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Regiane Bonanho

Aos 84 anos, voluntária do Janela Aberta revela laço transformador entre arte e infância

Humildade nas palavras e muito talento para transmitir sua experiência às crianças do Projeto Janela Aberta da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos. Formada em Artes, aos 84 anos, Eunice dos Santos Vaz compartilha todo o seu conhecimento com os alunos que frequentam a Oficina das Artes da instituição. “Na arte não tem certo ou errado. Cada um tem o seu dom. Nas minhas aulas, eu preparo um questionário, onde as crianças escrevem o que querem aprender. Pode ser uma pintura com guache, um desenho com lápis de cor. Para a próxima aula, por exemplo, eu fiz o desenho de uma janela e deixarei eles livres para desenharem o que eles queiram ver ao amanhecer após abrirem aquela janela”, conta a professora, que reside com a filha há pouco mais de sete meses em Valinhos.

Eunice nasceu em Santos e, por mais de 30 anos, faz trabalho voluntário, principalmente com crianças. “Em Santos, por muitos anos, eu trabalhei na alfabetização de crianças de pais analfabetos nas comunidades mais pobres. Quando vim para Valinhos, comecei a procurar e encontrei a Casa da Criança e Adolescente, onde me identifico muito. O acolhimento é fantástico. As crianças estão felizes e se comunicam através do olhar. São educadas e parecem que estão gostando das aulas”, destaca Eunice, que dá aulas às terças-feiras, das 15h às 16h30.

Na apostila dos alunos, que frequentam a Oficina das Artes, consta a seguinte frase: “A Arte existe porque a vida não basta”, do escritor e poeta maranhense, Ferreira Gullar, falecido em 2016. “Transmito a eles que a arte é uma maneira de expressão e que, através dela, a gente conhece a história de muitos povos. O meu trabalho é de formiguinha. Costumo dizer que não sou artista, eu ensino arte”.

Amizade com o Rei Pelé

Viúva há 18 anos, Eunice conta um fato curioso da época em que morava em Santos. “Há muitos anos nós convivemos com o Pelé, após ele parar com o futebol. Ele jogava tênis com meu marido no Clube Internacional de Regatas, lá em Santos, onde nós éramos sócios. Eu tenho até uma capa de raquete do meu marido que ele assinou. Eu comentei isso na primeira aula e os alunos ficaram eufóricos e curiosos. Tive que levar e mostrar pra eles verem a assinatura do Pelé. Ele assinava Edson Pelé.”

Eunice fala com orgulho dos seus 84 anos e do trabalho voluntário que realiza no Janela Aberta. “O maior exemplo que posso dar é a minha idade. Aos 84 anos, eu consigo fazer tudo isso porque Deus me deu o privilégio de ter saúde. Enquanto estou lúcida, saudável e com disponibilidade, por que não ajudar? Quando você quer, você pode. E eu quero compartilhar o meu conhecimento com muito amor para que as crianças possam aproveitar a vida. Eu não sei quem está ganhando mais, eles ou eu, pois o retorno que recebo é maravilhoso”, finaliza.

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Vivências da Família Acolhedora ganham destaque em exposição no Shopping Valinhos

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos realiza a segunda edição da exposição fotográfica itinerante Tecendo Novas Histórias, que estará em cartaz no Shopping Valinhos entre os dias 9 e 12 de maio. A mostra antecede a IX Semana da Família Acolhedora Valinhense e tem como objetivo dar visibilidade à história e à importância do Serviço de Acolhimento Familiar no município.

A exposição conta com cerca de 30 fotos inéditas conceituais, organizadas em “varais fotográficos” montados em estruturas de exposição. Os registros, feitos pela própria equipe técnica e pelas famílias acolhedoras, retratam o dia a dia, os vínculos afetivos e os aprendizados compartilhados no ambiente do acolhimento familiar.

“A proposta é sensibilizar a comunidade, aproximando o público da realidade do Serviço e promovendo uma compreensão mais humanizada sobre essa política pública essencial. A exposição convida o visitante a enxergar, com delicadeza e profundidade, o cotidiano de crianças acolhidas e das famílias que abrem suas casas e corações para o acolhimento”, explica Karen Battaglin, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar de Valinhos.

Para a instituição além de celebrar histórias marcadas por afeto e transformação, a mostra também cumpre um papel estratégico de divulgação do programa Família Acolhedora, buscando atrair novos participantes e ampliar a rede de acolhimento no município.

A exposição seguirá em itinerância após sua passagem pelo shopping, como forma de alcançar mais pessoas e reforçar o convite para que a comunidade participe ativamente da Semana da Família Acolhedora, evento que integra o calendário oficial de Valinhos por meio da Lei Municipal nº 5.429/2017.

IX Semana da Família Acolhedora

A abertura oficial do evento ocorrerá no dia 13 de maio, às 19h, durante a Sessão Plenária na Câmara Municipal de Valinhos. A programação continua no dia 14 de maio, a partir das 14h, na Faculdade Anhanguera Valinhos, com uma tarde dedicada a debates e reflexões sobre o acolhimento familiar. O encerramento será no dia 15 de maio, às 19h, com uma roda de conversa sobre “Saúde Mental em Crianças e Adolescentes: um diálogo com cuidadoras(es) e profissionais. O encontro contará também com depoimentos de famílias acolhedoras, que compartilharão suas experiências no serviço.

Programação: 

  • 13/05 – 19h – Plenária da Câmara Municipal de Valinhos – Abertura oficial com autoridades e o presidente da Casa da Criança, Gustavo Toniatti.
  • 14/05 – a partir das 14h – Faculdade Anhanguera Valinhos – Debates e reflexões: com as presenças da secretária de Desenvolvimento Social e Habitação de Valinhos, Célia Leão, do promotor de Justiça, Dr. Márcio Clóvis Guimarães, e da assistente social Sara Luvisotto. 
  • 15/05 – 19 h – Roda de conversa, sob o tema “Saúde Mental em Crianças e Adolescentes: um diálogo com cuidadoras(es) e profissionais”, com a psicóloga e doutora em Psicologia, Juliana dos Santos Corbett e o depoimento de uma Família Acolhedora. 
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Maio Laranja e Feira de Ciências movimentam a Casa da Criança de Valinhos durante o mês de maio

Durante o mês de maio, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos promove uma programação especial por meio do Projeto Janela Aberta, em destaque para a campanha nacional “Maio Laranja”, em referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio). A iniciativa busca conscientizar a população sobre esse tema, com diversas ações voltadas à proteção, escuta ativa e fortalecimento dos direitos da infância e juventude.

A campanha é realizada em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação do município, e envolve atividades educativas, lúdicas e formativas com o objetivo de ampliar a rede de proteção e o acolhimento aos jovens atendidos pela instituição.

Ao longo do mês, as crianças e adolescentes participam de rodas de conversa, contação de histórias, leitura de livros temáticos, jogos e dinâmicas que abordam o direito à segurança, à proteção e à liberdade de expressão. Uma das atividades propostas é a criação de desenhos e ilustrações que representam lugares e situações em que se sentem seguros, estimulando o diálogo e o reconhecimento de sinais de alerta.

Para Lidiane Recco, coordenadora do Projeto Janela Aberta, a prevenção ao abuso e à exploração infantil constitui uma pauta de relevância inquestionável, que deve ser tratada de forma contínua ao longo de todo o ano. “A proteção integral de crianças e adolescentes não pode, em hipótese alguma, ser negligenciada. Somente por meio da atuação conjunta e comprometida é possível assegurar um ambiente seguro, acolhedor e propício ao pleno desenvolvimento. Essa diretriz representa um dos pilares fundamentais de nossa atuação permanente.”

Sobre o Maio Laranja

O mês de maio é amplamente reconhecido em todo o território nacional como o Maio Laranja, período voltado à conscientização, prevenção e enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, conforme estabelece a Lei Federal nº 9.970/2000, com a finalidade de sensibilizar e engajar a sociedade brasileira na defesa dos direitos desse público.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, os índices são preocupantes: milhões de crianças, em diversas partes do mundo, sofrem algum tipo de abuso, seja de natureza sexual, física ou emocional. No contexto brasileiro, centenas de crianças são vítimas de exploração sexual diariamente. No entanto, uma parcela significativa dessas ocorrências não é formalmente registrada, em razão do estigma social e do silêncio que ainda cercam o tema.

Feira de Ciências

Encerrando a programação de maio, a Casa da Criança e do Adolescente realizará no dia 31 a Feira de Ciências do Projeto Janela Aberta, com o tema “Ciência e Sustentabilidade: Transformando o Mundo com Criatividade”. O evento é voltado para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos e terá duração de três horas, proporcionando um espaço de aprendizado e experimentação por meio de atividades práticas e interativas.

A feira incluirá a construção de robôs com materiais recicláveis, como papelão e garrafas PET, além de oficinas sobre a decomposição de resíduos e os efeitos das mudanças climáticas. Experimentos simples, como a simulação do ciclo da água, a criação de vulcões em erupção e a purificação de água com materiais acessíveis, também fazem parte da programação. Com isso, a instituição reafirma seu compromisso com o desenvolvimento integral dos jovens, estimulando a curiosidade científica, a consciência ambiental e o pensamento crítico de forma criativa e inclusiva.

“A Feira de Ciências tem como missão despertar o interesse pelas ciências e pela sustentabilidade desde cedo. As atividades foram pensadas para unir prática, diversão e aprendizado, além de desenvolver valores essenciais como o cuidado com o planeta e a criatividade, já que eles irão apresentar algo que eles aprenderam e construíram durante as atividades e compartilhando conhecimento com as pessoas próximas a eles”, explica Lidiane Recco.

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Desacolhimento por maioridade civil: desafios para jovens da Casa da Criança

O desacolhimento por maioridade civil é uma realidade desafiadora e muitas vezes invisível para os jovens que estão em abrigos e instituições de acolhimento. Quando completam 18 anos, esses adolescentes se veem diante de um momento crucial em suas vidas, o qual pode ser marcado por insegurança, medo e falta de preparação para os desafios da vida adulta. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), esses jovens têm o direito de receber a proteção e o apoio necessários durante o processo de transição para a maioridade. No entanto, muitas vezes, a saída dos abrigos é marcada por uma sensação de desamparo, o que impacta sua integração social e profissional.

A pedagoga Renata Damas, da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, analisa que essa fase se torna um momento de muita ansiedade para os jovens. Ela descreve a sensação que esses adolescentes têm quando se aproximam do tão temido “18 anos”. “Quando penso no momento em que o jovem vai deixar o abrigo ao completar 18 anos, é como se esse momento fosse um monstro invisível que vai se aproximando devagar”, diz Renata. Ela enfatiza que, a partir dos 16 ou 17 anos, os jovens começam a perceber que a maioridade está próxima e, com ela, vem a grande dúvida: “E agora? O que será da minha vida?”

Mesmo diante desse cenário desafiador, a Casa da Criança busca fornecer suporte contínuo aos jovens que estão prestes a completar a maioridade. Renata destaca o trabalho da instituição em ajudar os adolescentes a se prepararem para o futuro, seja por meio de cursos profissionalizantes, atendimentos individuais e orientação financeira. “Tentamos fazer tudo o que podemos para ajudar nesse processo. Durante os atendimentos individuais, conversamos com cada um, buscamos entender seus gostos e interesses para direcioná-los em sua trajetória”, afirma a pedagoga.

No entanto, a realidade da maioridade civil nem sempre permite que todos os jovens saiam preparados. A pedagoga revela a complexidade dessa transição: “Quando chega o dia dos 18 anos, a realidade é difícil. O jovem começa a perceber que o abrigo, que sempre foi um lugar seguro, já não será mais sua casa.” Esse momento é marcado por uma fragilidade emocional, insegurança e o desconforto de uma transição. Infelizmente, há jovens que saem dos abrigos sem o suporte de uma rede de proteção robusta e oportunidades no mercado de trabalho.

Em muitos casos, essa falta de preparação leva a consequências graves. Como Renata Damas explica, “quando vemos alguém que não conseguiu se organizar, a tristeza e a impotência tomam conta”. Os jovens que não foram acolhidos no mercado de trabalho ou não conseguiram se dedicar aos estudos acabam saindo com baixa escolaridade e sem habilidades profissionais adequadas. Embora a Casa da Criança faça o possível para minimizar essas dificuldades, a falta de uma rede de apoio mais estruturada para a transição para a vida adulta continua sendo um grande obstáculo. Para a instituição o desacolhimento por maioridade civil, portanto, não é apenas uma questão de cumprir uma formalidade legal, mas de garantir que esses jovens, tão vulneráveis, tenham uma chance real de prosperar após a maioridade.

Empresas e pessoas físicas interessadas em apoiar os jovens que estão se preparando para deixar o acolhimento institucional, ou mesmo os que já completaram 18 anos, têm a oportunidade de fazer a diferença. Ao entrar em contato com a equipe da Casa da Criança, poderão se unir a um time de voluntários comprometidos com essa causa, contribuindo de forma significativa para o futuro desses jovens e oferecendo o suporte essencial para sua inserção social e profissional.

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A relação de gratidão entre avó e neto com o Janela Aberta

Íris Sousa Andrade chegou a Valinhos em 2007 com os filhos e foi apresentada à Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos pela sobrinha. Desde então, a relação com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da instituição só cresceu. “Meus filhos se criaram no Janela Aberta. Dou nota 10 para esse projeto da Casa da Criança, que eu chamo de escola. Eu mesma já fiz curso no Janela de pintura de pano de prato e computação”, conta dona Íris, que há dois anos leva o neto Neythan Maurício Andrade da Silva, diariamente das 8 horas ao meio-dia, ao Janela Aberta para as oficinas culturais. “Ele gosta tanto do Janela que, quando precisa faltar, fica muito chateado. Adorou fazer aula de violino lá e atualmente está estudando tecnologia e inglês”, conta a avó.

As atividades culturais, em especial as aulas com instrumentos musicais, despertaram a paixão de Neythan pelo violino. “Ele queria um violino de qualquer jeito, mas era muito caro, e eu dizia a ele que, infelizmente, não dava para eu comprar. Mas não é que, no Natal, fizeram aquelas cartinhas ao Papai Noel e ele ganhou o tal violino que tanto sonhava. Ele pulava de alegria quando veio me contar”, lembra.

A gratidão está presente nas palavras desta baiana, nascida há 65 anos em Itaju do Colônia, município próximo da cidade de Pau-Brasil. “Eu nasci na roça e tive uma vida muito difícil. O tempo passou e tive muitos problemas com meu marido. Praticamente criei meus filhos sozinha. Fiz de tudo para dar educação a eles. Deus só me abençoou. E agora, sempre que preciso, tenho o apoio dessas meninas maravilhosas do Janela Aberta. Qualquer situação envolvendo meu neto, elas me ligam e me fazem participar de tudo”, destaca dona Íris, que trabalha como auxiliar de limpeza em uma empresa de Valinhos.

Neythan tem 12 anos e está cursando, no período da tarde, a sétima série na Escola Estadual Professora Maria Neiva A. Justo, em Valinhos. O sonho do menino é se tornar veterinário. “Ele sempre gostou de animais e, desde que ele veio morar comigo, após o falecimento da minha filha, há dois anos, em decorrência do câncer, eu sempre digo a ele que tem que estudar muito para ser alguém na vida. Eu mesma me formei no ano passado. Não sabia nem ler nem escrever e concluí o ensino fundamental em dezembro”, diz, orgulhosa.

Mesmo aos 65 anos, dona Íris ainda não se aposentou. “Eu pago aluguel e preciso trabalhar. Ainda não consegui me aposentar. Não recebo nenhuma ajuda do governo. O Janela Aberta me deu cesta básica, que me ajudou muito. Fiquei tão feliz! Elas sempre perguntam se estou precisando de alguma coisa, mas tenho vergonha de pedir. Mas sei que posso contar sempre com as meninas do Janela Aberta”, enfatiza, com a certeza de que jamais ficará desamparada pela Casa da Criança.

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Casa da Criança promove a IX Semana da Família Acolhedora

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos promoverá, nos próximos dias 13, 14 e 15 de maio, a IX Semana da Família Acolhedora Valinhense, reforçando o compromisso da comunidade com a proteção da infância e adolescência. Instituída no calendário pela Lei nº 5.429, de 27 de abril de 2017, o evento tem como objetivo principal promover o cuidado, a conscientização e a divulgação da política pública do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora no município.

“A Semana da Família Acolhedora faz parte do calendário de eventos da cidade e o propósito consiste em divulgar a política pública executada pela instituição Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Social e Habitação de Valinhos”, destaca Karen Battaglin, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, da Casa da Criança.

A abertura oficial do evento será realizada no dia 13 de maio, às 19h, durante a Sessão Plenária na Câmara Municipal de Valinhos, com a fala de Gustavo Toniatti, presidente da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.

A programação segue no dia 14 de maio, a partir das 14h, nas dependências da Faculdade Anhanguera Valinhos, com uma tarde de debates e reflexões. Os destaques ficam por conta das presenças da Secretária de Desenvolvimento Social e Habitação de Valinhos, Célia Leão, que apresentará a importância do acolhimento familiar como política pública, e do promotor de Justiça, Dr. Márcio Clóvis Guimarães, que abordará a relevância do acolhimento familiar para o município. A assistente social Sara Luvisotto, que há 18 anos atua nos Serviços da Alta Complexidade do Sistema Único da Assistência Social na cidade de São Paulo, sendo também coordenadora de projetos apoiando a implantação, formação e supervisão de Serviços de Acolhimento em todo Brasil, também contribuirá com sua experiência, trazendo importantes aspectos sobre o tema.

Encerrando a programação, no dia 15 de maio, às 19h, será realizada uma roda de conversa sobre o tema “Saúde Mental em Crianças e Adolescentes: um diálogo com cuidadoras(es) e profissionais”, conduzida pela psicóloga e doutora em psicologia Juliana dos Santos Corbett. O momento também contará com depoimentos emocionantes de famílias acolhedoras que compartilham suas vivências no serviço.

A Semana da Família Acolhedora é uma iniciativa que visa sensibilizar a sociedade sobre a necessidade do cuidado, proteção e um lar temporário a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, fortalecendo a rede de apoio e ampliando o alcance dessa política pública essencial. As vagas são limitadas e podem ser reservadas por meio do link disponibilizado pela rede social da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos. “Participe da Semana da Família Acolhedora e venha se emocionar com relatos de histórias empáticas que transformaram vidas. Cada um de nós pode e deve fazer a diferença”, conclui Karen Battaglin.

Programação: 

  • 13/05 – 19h – Plenária da Câmara Municipal de Valinhos – Abertura oficial com autoridades e o presidente da Casa da Criança, Gustavo Toniatti.
  • 14/05 – a partir das 14h – Faculdade Anhanguera Valinhos – Debates e reflexões: com as presenças da secretária de Desenvolvimento Social e Habitação de Valinhos, Célia Leão, do promotor de Justiça, Dr. Márcio Clóvis Guimarães, e da assistente social Sara Luvisotto. 
  • 15/05 – 19 h – Roda de conversa, sob o tema “Saúde Mental em Crianças e Adolescentes: um diálogo com cuidadoras(es) e profissionais”, com a psicóloga e doutora em Psicologia, Juliana dos Santos Corbett e o depoimento de uma Família Acolhedora. 

Inscrições limitadas disponíveis por meio do link na rede social da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.

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“Noite do Bem Bom” celebra 18 anos com solidariedade, emoção e homenagens

A tradicional “Noite do Bem Bom” chega à sua 18ª edição no próximo dia 24 de maio, prometendo mais uma noite inesquecível de solidariedade, boa música e gastronomia. Realizado no Clube Atlético Valinhense, o evento tem início às 20 horas e reforça seu papel como um dos principais momentos do calendário beneficente de Valinhos, reunindo amigos, parceiros e apoiadores da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos.

O jantar será preparado pelos já conhecidos “Cozinheiros do Bem”, grupo de voluntários que, com talento e carinho, proporcionam um verdadeiro banquete aos convidados. A animação da festa ficará por conta da banda Melbourne, que possui um repertório diferenciado. Mais do que um evento social, a Noite do Bem Bom é um grande gesto coletivo em prol das crianças e adolescentes atendidos pela instituição.

Este ano, o encontro terá um tom especial de emoção e reverência, com diversas homenagens ao fundador Anélio Zanuchi, que faleceu em outubro de 2024. Anélio foi um dos pilares da iniciativa e, por mais de três décadas, inspirou todos ao seu redor com seu comprometimento e generosidade.

“Em especial este ano, temos uma importante missão: mantermos a alegria de estarmos juntos, mesmo com a partida de nosso querido Anélio Zanuchi, e seguirmos firmes nesta jornada segundo seu exemplo de amor ao próximo e unidos buscando um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes”, destaca Wanda Dini, diretora da Casa da Criança, que coordena a equipe de voluntários.

Cozinheiros do Bem

Outro detalhe interessante é que foi através do jantar oferecido na “Noite do Bem Bom”, que surgiu a iniciativa da criação do Cozinheiros do Bem. Quem conta é Éder Trevisan, fundador do grupo e também diretor voluntário da Casa da Criança: “O cardápio especial é elaborado há mais de 10 anos, sempre com muita dedicação e carinho, atendendo ao gosto pessoal do Anélio, que fazia questão de sempre jantar conosco no fim da noite”, ressalta Éder, acrescentando “acredito que também será muito bom neste ano, pois ele estará olhando lá de cima e nos dando força pra seguir com seu legado.”

O cardápio da “Noite do Bem Bom” terá antepastos como entrada e no prato principal fettuccine na manteiga, polpetone recheado ao molho rústico, frango ao creme suíço, arroz e legumes na manteiga, além da sobremesa.

O convite custa 140 reais e pode ser adquirido através dos telefones: (19) 3871-0546, (19) 3869-5654 e (19) 99576-6257 (WhatsApp). A arrecadação da Noite do Bem Bom é destinada à manutenção dos serviços prestados pela Casa da Criança e do Adolescente, que há décadas atua na promoção de direitos e no acolhimento de jovens em situação de vulnerabilidade. A “Noite do Bem Bom” é mais que um evento: é um ato de amor coletivo que transforma vidas.

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Valorização e reconhecimento da atuação das mulheres na Casa da Criança

Em março, o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, uma data histórica que simboliza a luta pela valorização e pelos direitos das mulheres. Na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, a data ganha uma relevância ainda maior, ao destacar o papel essencial das mulheres na garantia dos direitos das crianças e adolescentes da cidade.

Historicamente, as mulheres sempre desempenharam funções essenciais no cuidado e bem-estar familiar, muitas vezes sem o devido reconhecimento. A invisibilidade do trabalho feminino é uma questão abordada, inclusive, em vestibulares, refletindo uma realidade que continua a gerar discussões e reflexões por todo o Brasil. Dados do IBGE demonstram que as mulheres representam 51,2% da população brasileira. No mercado de trabalho, 43,3% das mulheres estão empregadas, sendo que 26% delas são chefes de família. Além disso, as mulheres têm mostrado uma crescente participação no ensino superior, representando 58,5% das matrículas, um reflexo claro do esforço contínuo para alcançar uma educação de qualidade.

Na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, 35 mulheres e 11 homens formam a equipe que trabalha incansavelmente para garantir o bem-estar e os direitos das crianças e adolescentes. A maior parte dessa equipe é composta por mulheres, que somam forças para transformar vidas e oferecer um futuro melhor para a cidade. Confira a distribuição:

  • Serviço de Acolhimento Institucional: 22 mulheres (73%) e 8 homens (27%)
  • Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Janela Aberta: 10 mulheres (91%) e 1 homem (9%)
  • Serviço de Acolhimento Familiar: 3 mulheres (60%) e 2 homens (40%)
  • Voluntariado: 180 mulheres (75%) e 60 homens (25%), inscritos.

Para a instituição, esses números evidenciam o esforço diário das mulheres, que desempenham papéis fundamentais na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Registram assim que elas são profissionais dedicadas, cuidadoras, educadoras e voluntárias que, com sensibilidade e comprometimento, lidam com situações delicadas na vida de crianças e adolescentes.

Empoderamento Feminino

Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente, destaca a importância do empoderamento feminino, especialmente das mães, para que elas acreditem em si mesmas e busquem relacionamentos saudáveis e respeitosos, não abusivos. “A representatividade das mulheres nas áreas profissional, política e social é crucial para a segurança e qualidade de vida das famílias. Garantir os direitos das mulheres é essencial para a construção de uma sociedade mais igualitária e com melhores oportunidades para todos”, afirma Adriana.

Ela também reforça que o trabalho das mulheres na Casa da Criança vai além de funções administrativas e técnicas, refletindo diretamente a missão da instituição: “As mulheres que trabalham conosco traduzem a nossa missão institucional, que é oferecer um espaço de proteção, educação e cidadania para crianças, adolescentes e suas famílias.”

Os serviços da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, como o Serviço de Acolhimento Institucional, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e o Serviço de Acolhimento Familiar, são realizados em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação. Para obter mais informações e apoiar a instituição, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654.

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Casa da Criança lança campanha do Bolo de Páscoa com solidariedade e sabor

A Páscoa já está próxima e, como todos os anos, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos inicia a sua tradicional campanha do Bolo de Páscoa, com um toque especial de arte e solidariedade. Este ano, a instituição conta com a colaboração do publicitário Ronaldo Buzato, que assina a arte exclusiva do Bolo de Páscoa, uma deliciosa tradição que já conquistou a cidade e, mais uma vez, tem como objetivo arrecadar fundos para garantir a continuidade dos importantes serviços prestados pela Casa da Criança.

Há décadas, essa ação tem sido um dos pilares financeiros da instituição, ajudando a compor o orçamento necessário para o desenvolvimento de três projetos essenciais: Janela Aberta, Família Acolhedora e Acolhimento Institucional. Com o slogan “Sonho de Páscoa”, a campanha reflete os valores desse período tão simbólico, incentivando a comunidade a contribuir e fazer a diferença na vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

A Páscoa é um momento de renovação e caridade, e a Casa da Criança faz a conexão direta com esses sentimentos ao oferecer uma oportunidade saborosa e solidária: a venda do Bolo de Páscoa, recheado com gotas de chocolate, que tem produção garantida pela Bauducco. Este ano, a novidade é que o produto conta com uma embalagem e design exclusivas, que prometem agradar aos mais diversos gostos.

“A Páscoa é um momento de união, renovação e doação. Cada Bolo de Páscoa vendido representa um gesto de carinho e comprometimento com as crianças e adolescentes da nossa instituição. Estamos muito felizes em contar com o apoio da comunidade valinhense para mais uma campanha que, além de proporcionar uma deliciosa experiência, ajuda a manter nossos projetos em andamento e a transformar vidas”, afirma a coordenadora da Casa da Criança, Adriana Simões.

O valor de cada unidade do Bolo de Páscoa é R$ 33,00, e a receita será integralmente revertida para a manutenção dos projetos da Casa da Criança. As vendas já estão em andamento e podem ser feitas em diversos pontos espalhados pela cidade. Além disso, os interessados podem adquirir o bolo diretamente na instituição até a semana da Páscoa ou enquanto durar o estoque.

 

Os serviços da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, como o Serviço de Acolhimento Institucional, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e o Serviço de Acolhimento Familiar, são realizados em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação. Para obter mais informações e apoiar a instituição, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654.

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Ser voluntário na Casa da Criança é encontrar a felicidade

O Dia Internacional da Felicidade, celebrado em 20 de março, tem como propósito refletir sobre a importância da felicidade na vida das pessoas. A definição de felicidade, no entanto, vai além das conquistas pessoais ou momentos de prazer momentâneos. Como destacou o escritor Érico Veríssimo no romance “Olhai os Lírios do Campo” (1938): “Felicidade é a certeza de que nossa vida não está se passando inutilmente”.

Esse conceito é exemplificado de maneira clara por pessoas que dedicam seu tempo e energia a fazer o bem para os outros, como os voluntários da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos. “É inexplicável o bem-estar emocional que sentimos ao fazer o bem ao próximo. É a oportunidade de doar meu tempo em busca de uma sociedade mais justa. E a gente recebe muito mais do que doa”, ressalta Wanda Dini, que está na Casa da Criança há 22 anos e comanda o grupo de voluntários da instituição, que atualmente conta com 240 cadastrados.

Para o voluntariado da instituição, a felicidade, que surge quando se pratica o bem, transcende o ato em si e gera um impacto profundo e duradouro no cotidiano das pessoas. A cada ação altruísta, a sensação de felicidade cresce, pois ao ajudar o outro, a pessoa também se sente mais conectada ao mundo ao seu redor. É uma felicidade que é compartilhada, não individualizada, criando uma rede de positividade que se espalha por aqueles que se envolvem nesse tipo de prática. “Existem os hormônios da felicidade. Por esta razão, ser voluntário beneficia a saúde física também. Ficamos mais resistentes às doenças. Isso é cientificamente comprovado”, argumenta Eliana Stromberg, voluntária da Casa da Criança há quatro anos, e que também trabalha para grandes empresas dando palestras sobre “Felicidade Corporativa”.

Solidariedade e empatia

No caso dos voluntários da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o prazer de contribuir para o bem-estar das crianças e adolescentes não apenas proporciona uma sensação de realização pessoal, mas também gera um ambiente mais harmônico e solidário. Esse tipo de trabalho exige dedicação e empatia, mas os voluntários frequentemente relatam que a felicidade que sentem ao ver o sorriso de uma criança ou ao perceber o impacto positivo de suas ações vai muito além de qualquer recompensa material. “Aqui oferecemos um olhar amoroso e de muito respeito às crianças e aos adolescentes. Eles se sentem acolhidos. O trabalho dos voluntários impacta a todos. Procuramos fazer com que a infância dessas crianças seja repleta de felicidade”, destaca Camila Marques, psicóloga da Família Acolhedora.

Em termos práticos para a palestrante, a felicidade gerada pela ação voluntária reflete diretamente na qualidade de vida das pessoas. A alegria de contribuir com o bem-estar de alguém cria um ciclo positivo que beneficia tanto quem recebe ajuda quanto quem a oferece. Isso pode levar a uma maior sensação de propósito e satisfação pessoal, criando um ambiente mais saudável e uma vida mais rica em significado. “A Ciência diz que fazer o bem aos outros contribui para a nossa própria felicidade nos dando um sentido maior e um significado para nossas vidas”, afirma Eliana Stromberg.

Para se juntar ao time de voluntários da Casa da Crianças, e desfrutar deste de sentimento de felicidade, é simples. Basta entrar em contato e fazer o cadastro. E se engana quem acredita que esta ação precisa ser somente presencial. “Busque uma maneira de ser voluntário. Não precisa estar presente aqui na Casa da Criança. Pode ser dentro da sua casa e no seu tempo”, explica Wanda Dini.

Os serviços da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, como o Serviço de Acolhimento Institucional, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e o Serviço de Acolhimento Familiar, são realizados em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação. Para obter mais informações e apoiar a instituição, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654, pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

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