importância do acolhimento familiar.

A proposta prevê ainda a presença de um estande itinerante de divulgação, em eventos corporativos, com banner informativo e distribuição de panfletos explicativos. No local, a equipe esclarece dúvidas, apresenta de forma objetiva como funciona o Serviço de Acolhimento Familiar e realiza agendamentos para pessoas interessadas em conhecer melhor o programa e, futuramente, se tornarem famílias acolhedoras.

“Nossa expectativa é conseguir atingir um número maior de pessoas e despertar o interesse para este serviço que acolhe crianças e adolescentes do município de Valinhos”, afirma a psicóloga da instituição, Joyce Lima Fortunato, que também atua nas intervenções de divulgação nas empresas.

Atualmente, o Serviço de Acolhimento Familiar conta com cinco famílias cadastradas e habilitadas. Destas, três estão com acolhimentos em andamento, atendendo um total de cinco crianças. Uma das famílias acolhe um grupo de três irmãs, enquanto outras duas acolhem uma criança cada. Os dados evidenciam o impacto direto do serviço na vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e reforçam a necessidade de ampliar o número de famílias disponíveis.

Paralelamente às ações presenciais, o Serviço de Acolhimento Familiar, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, vem ampliando sua visibilidade por meio de campanhas em emissoras de televisão e da instalação de outdoors em pontos estratégicos da cidade, com o objetivo de alcançar diferentes públicos e consolidar o acolhimento familiar como uma alternativa prioritária à institucionalização.

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Volta pra família de origem e a gratidão ao Acolhimento Familiar

O Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos tem se destacado por seu papel essencial na proteção e no cuidado de crianças em situação de vulnerabilidade. Um dos casos mais recentes e emocionantes é o de S., uma menina de 4 anos que, após seis meses acolhida por uma Família Acolhedora, pôde retornar ao convívio de sua família de origem. O processo foi marcado por desafios e aprendizados, mas também por muito amor, cuidado e reconstrução de vínculos.

Durante o período de acolhimento, S. recebeu o apoio integral da família que a acolheu e da equipe psicossocial do serviço. A equipe técnica do Serviço explica que inicialmente, seu comportamento refletia o sofrimento vivenciado antes do acolhimento. Aos poucos, com atenção, afeto e acompanhamento, a criança foi compreendendo sua história e se fortalecendo emocionalmente para o retorno ao lar. O trabalho conjunto entre os profissionais da instituição e a família acolhedora foi fundamental para que o processo ocorresse de maneira segura e respeitosa.

Mais do que oferecer um abrigo temporário, o Serviço de Acolhimento Familiar informa que tem como objetivo garantir que a criança viva em um ambiente afetivo e estruturado enquanto sua família de origem passa por um processo de reorganização. No caso de S., esse tempo foi decisivo para que seus familiares pudessem refletir sobre suas práticas de cuidado e reconstruir vínculos de forma saudável e protetiva.

O retorno da menina à sua casa foi marcado por emoção e esperança. No dia da despedida, S. expressou com ternura o significado desse momento ao dizer: “Hoje eu volto bem para a minha família”. A frase resume o impacto positivo do acolhimento familiar, que vai além do amparo temporário. “Trata-se de uma experiência que transforma vidas e devolve às crianças o direito de crescer em um ambiente de amor e segurança”, relata Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança.

Mesmo após o retorno da criança, a equipe técnica da instituição continua realizando o acompanhamento periódico, garantindo que a reintegração familiar ocorra de forma estável e positiva. “Dois meses depois da volta de S. para casa, as avaliações apontam resultados animadores: a criança se mostra bem adaptada e sua família demonstra comprometimento em manter os cuidados necessários”, registra Camila.

A tia de S., que preferiu manter o anonimato, também compartilhou seu sentimento sobre o processo de acolhimento e retorno da sobrinha: “Foi um período muito difícil, pois nunca imaginei que minha família passaria por isso, mas saber que ela esteve cuidada por uma família acolhedora me deixou mais tranquila. Agradeço a eles por todo este tempo cuidando dela.”

O caso de S. evidencia a importância do Serviço de Acolhimento Familiar de Valinhos como uma alternativa humanizada e eficaz às instituições de acolhimento. “Durante todo o acolhimento, as famílias acolhedoras trazem não só os desafios, mas também as transformações, que são comemoradas como missão cumprida pela família. Dedicar seu tempo e seu amor a estas crianças transformam não só a elas, mas às famílias também”, conclui Camila Forster.

Por meio do trabalho dedicado das Famílias Acolhedoras e da equipe da Casa da Criança e do Adolescente, o município reafirma seu compromisso com a proteção integral da infância, fortalecendo laços e garantindo o direito de toda criança a viver em família.

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Casa da Criança inicia venda de panetones em novembro

Período marcado por renovação, esperança e gestos de carinho, com a chegada do Natal, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos dá início à tradicional Campanha do Panetone com a temática: “O espírito do Natal está no ar. Faça uma criança feliz!”, uma iniciativa que transforma o espírito natalino em ação concreta de solidariedade.

É nesta época simbólica que valores como generosidade, empatia e cuidado ganham ainda mais força, e a instituição faz a conexão direta com esses sentimentos ao oferecer uma oportunidade saborosa e solidária: a venda dos Panetones recheados com gotas de chocolate e frutas cristalizadas, com produção garantida pela Bauducco, referência nacional em qualidade.

Este ano, a campanha conta com um toque especial de arte, com a participação do reconhecido publicitário, engajado nas causas sociais da cidade, Ronaldo Busato, que assina a arte exclusiva das embalagens. O design personalizado e voluntário do artista reforça a identidade da ação e traz ainda mais valor a uma lembrança que já faz parte do coração dos valinhenses.

“A inspiração para a arte desta lata nasceu de um olhar muito afetivo pelas fotografias de beija-flores feitas pela minha irmã, bióloga que trabalha com biologia flora. Essas imagens sempre falaram comigo pela delicadeza do instante que foram feitas, pela vibração das cores, e pela simbologia que esses animais acabam nos trazendo com sua delicadeza e vida”, afirma Ronaldo Busato.

Mais do que um presente delicioso, o panetone se torna um símbolo de empatia e comprometimento social. Toda a receita arrecadada com as vendas será integralmente revertida para a manutenção de três importantes serviços da Casa da Criança: Janela Aberta, Família Acolhedora e Acolhimento Institucional – pilares do trabalho da instituição no acolhimento e proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

“A Campanha do Panetone é muito mais do que uma forma de arrecadação. Ela é um símbolo de união, afeto e cuidado. Todos os anos, somos tocados pela generosidade da nossa comunidade, que entende que o verdadeiro espírito do Natal está em partilhar e cuidar do outro. Cada panetone vendido nos ajuda a manter viva a missão da Casa da Criança, garantindo que nossos assistidos recebam atenção, acolhimento e oportunidades reais de transformação. É emocionante ver como um gesto simples pode gerar tanto impacto na vida deles. Convidamos todos a se juntarem a nós mais uma vez e fazer parte dessa corrente do bem”, ressalta Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança.

Cada unidade do panetone, com 400 gramas, será vendida por R$ 55,00. As vendas começam a partir de novembro e seguem até o Natal (ou enquanto durarem os estoques), podendo ser adquiridas diretamente na Casa da Criança ou em diversos pontos parceiros do comércio local, entre eles: Papelaria Colegial, Escola Shaolin, Plaza Hotel Valinhos, ACIV, Clínica Doctor Kids, Núcleo Vidas, Salão de Beleza KF NAIL, Confeitaria Pede um Docinho, Farmácia Iris, Clínica Campos, Restaurante da Nona, Academia Let´s, Loja Bracalhente, Donna Salão de Beleza, Clínica Fisiwel, Ondecor, Fotos Parodi, Academia de Tênis DS, Escola Urso Panda, Óticas Paris e Restaurante Bambuzal. Quem preferir, já pode fazer sua encomenda antecipada pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654 ou pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

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Casa da Criança abraça campanha do Outubro Rosa

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos realizou em outubro uma ação voltada à comunidade, colaboradores, voluntários e assistidos, em apoio à campanha do Outubro Rosa. A iniciativa visa reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e incentivar o autocuidado feminino, por meio de atividades de conscientização, gestos simbólicos e ações que promovem saúde, empatia e solidariedade. A mobilização envolve o uso de roupas na cor rosa, rodas de conversa e uma dinâmica especialmente pensada para gerar reflexão e apoio emocional.

A programação inclui uma dinâmica interativa em que frases curtas, como “Cabelo cresce” ou “Pelo menos você está melhor”, foram colocadas dentro de bexigas e distribuídas entre as participantes. Após estourarem os balões, as funcionárias leem em grupo cada uma das frases, discutindo se representam mitos, verdades ou formas involuntárias de minimizar a dor de quem enfrenta o câncer. A atividade propõe uma reflexão coletiva sobre o impacto das palavras e a importância da escuta sensível. Ao final, cada colaboradora escreve uma mensagem de apoio, desejo ou encorajamento, que será enviada a mulheres em tratamento por meio de instituições parceiras.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, com estimativa de 74 mil novos casos anuais no triênio 2023-2025. A detecção precoce continua sendo a principal aliada no combate à doença, aumentando significativamente as chances de cura e reduzindo a necessidade de tratamentos agressivos. Por isso, a campanha destaca que a informação e o cuidado contínuo são essenciais para salvar vidas.

Um dos momentos mais marcantes da ação foi a união das pessoas vestindo roupas rosa, formando um grande abraço simbólico. A imagem representa mais do que um ato de apoio: simboliza o compromisso da instituição com a saúde e o bem-estar de sua equipe. A cor rosa, ícone da campanha, se transformou em linguagem visual para transmitir carinho, acolhimento e a importância do autocuidado.

A coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Adriana Simões, ressalta o objetivo da campanha: “Criamos esse espaço de diálogo e afeto para lembrar que o cuidado começa por nós mesmas. Nosso trabalho é cuidar do outro, mas é fundamental cuidarmos da nossa saúde emocional e física também. Essa campanha é sobre empatia, escuta e cuidado, pilares para uma vida com mais qualidade e consciência.”

Com essa iniciativa, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos reafirma seu papel social, estendendo a promoção da saúde para além do público atendido. Ao estimular a troca de experiências, a valorização da escuta e o apoio entre mulheres, a instituição contribui para uma rede de cuidado que ultrapassa seus próprios muros, alcançando, com afeto e solidariedade, outras mulheres que enfrentam a dura realidade do câncer de mama.

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Casa da Criança promove mês especial com ações educativas, culturais e muita diversão

Outubro se tornou um mês inesquecível para os atendidos pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos. Com uma programação elaborada e diversificada, a instituição promove atividades que aliam diversão, afeto, aprendizado e solidariedade, em uma grande celebração ao Mês das Crianças.

A ação envolve os três serviços oferecidos pela entidade: Acolhimento Institucional, Família Acolhedora e Janela Aberta, e conta com a parceria de empresas, voluntários e grupos culturais que contribuem para tornar este momento ainda mais especial. “A solidariedade tem sido o pilar de cada atividade, com grupos e empresas que se uniram para tornar este mês verdadeiramente mágico”, destaca Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.

Entre os destaques da programação, estão a participação do Grupo Alegria do Riso, que no dia 11 irá proporcionar uma tarde de encantamento com doces e pinturas faciais, e da empresa ADM do Brasil, por meio dos projetos “Entre Elas” e “ADM Cares”, que apadrinhará com presentes para as crianças e oferecerá um café da manhã nutritivo e festivo no próximo dia 25.

As crianças e adolescentes também farão um passeio na cidade litorânea de Praia Grande nos dias 18 e 19 deste mês. “Graças à generosidade do Sindicato dos aposentados e pensionistas de Campinas, que cedeu sua colônia de férias, os jovens terão a oportunidade de desfrutar de dois dias de lazer à beira-mar”, avalia a pedagoga Renata Damas, uma das idealizadoras destas atividades. “Este Mês das Crianças é um poderoso testemunho de como a união entre comunidade e educação pode transformar vidas e criar memórias que durarão para sempre”, acrescenta.

Trocas, memórias e afetos no Acolhimento Familiar

A programação do mês garantiu um passeio no último dia 3 ao Mundo das Crianças, em Jundiaí, com as crianças acolhidas no serviço de Acolhimento Familiar. “Ver as crianças em um momento de descontração, se permitindo ser criança, fortalecendo laços entre elas, é muito bonito”, destaca Camila Forster, coordenadora do serviço Família Acolhedora.

Além disso, as famílias acolhedoras participaram de um encontro no dia 7 para refletir sobre suas próprias infâncias. “Afinal, só é possível pensar em uma infância feliz se a gente também revisita a nossa própria história”, complementa Camila.

Janela Aberta: arte, inclusão e imaginação

O projeto Janela Aberta também organizou diversas atividades para as crianças e adolescentes, incluindo visitas a sorveterias, gincanas, brincadeiras e contação de histórias. Um dos momentos mais marcantes foi no dia 7 deste mês com a apresentação do coral inclusivo “Voz de Outono”, de Campinas, que encantou a todos com músicas lúdicas e uma encenação inspirada na obra O Mágico de Oz.

“O sonhar é cheio de encanto e o encanto é o que faz a gente ir atrás daquilo que sonha pra gente. O Mágico de Oz mostrou aos personagens que a solução dos problemas deles estava dentro deles mesmos. Disse a eles para conversarem com a alma e sonhar com isso”, destacou a maestrina Beth Assumpção, regente do coral há 22 anos.

Durante a apresentação, as crianças interagiram com instrumentos feitos com sementes e de percussão, formando uma “banda imaginária”. “Elas foram dançando e cantando junto com o coral. Foi muito divertido. No final, brincaram com as bexigas. O objetivo era a interação, aprender com as crianças, e saber quais lições aprendemos no dia a dia. Nesse dia, todos nós aprendemos muito com a Casa da Criança”, concluiu a maestrina.

As festividades do Dia das Crianças ainda contarão com a participação de alunos da Faculdade São Leopoldo Mandic, que adotaram cartinhas escritas e entregaram presentes às crianças da instituição.

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Casa da Criança participa de Encontro Internacional sobre Acolhimento Familiar

A equipe do Serviço de Acolhimento Familiar, da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, participou do V Encontro Internacional sobre Acolhimento Familiar, realizado no último dia 26 de setembro, no Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp, em Campinas. O evento foi promovido pelo Observatório da Infância e Adolescência (OiA) da Unicamp, em parceria com o NEPP (Núcleo de Estudos de Políticas Públicas) e a Fundação FEAC. A programação reuniu especialistas, pesquisadores e profissionais do Brasil, França e Portugal, promovendo uma rica troca de experiências sobre práticas de acolhimento familiar.

O Encontro teve como objetivo principal fortalecer o acolhimento familiar como uma política pública prioritária para a proteção integral de crianças e adolescentes. Um dos destaques foi a apresentação de uma pesquisa inédita sobre programas inovadores de acolhimento familiar no cenário internacional, desenvolvida pela assistente social Jane Valente, que é referência nacional na temática. Também foi realizado o lançamento póstumo da obra “A Experiência Francesa de Acolhimento Familiar”, de Marlene Iucksch‑Paula, trazendo contribuições importantes para o aprimoramento do modelo no Brasil. “O acolhimento familiar é uma política de muitos olhares que exige soluções coletivas para situações tão complexas”, ressalta Jane Valente.

Para a Casa da Criança eventos como este são fundamentais para a qualificação contínua das equipes técnicas e para o fortalecimento das práticas locais. “Ao permitir o contato com diferentes metodologias, desafios e soluções adotadas em outros contextos, amplia-se a compreensão sobre o impacto positivo do acolhimento familiar no desenvolvimento emocional, social e afetivo de crianças e adolescentes, especialmente na primeira infância. Além disso, a troca de experiências promove o engajamento e a motivação dos profissionais envolvidos diretamente com o cuidado e a proteção infantojuvenil”, afirma a coordenadora Adriana Simões.

A participação da equipe de Valinhos reforça o compromisso da Casa da Criança e do Adolescente com a oferta de um serviço qualificado, humanizado e alinhado às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com a vivência proporcionada no evento, novas perspectivas e estratégias poderão ser incorporadas ao trabalho desenvolvido junto às famílias acolhedoras do município, fortalecendo o cuidado familiar temporário como alternativa ao acolhimento institucional.

“Estar presente neste importante espaço é nos nutrir, acreditar nesta política e principalmente na potência de transformar a vida das nossas crianças”, destaca Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar.

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos informa que segue empenhada em ampliar a visibilidade e o alcance do Serviço de Família Acolhedora, promovendo campanhas de sensibilização e investindo na formação contínua de sua equipe técnica. A participação no V Encontro Internacional sobre Acolhimento Familiar reafirma a importância do investimento em espaços de reflexão, articulação intersetorial e construção coletiva de políticas públicas que garantam o direito à convivência familiar e comunitária de todas as crianças e adolescentes.

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Cuidado, sensibilidade e apoio emocional no desacolhimento familiar

O desacolhimento familiar é um momento marcante dentro do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos. Ele ocorre quando a criança, após um período sendo cuidada por uma família acolhedora, retorna ao convívio da família de origem ou é adotada por uma nova família definitiva. Esse processo representa o encerramento de um ciclo importante na vida da criança e da família acolhedora, sendo uma etapa natural e esperada dentro do acolhimento. É um momento de transição que exige cuidado, sensibilidade e apoio emocional.

A equipe do serviço de acolhimento familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos realizou um encontro especial com uma família acolhedora para celebrar o encerramento de mais um ciclo de acolhimento. A criança em questão está em processo de adoção, o que marca uma nova fase em sua trajetória. Os responsáveis do Serviço relatam que para a acolhida, trata-se de um momento muito especial, repleto de esperança e novos começos. Já para a família acolhedora, é hora de se despedir, com o coração cheio de amor, por ter cumprido sua missão de forma acolhedora, afetiva e responsável.

A família acolhedora tem um papel fundamental no processo em que atua com a criança. A instituição registra que além de oferecer um lar temporário, a família acolhedora proporciona afeto, segurança e estabilidade emocional enquanto a situação da criança é avaliada e encaminhada pela rede de proteção. É graças a esse cuidado que a criança pode seguir adiante mais fortalecida, com vínculos saudáveis e com mais chances de se desenvolver plenamente em sua nova realidade familiar. A presença dessas famílias é, portanto, essencial para que o acolhimento cumpra seu papel humanizado e protetivo.

Casados há 13 anos, Camila e Renato Barbati têm uma filha, Luíza, de 5 anos, e estão há 9 anos no Serviço de Acolhimento Familiar. Ambos estão em processo de conclusão do quinto acolhimento. “Temos o acolhimento familiar como uma missão, na qual aprendemos muito com cada criança e história que chega para nós. Ser o guarda-chuva no momento de tempestade, é um privilégio que temos, poder proporcionar a uma criança esse convívio em família durante essa tempestade nos faz redefinir o amor incondicional”, avalia Camila.

Também apontam que é necessário cuidar dos sentimentos que ficam nas famílias acolhedoras após o desacolhimento. A despedida de uma criança que esteve sob seus cuidados por semanas ou meses pode trazer uma mistura de emoções: alegria pela conquista da criança, tristeza pela separação, saudade e até sensação de vazio. No entanto, a equipe do Serviço garante que as memórias afetivas serão perpetuadas positivamente.

“A parte mais difícil é o desacolhimento, o momento de ir embora. Mesmo sabendo desde o início que um dia essa criança terá sua situação resolvida, e que essa separação é iminente, é um desafio muito grande. O que conforta nosso coração é saber que enviaremos uma criança em uma situação melhor do que quando ela chegou. Saber que ela levará consigo um pouquinho de nós, de nossos valores e princípios, e até mesmo manias, e de igual forma, sempre fica um pedacinho dela conosco, há uma grande troca durante o processo. Isso tudo nos proporciona o sentimento de dever cumprido”, ressalta Camila. “Este desacolhimento está sendo um sonho para toda a família acolhedora”, acrescenta Renato Barbati.

Por isso, o Serviço de Acolhimento Familiar se compromete não apenas com o bem-estar das crianças, mas também com o cuidado emocional das famílias que as acolhem. Cuidar de quem cuida é parte indispensável do trabalho. “Compreendo que faz parte do nosso trabalho cuidar das famílias acolhedoras, proporcionar momentos em que elas possam se fortalecer para passar pela etapa em que uma criança vai embora. A família precisa se sentir amparada e cuidada para que, posteriormente, possa acolher outras crianças. Cuidar do coletivo de Famílias Acolhedoras é possibilitar que o Serviço siga pronto para receber novas crianças. É possibilitar momentos de trocas e afetos”, destaca Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.

Esses encontros de despedida, como o realizado recentemente, são momentos de celebrar a jornada vivida, agradecer à família acolhedora e fortalecer os laços entre todos os envolvidos. São ocasiões marcadas pelo afeto, pela empatia e pela certeza de que uma rede de cuidado está funcionando em benefício da criança. A parceria entre a equipe técnica e as famílias acolhedoras é o que torna possível um acolhimento cheio de amor, respeito e dignidade, sempre com o objetivo de garantir às crianças o direito de crescer em uma família, com segurança e afeto.

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