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Regiane Bonanho

Parceria aproxima estudantes de Psicologia com famílias acolhedoras

Desde março deste ano, a Faculdade Anhanguera de Valinhos (FAV) mantém uma parceria com a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi para oferecer aos estudantes de Psicologia experiências práticas no Serviço de Acolhimento Familiar. A iniciativa permite conhecer de perto o trabalho desenvolvido com crianças e famílias, contribuindo para a formação profissional das futuras psicólogas.

A parceria foi viabilizada pela psicóloga Camila Forster, coordenadora do serviço. No primeiro semestre, duas alunas realizaram atividades de estágio e, no segundo, outras duas deram continuidade à experiência. Entre elas, atualmente estão Melissa Gandini da Silveira e Rayane Capor, ambas do quinto semestre de Psicologia.

Para Camila Forster, a iniciativa promove uma troca importante entre a instituição e as estudantes. “É uma experiência muito rica, uma troca não só de conhecimento, mas de entendimento de mundo, de cuidados com famílias e, principalmente, um olhar cuidadoso para nossas crianças”, destaca. A coordenadora do Família Acolhedora também elogia o envolvimento das estagiárias, que têm contribuído com empenho e afeto para as atividades cotidianas do programa.

A experiência tem transformado a maneira como Rayane compreende a Psicologia Social. “Eu acreditava que não me envolveria com essa área, mas vivenciar o acolhimento da Camila com as crianças e as famílias mudou completamente meu conceito”, conta. Para ela, acompanhar um trabalho motivado pelo amor e pelo compromisso com o próximo reforça a importância de uma sociedade mais acolhedora, empática e comprometida com o bem-estar das pessoas.

Melissa também se diz encantada com a dedicação da equipe do Serviço de Acolhimento Familiar. “A paixão que a Camila tem é contagiante. Sinto-me privilegiada por aprender com ela e conhecer esse trabalho que busca construir crianças mais saudáveis e felizes, independentemente do que tenham passado”, afirma.

Segundo José Anízio Marim, psicólogo e coordenador dos cursos de Psicologia e Pedagogia da FAV, os estágios são fundamentais para aproximar os conhecimentos acadêmicos da realidade profissional. Desde que assumiu a coordenação, em julho de 2025, ele tem ampliado as parcerias com instituições de Valinhos, Vinhedo e região para diversificar as oportunidades de aprendizado dos estudantes. “Nas aulas de orientação, as estagiárias compartilham suas experiências, permitindo que toda a turma conheça diferentes campos de atuação da Psicologia”, destaca o professor.

A parceria entre a Faculdade Anhanguera de Valinhos e a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi reforça a importância da integração entre ensino e atuação social. Ao mesmo tempo que prepara os futuros profissionais, a iniciativa amplia o conhecimento sobre o acolhimento familiar e valoriza o cuidado e a proteção de crianças e adolescentes.

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Grupo Margaridas transforma voluntariado em apoio às crianças e adolescentes

O trabalho voluntário é uma das formas de transformar solidariedade em oportunidades para crianças e adolescentes. Em Valinhos, o Grupo Margaridas, formado por voluntárias da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi, dedica-se a essa missão por meio da produção artesanal, da venda de peças na loja solidária e da divulgação dos projetos desenvolvidos pela instituição. Atualmente, o grupo conta com 22 voluntárias, que contribuem de diferentes maneiras para fortalecer as ações sociais da entidade.

Uma parte das voluntárias se dedica à confecção de peças artesanais. Elas se reúnem uma vez por semana para planejar o que será produzido e colocar a mão na massa. O trabalho, porém, não se limita aos encontros: muitas integrantes continuam a produção em suas próprias casas ou em outros locais, dedicando tempo e habilidade à criação de produtos que serão comercializados na loja solidária.

O resultado desse esforço vai além da venda de artesanato. Com os recursos arrecadados, o Grupo Margaridas possibilita, atualmente, aulas de natação para cinco crianças acolhidas do abrigo e a realização de passeios durante as férias escolares. As voluntárias também oferecem apoio eventual a eventos do projeto Janela Aberta, contribuindo para as atividades desenvolvidas com crianças e adolescentes atendidos pela Casa da Criança.

Além da contribuição financeira, o grupo tem um papel importante na divulgação dos projetos da instituição e no incentivo ao voluntariado. A presença das voluntárias também é valorizada por quem acompanha de perto o trabalho de acolhimento. Adriana Simões, coordenadora do SAICA I (Serviço de Acolhimento Institucional) da Casa da Criança, destaca a importância dessa parceria para o desenvolvimento das atividades da Casa da Criança. “A dedicação do Grupo Margaridas contribui para ampliar as possibilidades de atendimento e proporcionar novas experiências às crianças e aos adolescentes”, ressalta.

Para Sônia Juliatto, engenheira agrônoma aposentada e voluntária da Casa da Criança há oito anos, participar dessa iniciativa é uma forma de unir satisfação pessoal e compromisso social. “Fazer parte do Grupo Margaridas é trabalhar com alegria e propósito”, afirma. A experiência das voluntárias demonstra como a união de pessoas em torno de uma causa pode gerar resultados concretos e fortalecer o trabalho desenvolvido pela instituição.

Quem deseja conhecer o trabalho do grupo ou adquirir os produtos artesanais pode visitar a loja solidária, localizada no segundo piso do Shopping Valinhos, em frente à loja Hering. O espaço oferece brinquedos tradicionais, artesanais e pedagógicos, opções para presentear e enfeites para a decoração de Natal. O atendimento é realizado de terça a sexta-feira, das 13h às 20h, e aos sábados, das 13h30 às 18h.

O Grupo Margaridas também aceita doações de materiais que contribuem para a continuidade da produção artesanal, como linhas de costura, bordado e crochê, tecidos do tipo tricoline, feltro e bijuterias usadas. Cada contribuição, seja por meio da compra de uma peça, da doação de materiais ou da participação voluntária, ajuda a manter esse trabalho solidário e a ampliar as oportunidades oferecidas às crianças e aos adolescentes atendidos pela instituição.

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Casa da Criança lança campanha de panetones com o tema “Natal Azul”

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi dá início a mais uma edição de sua tradicional campanha de panetones, com o tema “Natal Azul”. A iniciativa busca mobilizar a comunidade em torno da causa solidária, unindo o espírito natalino ao compromisso de contribuir para a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pela instituição. As reservas já podem ser feitas pelos contatos (19) 99576-6257, (19) 3871-0546 e (19) 3869-5654.

Cada panetone tem 400 gramas e será comercializado por R$ 60,00 (sessenta reais), com opções de frutas cristalizadas ou gotas de chocolate. A produção é garantida pela Bauducco, marca reconhecida nacionalmente pela qualidade de seus produtos. A campanha também ganha destaque pelas latas decorativas, que são colecionáveis e, desde 2010, recebem uma identidade artística especial. Neste ano com ilustrações autorais assinadas por Lidiane Recco, coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Janela Aberta. Ela foi convidada pelo diretor Ronaldo Busato e por Paula Masili para desenvolver as artes, considerando seu trabalho autoral, que também compartilha em seu perfil no Instagram (@lidianerecco_arte).

“Receber esse convite foi algo muito grandioso e emocionante. Escolhi as flores porque elas representam muito do que sinto ao olhar para a minha trajetória aqui na Casa. Ao longo desses 16 anos, vi tantas sementes serem plantadas e se transformarem em flores. Vi crianças e adolescentes chegarem, crescerem, florescerem e seguirem seus caminhos, levando um pouquinho de tudo o que viveram aqui”, salienta Lidiane, acrescentando “que a nossa campanha de panetones continue semeando oportunidades, cultivando sonhos e fazendo florescer muitas histórias bonitas. E que essa lata, além de levar um produto para as casas das pessoas, também leve um pouco da beleza de tudo aquilo que construímos aqui juntos, a partir do lindo trabalho iniciado pelo senhor Anélio Zanuchi, que plantou as primeiras sementes dessa história tão especial.”

Mais do que uma opção de presente para o Natal, o panetone representa um gesto de empatia, solidariedade e comprometimento social. Toda a receita arrecadada com a campanha será integralmente destinada à manutenção dos três serviços oferecidos pela Casa da Criança: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Janela Aberta, Família Acolhedora e Serviço de Acolhimento Institucional. Dessa forma, cada unidade adquirida contribui diretamente para a continuidade das ações da entidade e para o atendimento de crianças, adolescentes e famílias.

As encomendas já podem ser feitas, as vendas e entregas terão início em novembro e seguirão até o Natal, ou enquanto durarem os estoques. Os panetones poderão ser adquiridos diretamente na sede da instituição e em pontos parceiros do comércio local nas cidades de Valinhos, Vinhedo e Campinas. Os endereços dos estabelecimentos participantes, como locais de vendas, serão divulgados em breve. Enquanto isso, os interessados já podem garantir antecipadamente suas unidades por meio dos telefones disponibilizados na campanha.

A Casa da Criança reforça a importância da participação da comunidade para o sucesso de mais uma edição da iniciativa. Ao reservar um panetone, cada pessoa ajuda a fortalecer os projetos da instituição e a manter serviços essenciais para quem precisa. Neste Natal, a proposta é transformar um presente em uma oportunidade de fazer a diferença, levando mais cores, esperança e possibilidades para a infância e para as famílias atendidas pela entidade.

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“Cuidar de quem cuida” é o propósito do Outubro Rosa

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi preparou uma programação especial em alusão ao Outubro Rosa, campanha que chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. A iniciativa envolve crianças, adolescentes, suas famílias, e funcionárias da instituição para levar informação sobre os cuidados com a saúde, além de criar espaços de acolhimento e escuta para as mulheres que fazem parte da equipe.

Na segunda-feira (dia 5), as crianças e adolescentes participaram de uma atividade de conscientização que uniu informação e afeto. Eles confeccionaram rosas acompanhadas de cartões destinados às mulheres, em uma ação que teve como objetivo estimular a reflexão sobre a importância da prevenção do câncer de mama e dos cuidados com a saúde. A proposta também permitiu abordar o tema de maneira acessível, envolvendo os assistidos em atividades educativas e simbólicas.

Para a coordenadora do SAICA I (Serviço de Acolhimento Institucional) da Casa da Criança, Adriana Simões, trabalhar o Outubro Rosa vai além de simplesmente falar sobre a doença. “É muito importante trazer esse tema para dentro da instituição, porque o cuidado começa com a informação. É cuidar de quem cuida, que envolve não só a nossa equipe, como também as mães dos assistidos que a gente atende. Além disso, queremos que nossas crianças e adolescentes aprendam desde cedo sobre a importância de cuidar da saúde e, ao mesmo tempo, que nossas funcionárias tenham um espaço de acolhimento, orientação e escuta”, destaca.

A programação teve continuidade no dia 23, às 15 horas, no espaço do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) – Janela Aberta. O encontro será destinado às funcionárias da instituição, que serão convidadas a vestir roupas na cor rosa e terão acesso às informações atualizadas sobre a temática do Outubro Rosa. A atividade terá como foco a conscientização sobre o câncer de mama, os cuidados preventivos e a importância de manter os exames e acompanhamentos de saúde em dia.

A proposta da Casa da Criança é que esse momento também seja de acolhimento. Além das orientações relacionadas à prevenção, será formado um espaço de conversa e escuta, permitindo que as funcionárias compartilhem experiências, dúvidas e sentimentos relacionados ao cuidado com a saúde feminina. A instituição já desenvolve, há algum tempo, ações voltadas à prevenção dos cânceres feminino e masculino, reforçando a importância de levar informação e estimular o cuidado ao longo de todo o ano.

Com a programação, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi busca transformar o Outubro Rosa em um momento de informação, conscientização e cuidado coletivo. A iniciativa reforça que falar sobre cuidado é uma forma de proteção e que o acesso à informação pode contribuir para que cada pessoa reconheça a importância de acompanhar a própria saúde e buscar orientação profissional sempre que necessário.

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Apadrinhamento Afetivo cria vínculos e novas experiências

 Mais do que proporcionar um passeio ou um dia de diversão, o “Apadrinhamento Afetivo” busca construir vínculos que podem acompanhar crianças e adolescentes acolhidos pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi por muitos anos. O programa aproxima os acolhidos de pessoas da comunidade dispostas a oferecer convivência, afeto, atenção e referências familiares, criando relações que vão além da rotina da instituição. É dentro desse propósito que, no dia 11 de outubro (domingo), cerca de 30 crianças e adolescentes da entidade participaram de um dia especial em uma chácara de Valinhos, em uma programação antecipada pelo Dia das Crianças.

A iniciativa foi realizada pela terceira vez por familiares e amigos ligado a Michele Contatto, integrante do Programa de “Apadrinhamento Afetivo” há pouco mais de cinco anos. A ideia surgiu inicialmente a partir de um grupo de futebol formado por familiares e amigos, que decidiu se reunir para proporcionar momentos de lazer às crianças e adolescentes acolhidos. Desde então, o encontro ganhou novas dimensões e passou a contar também com o apoio de empresários de Valinhos. Para este ano, estão sendo organizados transporte, alimentação, brinquedos infláveis e outras atividades recreativas, tudo de forma voluntária e sem finalidade comercial.

Michele e o marido participam há cerca de dez anos das ações voluntárias da Casa da Criança. Antes de se tornarem padrinhos afetivos, eles chegaram a conhecer outros programas oferecidos pela instituição, inclusive o Serviço de Acolhimento Familiar. Na época, porém, as condições da família não atendiam aos critérios necessários para acolher uma criança em casa. A experiência despertou o interesse por outras formas de participação e, quando conheceram o Programa de “Apadrinhamento Afetivo”, encontraram uma maneira de estabelecer uma relação mais próxima com uma criança.

Atualmente, o casal está com o segundo apadrinhado. O programa prevê que o padrinho ou a madrinha estabeleça uma relação de convivência com uma criança ou adolescente, sempre com a concordância e a identificação também por parte do acolhido. O contato mínimo previsto é de uma vez a cada 15 dias, mas, segundo Michele, o vínculo naturalmente faz com que a convivência se torne mais frequente. Passeios, atividades do cotidiano, momentos em família e até o acompanhamento de questões escolares podem fazer parte dessa relação.

“É uma maneira de oferecer para a criança afeto de um modo diferente daquele que ela está acostumada, ou nem está acostumada, pela sua própria experiência de vida”, explica Michele. Para ela, o objetivo é proporcionar uma relação saudável e segura, baseada na confiança e na presença: “A proposta é que o padrinho ou a madrinha se torne uma referência afetiva, como um tio, uma tia, um amigo ou uma família amiga, criando vínculos que podem permanecer mesmo depois do período de acolhimento e, em algumas situações, continuar após uma eventual adoção, caso a nova família concorde.”

Na avaliação de Michele, a experiência também transforma profundamente a família que apadrinha. O vínculo envolve não apenas o casal, mas filhos, avós, irmãos e outros familiares, ampliando a rede de convivência da criança. “A gente fala que vai oferecer para eles, mas, na verdade, quem ganha, na maior parte das vezes, somos nós como família apadrinhante”, relata. Ela destaca que a convivência traz experiências de alegria, superação e também desafios, contribuindo para que todos aprendam sobre afeto, respeito e resiliência.

O encontro realizado em 11 de outubro representa justamente uma extensão desse propósito. Em um domingo dedicado à convivência, cerca de 30 crianças e adolescentes tiveram a oportunidade de sair da rotina, passar o dia em uma chácara e participar de atividades preparadas especialmente para elas. Para Michele, proporcionar experiências de pertencimento é uma das formas de contribuir para a formação dessas crianças. “Toda criança que se sente acolhida, que se sente amada, que se sente bem-vinda, pertencente a algum lugar”, afirma, destacando a importância de a sociedade participar da construção de uma rede de proteção e afeto.

O programa “Apadrinhamento Afetivo” tem como objetivo motivar a sociedade a participar e criar vínculos individualizados e duradouros com os afilhados acolhidos. A convivência, mesmo que pontual, em feriados, eventos familiares, passeios e contatos remotos, deve ser contínua para estimular experiências sociais, culturais e contato familiar e comunitário. A Casa da Criança convida novos interessados a participar da formação para o “Apadrinhamento Afetivo”. Para mais informações, basta entrar em contato com a instituição.

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Famílias acolhedoras fazem a diferença desde os primeiros anos de vida

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento de uma criança. É nessa fase que ela começa a construir vínculos, descobrir o mundo ao seu redor e desenvolver sentimentos de confiança e segurança. Quando, por diferentes motivos, um bebê ou uma criança pequena não pode permanecer temporariamente com sua família de origem, o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi oferece uma alternativa que permite que essa criança continue vivendo em um ambiente familiar, cercada de cuidado, atenção e afeto.

Para um bebê, o acolhimento está nos pequenos gestos do cotidiano: atender ao choro, oferecer colo, preparar a alimentação, acompanhar uma consulta médica, dar banho, colocar para dormir e estar presente nas primeiras descobertas. É também acompanhar momentos que parecem simples, mas que ganham um significado enorme para quem participa dessa história: o primeiro sorriso, o primeiro dentinho, a primeira papinha, os primeiros passos e as primeiras palavras.

Foi justamente essa experiência que Renato José Barbati e Camila de Camargo Angeli Barbati decidiram viver. O casal ingressou no Serviço de Acolhimento Familiar em 2016, depois de conhecer o trabalho realizado em Campinas e descobrir que Valinhos havia implantado o serviço. “Decidimos entrar no acolhimento familiar em 2016, após perdermos três gestações. Já conhecíamos o serviço de acolhimento em Campinas desde 2013/2014 e tínhamos o desejo de fazer parte, mas, como era um serviço municipal e morávamos em Valinhos, não foi possível. Quando descobrimos que Valinhos começou com o serviço, fomos buscar mais informações e nos apaixonamos por essa missão”, conta Camila.

Ao longo de dez anos no serviço, Renato e Camila, que também têm uma filha de 6 anos, já acolheram cinco meninas, com idades entre 3 meses e 13 anos. A experiência com bebês começou logo após a capacitação, quando o casal foi perguntado sobre o perfil de criança que gostaria de receber. Pela rotina da família, escolheram a faixa de 0 a 4 anos. No final da última aula, surgiu o convite para acolher uma bebê de quase 3 meses, que estava em um abrigo de Jundiaí e precisava de cuidados especiais por estar abaixo do peso e da altura e já ter passado por uma internação. “Do dia para a noite, nossa vida mudou para melhor e o quartinho da ‘bagunça’ se transformou no quartinho do bebê”, recorda Camila. Com a ajuda da mãe e das tias, a família conseguiu conciliar o trabalho e os cuidados com as crianças.

Outra história que mostra a força desse vínculo é a de Santiago Vanderlei Prata e Alessandra da Silva Prata. O casal conheceu o Serviço de Acolhimento Familiar no início deste ano, quando Alessandra trabalhava em uma escola cuja proprietária já participava do serviço. A possibilidade de uma das alunas precisar ser acolhida despertou no casal o desejo de também contribuir. Quando souberam que um bebê precisava de uma família, não tiveram dúvidas. “Sempre gostamos de crianças. Pensamos: por que não um bebê? Ele precisava de ajuda e estamos no serviço para ajudar”, conta Alessandra. Assim chegou o bebê, hoje com 11 meses, que enfrentou alguns problemas de saúde no início do acolhimento, mas logo conquistou a família.

A rotina dele trouxe para a casa de Santiago e Alessandra uma sequência de descobertas. “Um bebê em casa é maravilhoso. Enche a casa de alegria e fofura. Ver cada evolução dele, sentar, engatinhar, a primeira comidinha, andar, falar… É uma alegria sem igual cada etapa de aprendizado dele”, relata Alessandra. Para Renato e Camila, a sensação é semelhante. “Não tem como explicar a alegria de receber um bebê em casa e ajudar no seu desenvolvimento. Acompanhar cada primeira vez, primeira cólica, primeiro dentinho, papinha…”, contam. São experiências diferentes, vividas por famílias diferentes, mas que se encontram em um mesmo propósito: oferecer a uma criança um ambiente seguro e afetuoso durante um período importante de sua vida.

Para Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, receber uma criança pequena é uma responsabilidade que também pode ser marcada por momentos de muita alegria. “É muito especial poder acolher uma criança nos primeiros anos de vida, justamente quando ela mais precisa de cuidados, de colo, de atenção e de alguém que esteja disponível para ela. É uma oportunidade de oferecer segurança e afeto em um momento delicado, sabendo que esse cuidado pode fazer diferença para toda a vida dessa criança”, afirma.

O acolhimento, porém, é temporário e não deve ser confundido com adoção. A criança permanece com a família acolhedora enquanto sua situação é acompanhada pela rede de proteção, podendo retornar à família de origem ou, quando isso não for possível, seguir para uma família adotiva. Durante todo o processo, a Casa da Criança oferece acompanhamento técnico e psicológico à família.

No fim, cada acolhimento deixa marcas em todos os envolvidos. Para as famílias, ficam as lembranças de uma criança que chegou precisando de cuidado e que, aos poucos, voltou a sorrir, brincar e descobrir o mundo. Para a criança, fica a experiência de ter encontrado, naquele momento, um colo disponível e um lugar onde pôde se sentir protegida. “Vem ser família com a gente porque é gratificante olhar como a criança chegou, como se desenvolveu e como a enviamos para sua família para sempre”, resume Renato. Alessandra também faz um convite a quem pensa em participar: “Se cada família fizer um pouquinho na vida de uma criança que está nesse processo, fará a diferença na vida dela mais no futuro”. O Serviço de Acolhimento Familiar mostra, assim, que acolher pode ser temporário, mas o cuidado, o afeto e as experiências construídas podem acompanhar uma criança por toda a vida.

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Novas oficinas culturais do Janela Aberta

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Anélio Zanuchi está com inscrições abertas para novas oficinas culturais do projeto Janela Aberta. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e em conjunto com a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), a instituição passa a oferecer atividades de Hip Hop, Balé e Sapateado, ampliando as oportunidades de acesso à cultura, à dança e à convivência para crianças, adolescentes e jovens.

A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, instituída pela Lei nº 14.399/2022, é uma política pública federal que prevê recursos para o desenvolvimento de ações e projetos culturais em todo o país. A iniciativa busca fortalecer o setor cultural e ampliar o acesso da população a atividades e manifestações artísticas.

Para a Casa da Criança, a parceria representa um novo momento. Por dois anos consecutivos, a instituição recebeu o Prêmio Aldir Blanc como Ponto de Cultura, em reconhecimento à sua atuação. Agora, a instituição avançou para uma nova etapa, com a execução de um projeto que levará novas oficinas culturais ao Janela Aberta.

Com a iniciativa, o Janela Aberta amplia seu leque de atividades e fortalece sua proposta de oferecer espaços de convivência, aprendizado, expressão e desenvolvimento por meio da cultura. As oficinas de Hip Hop, Balé e Sapateado chegam como novas oportunidades para que crianças, adolescentes e jovens possam descobrir talentos, desenvolver habilidades e vivenciar a dança em um ambiente de integração e participação.

Segundo Lidiane Recco, coordenadora do Janela Aberta, a iniciativa é especialmente importante pela relação que a instituição mantém com a comunidade. “Para nós, isso é muito importante, porque a comunidade é muito grande e somos um ponto de referência. Temos público para desenvolver essas oficinas aqui nas imediações do Jardim América”, destaca.

E o projeto não para por aí. Em breve, a Casa da Criança também planeja oferecer oficinas de circo, violão e flauta, ampliando ainda mais as possibilidades de participação em atividades culturais. As novas oficinas são destinadas tanto às crianças atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da instituição quanto a crianças, adolescentes e jovens da comunidade.

As oficinas serão realizadas na sede da Casa da Criança, situada à Rua Campos Salles, 2188, Jardim América II, em Valinhos. As inscrições devem ser feitas pelo WhatsApp (19) 98367-0129.

Confira as oficinas:

Hip Hop

  • Público: 6 a 12 anos – manhã; 6 a 15 anos – tarde
  • Quarta-feira: das 9h às 10h
  • Quinta-feira: das 14h às 15h

Balé

  • Público: 6 a 12 anos
  • Terça-feira: das 11h às 12h
  • Quinta-feira: das 15h às 16h

Sapateado

  • Público: 6 a 12 anos
  • Terça-feira: das 10h às 11h e das 15h às 16h.
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Almoço Árabe une gastronomia e solidariedade

Um almoço especial, preparado para reunir pessoas queridas em torno da mesa e, ao mesmo tempo, contribuir para uma causa que transforma vidas. Essa é a proposta do tradicional Almoço Árabe da Casa, promovido pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi. O evento será realizado no dia 18 de outubro (domingo) e convida famílias e amigos a desfrutarem de uma experiência gastronômica inspirada nos sabores e na tradição da culinária árabe, enquanto colaboram com os projetos sociais da instituição.

A tradição árabe de compartilhar alimentos e celebrar a convivência está presente em cada detalhe do cardápio, preparado com dedicação pelos voluntários da Casa. Entre as opções estão coalhada seca, homus, babaganoush, tabule, kibe assado vegetariano, kaftas grelhadas, arroz com lentilhas e cebola caramelizada, pães sírios fresquinhos e manjar árabe de sobremesa. Cada prato foi pensado para proporcionar uma refeição completa e generosa, com porção para duas pessoas.

Participar do Almoço Árabe da Casa é uma maneira saborosa de reunir quem você gosta e, ao mesmo tempo, uma ação que faz a diferença na vida de muitas crianças e adolescentes. Para Adriana Simões, coordenadora do Serviço de Acolhimento Institucional (SAICA) da Casa da Criança, representa uma oportunidade de aproximar a comunidade do trabalho desenvolvido pela instituição e, principalmente, de contribuir para a continuidade dos atendimentos oferecidos pela instituição. “Cada pessoa que participa está contribuindo diretamente para que nossos projetos continuem acontecendo. É uma forma simples e muito especial de ajudar: reunir a família, saborear uma boa refeição e, ao mesmo tempo, fazer o bem. Contamos com a colaboração da comunidade para que o Almoço Árabe seja novamente um sucesso e para que possamos continuar transformando vidas”, destaca Adriana.

Toda a renda obtida será destinada à manutenção dos três programas sociais desenvolvidos pela Casa da Criança, contribuindo para o atendimento de crianças e adolescentes acompanhados pela instituição. Os pratos que eventualmente não forem retirados no período previsto serão encaminhados para doação, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa solidária.

As reservas já estão abertas. O prato, com quantidade suficiente para duas pessoas, custa R$ 95, e a retirada será realizada em sistema drive-thru, no dia 18 de outubro, das 12h às 14h, na sede da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, localizada na Rua Campos Salles, 2.188 – Jardim América II – Valinhos-SP. Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

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Contas aprovadas e compromisso com transparência e responsabilidade

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi realizou no último dia 3 de setembro na sede da instituição um encontro com funcionários, convidados e autoridades locais para apresentar o resultado da auditoria independente das demonstrações financeiras da instituição referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

O encontro, que contou com um café da manhã, teve como objetivo compartilhar com a comunidade, parceiros, doadores e veículos de comunicação informações sobre a gestão financeira e social da Casa da Criança, reforçando o compromisso da instituição com a transparência, a responsabilidade e a correta aplicação dos recursos destinados às suas atividades.

O prefeito de Valinhos, Franklin Duarte de Lima (PL), esteve presente e fez questão de enaltecer a Casa da Criança. “O selo que a Casa da Criança conquista hoje é um selo de confiabilidade fiscal, contábil e financeira. Esses números trazem uma confiança muito grande aos parceiros que estão aqui e aos que estão por vir. O passo que a Casa da Criança dá hoje é enorme e, eu como prefeito, venho aqui agradecer. Hoje não é a Prefeitura que ajuda a entidade. É a Casa da Criança que ajuda a Prefeitura”, salientou.

Franklin também mencionou a estreita relação que possui com a Casa da Criança. “Desde os meus 15 anos, eu já ouvia falar da Casa da Criança, participava das festas, gincanas e ceias de Natal quando eu não tinha o que comer. Mas foi em 2006 que comecei a acompanhar de perto quando aqui trabalhava e fazíamos de tudo. Graças ao esforço de todos vocês, funcionários e voluntários, amparados pelo nosso querido Anélio (Anélio Zanuchi, fundador da Casa, falecido em 2024), a Casa da Criança é atualmente referência no Terceiro Setor”.

Para a coordenadora do SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional) da Casa da Criança, Adriana Simões, o resultado é motivo de satisfação e demonstra o empenho de toda a equipe. “Hoje não apresentamos só números e dados, prestamos contas de compromissos assumidos, vidas acolhidas e direitos garantidos. Estamos aqui para celebrar a transparência e o impacto desse trabalho. Nossas demonstrações financeiras foram submetidas a auditoria independente e aprovadas sem ressalvas. Esse parecer confirma a excelência de nossa gestão e a aplicação correta de cada centavo”, avalia, acrescentando que “esse resultado representa a garantia de que nossas crianças e adolescentes continuam recebendo proteção integral, acolhimento digno, alimentação de qualidade e acompanhamento técnico especializado.”

No ano passado, a instituição recebeu no acolhimento institucional 40 crianças, que passavam por situações difíceis e que precisavam temporariamente ficar afastadas do contato com a família. Destas, 17 deixaram o abrigo, seja pra voltar para sua casa, seja pra ir pra família extensa (parentes) ou para processo de adoção.  “Nessa hora entra o desapego e ele só é possível por amor. Não existe outra lógica. A gente sabe que o tempo da gente é breve e tem que ser breve o tempo da criança em acolhimento. Por mais afeto, amor e carinho que a gente dá, a criança precisa de uma família”, destacou Adriana Simões.

Gustavo Toniatti, vice-presidente da Casa da Criança, ressaltou o trabalho em equipe como justificativa para o todo o reconhecimento. “Quando assumi após o falecimento do Anélio, meu desafio era manter o legado que ele deixou. Só estamos conseguindo isso devido ao trabalho de todos os funcionários e voluntários. Nosso desafio hoje é fazer as oficinas e a república. Muita coisa boa ainda está por vir e só será possível com a colaboração de todos. Só temos a agradecer.”

As demonstrações financeiras foram auditadas pela Simionato Auditores Independentes, empresa criada há mais de 30 anos e atualmente firma-membro independente da MSI Global Alliance. A auditoria utiliza procedimentos metodológicos e regulamentados para verificar se os registros contábeis e as demonstrações financeiras estão de acordo com as normas contábeis aceitas no Brasil e, quando aplicável, com padrões internacionais, como o IFRS. As contas auditadas e aprovadas estão disponíveis para consulta no site da instituição: casadacriancadevalinhos.org.br, clicando na aba “Transparência”.

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Treinamento de primeiros socorros para famílias acolhedoras

O Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi promoveu nesta semana um treinamento de primeiros socorros voltado às famílias cadastradas no serviço. A capacitação teve como objetivo ampliar a preparação dos integrantes das famílias acolhedoras, que atuam diariamente, especialmente com bebês e crianças pequenas.

Ministrado por Glauco Ceranto, enfermeiro da Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde de Valinhos, o encontro abordou situações de emergência que podem acontecer no ambiente doméstico e orientou os participantes sobre como agir até a chegada de uma equipe especializada. Convulsões, desmaios, alterações no nível de consciência, cuidados com as vias aéreas, posições de recuperação e prevenção da broncoaspiração foram alguns assuntos abordados. “O convite surgiu da Casa da Criança justamente por termos muitas crianças e bebês que ficam com as famílias. A ideia foi trabalhar como agir, como acionar o socorro, a segurança da cena e a segurança do próprio socorrista”, explicou Glauco.

Um dos principais temas foi a obstrução das vias aéreas por corpo estranho, conhecida como engasgo. Os participantes aprenderam procedimentos para atender adultos, crianças e recém-nascidos, além da técnica de autodesengasgo para situações em que a própria pessoa esteja sozinha. A orientação também reforçou a importância de manter a calma, pedir ajuda e acionar corretamente os serviços de emergência. Durante a capacitação, foram apresentados os números 190, da Polícia Militar; 192, do SAMU; 193, do Corpo de Bombeiros; 153, da Guarda Municipal; e 199, da Defesa Civil.

Segundo Glauco, o treinamento também contribui para fortalecer uma verdadeira cultura de segurança entre as famílias acolhedoras. “Se o casal que participou do treinamento tiver uma situação em que um deles convulsione, por exemplo, é importante que o outro saiba colocar a pessoa na posição correta, cuidar da respiração e evitar a broncoaspiração até a chegada do resgate. É uma cultura de segurança”, destacou. A participação das famílias foi considerada exemplar pelo profissional, que ressaltou a responsabilidade envolvida no acolhimento temporário de crianças e adolescentes.

Para Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, a capacitação representa uma importante forma de fortalecer a preparação das famílias e a segurança das crianças durante o período de acolhimento. “O treinamento que a gente ofereceu para as famílias acolhedoras é de extrema importância. A gente tem uma responsabilidade muito grande ao acolher as crianças. E poder capacitar as famílias, deixá-las mais seguras também para receber as crianças é da nossa responsabilidade”, destacou.

Segundo ela, a parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o envolvimento das famílias tornam a iniciativa ainda mais significativa. “Fiquei muito feliz com essa parceria, muito feliz de proporcionar isso para as famílias e de as famílias acolhedoras entenderem a importância de estarem capacitadas, aptas para qualquer adversidade que possa acontecer durante o acolhimento”, completou.

A capacitação terá uma segunda etapa, quando serão abordados outros temas importantes, como traumas e quedas, reanimação cardiopulmonar e queimaduras. Foi trabalhado o conceito de “hands only”, ou “somente as mãos”, que orienta a realização de procedimentos básicos utilizando os próprios recursos disponíveis, especialmente as mãos, enquanto o socorro profissional não chega. “Dificilmente você vai ter um equipamento em casa. Então, é preciso saber como proteger, cuidar e manter esse paciente viável até a chegada de um profissional ou do resgate”, explicou Glauco.

Mais do que ensinar procedimentos, a iniciativa busca oferecer às famílias acolhedoras conhecimento e segurança para lidar com situações inesperadas. O aprendizado adquirido pode fazer a diferença nos primeiros minutos de uma emergência, garantindo que a criança ou o adolescente receba os cuidados adequados enquanto aguarda a chegada do atendimento especializado. Para o Serviço de Acolhimento Familiar, investir na formação das famílias significa também fortalecer a proteção, o cuidado e a qualidade do acolhimento oferecido durante todo o período em que a criança permanece sob seus cuidados.

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