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Regiane Bonanho

Famílias acolhedoras fazem a diferença desde os primeiros anos de vida

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento de uma criança. É nessa fase que ela começa a construir vínculos, descobrir o mundo ao seu redor e desenvolver sentimentos de confiança e segurança. Quando, por diferentes motivos, um bebê ou uma criança pequena não pode permanecer temporariamente com sua família de origem, o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi oferece uma alternativa que permite que essa criança continue vivendo em um ambiente familiar, cercada de cuidado, atenção e afeto.

Para um bebê, o acolhimento está nos pequenos gestos do cotidiano: atender ao choro, oferecer colo, preparar a alimentação, acompanhar uma consulta médica, dar banho, colocar para dormir e estar presente nas primeiras descobertas. É também acompanhar momentos que parecem simples, mas que ganham um significado enorme para quem participa dessa história: o primeiro sorriso, o primeiro dentinho, a primeira papinha, os primeiros passos e as primeiras palavras.

Foi justamente essa experiência que Renato José Barbati e Camila de Camargo Angeli Barbati decidiram viver. O casal ingressou no Serviço de Acolhimento Familiar em 2016, depois de conhecer o trabalho realizado em Campinas e descobrir que Valinhos havia implantado o serviço. “Decidimos entrar no acolhimento familiar em 2016, após perdermos três gestações. Já conhecíamos o serviço de acolhimento em Campinas desde 2013/2014 e tínhamos o desejo de fazer parte, mas, como era um serviço municipal e morávamos em Valinhos, não foi possível. Quando descobrimos que Valinhos começou com o serviço, fomos buscar mais informações e nos apaixonamos por essa missão”, conta Camila.

Ao longo de dez anos no serviço, Renato e Camila, que também têm uma filha de 6 anos, já acolheram cinco meninas, com idades entre 3 meses e 13 anos. A experiência com bebês começou logo após a capacitação, quando o casal foi perguntado sobre o perfil de criança que gostaria de receber. Pela rotina da família, escolheram a faixa de 0 a 4 anos. No final da última aula, surgiu o convite para acolher uma bebê de quase 3 meses, que estava em um abrigo de Jundiaí e precisava de cuidados especiais por estar abaixo do peso e da altura e já ter passado por uma internação. “Do dia para a noite, nossa vida mudou para melhor e o quartinho da ‘bagunça’ se transformou no quartinho do bebê”, recorda Camila. Com a ajuda da mãe e das tias, a família conseguiu conciliar o trabalho e os cuidados com as crianças.

Outra história que mostra a força desse vínculo é a de Santiago Vanderlei Prata e Alessandra da Silva Prata. O casal conheceu o Serviço de Acolhimento Familiar no início deste ano, quando Alessandra trabalhava em uma escola cuja proprietária já participava do serviço. A possibilidade de uma das alunas precisar ser acolhida despertou no casal o desejo de também contribuir. Quando souberam que um bebê precisava de uma família, não tiveram dúvidas. “Sempre gostamos de crianças. Pensamos: por que não um bebê? Ele precisava de ajuda e estamos no serviço para ajudar”, conta Alessandra. Assim chegou o bebê, hoje com 11 meses, que enfrentou alguns problemas de saúde no início do acolhimento, mas logo conquistou a família.

A rotina dele trouxe para a casa de Santiago e Alessandra uma sequência de descobertas. “Um bebê em casa é maravilhoso. Enche a casa de alegria e fofura. Ver cada evolução dele, sentar, engatinhar, a primeira comidinha, andar, falar… É uma alegria sem igual cada etapa de aprendizado dele”, relata Alessandra. Para Renato e Camila, a sensação é semelhante. “Não tem como explicar a alegria de receber um bebê em casa e ajudar no seu desenvolvimento. Acompanhar cada primeira vez, primeira cólica, primeiro dentinho, papinha…”, contam. São experiências diferentes, vividas por famílias diferentes, mas que se encontram em um mesmo propósito: oferecer a uma criança um ambiente seguro e afetuoso durante um período importante de sua vida.

Para Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, receber uma criança pequena é uma responsabilidade que também pode ser marcada por momentos de muita alegria. “É muito especial poder acolher uma criança nos primeiros anos de vida, justamente quando ela mais precisa de cuidados, de colo, de atenção e de alguém que esteja disponível para ela. É uma oportunidade de oferecer segurança e afeto em um momento delicado, sabendo que esse cuidado pode fazer diferença para toda a vida dessa criança”, afirma.

O acolhimento, porém, é temporário e não deve ser confundido com adoção. A criança permanece com a família acolhedora enquanto sua situação é acompanhada pela rede de proteção, podendo retornar à família de origem ou, quando isso não for possível, seguir para uma família adotiva. Durante todo o processo, a Casa da Criança oferece acompanhamento técnico e psicológico à família.

No fim, cada acolhimento deixa marcas em todos os envolvidos. Para as famílias, ficam as lembranças de uma criança que chegou precisando de cuidado e que, aos poucos, voltou a sorrir, brincar e descobrir o mundo. Para a criança, fica a experiência de ter encontrado, naquele momento, um colo disponível e um lugar onde pôde se sentir protegida. “Vem ser família com a gente porque é gratificante olhar como a criança chegou, como se desenvolveu e como a enviamos para sua família para sempre”, resume Renato. Alessandra também faz um convite a quem pensa em participar: “Se cada família fizer um pouquinho na vida de uma criança que está nesse processo, fará a diferença na vida dela mais no futuro”. O Serviço de Acolhimento Familiar mostra, assim, que acolher pode ser temporário, mas o cuidado, o afeto e as experiências construídas podem acompanhar uma criança por toda a vida.

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Novas oficinas culturais do Janela Aberta

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Anélio Zanuchi está com inscrições abertas para novas oficinas culturais do projeto Janela Aberta. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e em conjunto com a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), a instituição passa a oferecer atividades de Hip Hop, Balé e Sapateado, ampliando as oportunidades de acesso à cultura, à dança e à convivência para crianças, adolescentes e jovens.

A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, instituída pela Lei nº 14.399/2022, é uma política pública federal que prevê recursos para o desenvolvimento de ações e projetos culturais em todo o país. A iniciativa busca fortalecer o setor cultural e ampliar o acesso da população a atividades e manifestações artísticas.

Para a Casa da Criança, a parceria representa um novo momento. Por dois anos consecutivos, a instituição recebeu o Prêmio Aldir Blanc como Ponto de Cultura, em reconhecimento à sua atuação. Agora, a instituição avançou para uma nova etapa, com a execução de um projeto que levará novas oficinas culturais ao Janela Aberta.

Com a iniciativa, o Janela Aberta amplia seu leque de atividades e fortalece sua proposta de oferecer espaços de convivência, aprendizado, expressão e desenvolvimento por meio da cultura. As oficinas de Hip Hop, Balé e Sapateado chegam como novas oportunidades para que crianças, adolescentes e jovens possam descobrir talentos, desenvolver habilidades e vivenciar a dança em um ambiente de integração e participação.

Segundo Lidiane Recco, coordenadora do Janela Aberta, a iniciativa é especialmente importante pela relação que a instituição mantém com a comunidade. “Para nós, isso é muito importante, porque a comunidade é muito grande e somos um ponto de referência. Temos público para desenvolver essas oficinas aqui nas imediações do Jardim América”, destaca.

E o projeto não para por aí. Em breve, a Casa da Criança também planeja oferecer oficinas de circo, violão e flauta, ampliando ainda mais as possibilidades de participação em atividades culturais. As novas oficinas são destinadas tanto às crianças atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da instituição quanto a crianças, adolescentes e jovens da comunidade.

As oficinas serão realizadas na sede da Casa da Criança, situada à Rua Campos Salles, 2188, Jardim América II, em Valinhos. As inscrições devem ser feitas pelo WhatsApp (19) 98367-0129.

Confira as oficinas:

Hip Hop

  • Público: 6 a 12 anos – manhã; 6 a 15 anos – tarde
  • Quarta-feira: das 9h às 10h
  • Quinta-feira: das 14h às 15h

Balé

  • Público: 6 a 12 anos
  • Terça-feira: das 11h às 12h
  • Quinta-feira: das 15h às 16h

Sapateado

  • Público: 6 a 12 anos
  • Terça-feira: das 10h às 11h e das 15h às 16h.
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Almoço Árabe une gastronomia e solidariedade

Um almoço especial, preparado para reunir pessoas queridas em torno da mesa e, ao mesmo tempo, contribuir para uma causa que transforma vidas. Essa é a proposta do tradicional Almoço Árabe da Casa, promovido pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi. O evento será realizado no dia 18 de outubro (domingo) e convida famílias e amigos a desfrutarem de uma experiência gastronômica inspirada nos sabores e na tradição da culinária árabe, enquanto colaboram com os projetos sociais da instituição.

A tradição árabe de compartilhar alimentos e celebrar a convivência está presente em cada detalhe do cardápio, preparado com dedicação pelos voluntários da Casa. Entre as opções estão coalhada seca, homus, babaganoush, tabule, kibe assado vegetariano, kaftas grelhadas, arroz com lentilhas e cebola caramelizada, pães sírios fresquinhos e manjar árabe de sobremesa. Cada prato foi pensado para proporcionar uma refeição completa e generosa, com porção para duas pessoas.

Participar do Almoço Árabe da Casa é uma maneira saborosa de reunir quem você gosta e, ao mesmo tempo, uma ação que faz a diferença na vida de muitas crianças e adolescentes. Para Adriana Simões, coordenadora do Serviço de Acolhimento Institucional (SAICA) da Casa da Criança, representa uma oportunidade de aproximar a comunidade do trabalho desenvolvido pela instituição e, principalmente, de contribuir para a continuidade dos atendimentos oferecidos pela instituição. “Cada pessoa que participa está contribuindo diretamente para que nossos projetos continuem acontecendo. É uma forma simples e muito especial de ajudar: reunir a família, saborear uma boa refeição e, ao mesmo tempo, fazer o bem. Contamos com a colaboração da comunidade para que o Almoço Árabe seja novamente um sucesso e para que possamos continuar transformando vidas”, destaca Adriana.

Toda a renda obtida será destinada à manutenção dos três programas sociais desenvolvidos pela Casa da Criança, contribuindo para o atendimento de crianças e adolescentes acompanhados pela instituição. Os pratos que eventualmente não forem retirados no período previsto serão encaminhados para doação, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa solidária.

As reservas já estão abertas. O prato, com quantidade suficiente para duas pessoas, custa R$ 95, e a retirada será realizada em sistema drive-thru, no dia 18 de outubro, das 12h às 14h, na sede da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, localizada na Rua Campos Salles, 2.188 – Jardim América II – Valinhos-SP. Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

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Contas aprovadas e compromisso com transparência e responsabilidade

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi realizou no último dia 3 de setembro na sede da instituição um encontro com funcionários, convidados e autoridades locais para apresentar o resultado da auditoria independente das demonstrações financeiras da instituição referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

O encontro, que contou com um café da manhã, teve como objetivo compartilhar com a comunidade, parceiros, doadores e veículos de comunicação informações sobre a gestão financeira e social da Casa da Criança, reforçando o compromisso da instituição com a transparência, a responsabilidade e a correta aplicação dos recursos destinados às suas atividades.

O prefeito de Valinhos, Franklin Duarte de Lima (PL), esteve presente e fez questão de enaltecer a Casa da Criança. “O selo que a Casa da Criança conquista hoje é um selo de confiabilidade fiscal, contábil e financeira. Esses números trazem uma confiança muito grande aos parceiros que estão aqui e aos que estão por vir. O passo que a Casa da Criança dá hoje é enorme e, eu como prefeito, venho aqui agradecer. Hoje não é a Prefeitura que ajuda a entidade. É a Casa da Criança que ajuda a Prefeitura”, salientou.

Franklin também mencionou a estreita relação que possui com a Casa da Criança. “Desde os meus 15 anos, eu já ouvia falar da Casa da Criança, participava das festas, gincanas e ceias de Natal quando eu não tinha o que comer. Mas foi em 2006 que comecei a acompanhar de perto quando aqui trabalhava e fazíamos de tudo. Graças ao esforço de todos vocês, funcionários e voluntários, amparados pelo nosso querido Anélio (Anélio Zanuchi, fundador da Casa, falecido em 2024), a Casa da Criança é atualmente referência no Terceiro Setor”.

Para a coordenadora do SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional) da Casa da Criança, Adriana Simões, o resultado é motivo de satisfação e demonstra o empenho de toda a equipe. “Hoje não apresentamos só números e dados, prestamos contas de compromissos assumidos, vidas acolhidas e direitos garantidos. Estamos aqui para celebrar a transparência e o impacto desse trabalho. Nossas demonstrações financeiras foram submetidas a auditoria independente e aprovadas sem ressalvas. Esse parecer confirma a excelência de nossa gestão e a aplicação correta de cada centavo”, avalia, acrescentando que “esse resultado representa a garantia de que nossas crianças e adolescentes continuam recebendo proteção integral, acolhimento digno, alimentação de qualidade e acompanhamento técnico especializado.”

No ano passado, a instituição recebeu no acolhimento institucional 40 crianças, que passavam por situações difíceis e que precisavam temporariamente ficar afastadas do contato com a família. Destas, 17 deixaram o abrigo, seja pra voltar para sua casa, seja pra ir pra família extensa (parentes) ou para processo de adoção.  “Nessa hora entra o desapego e ele só é possível por amor. Não existe outra lógica. A gente sabe que o tempo da gente é breve e tem que ser breve o tempo da criança em acolhimento. Por mais afeto, amor e carinho que a gente dá, a criança precisa de uma família”, destacou Adriana Simões.

Gustavo Toniatti, vice-presidente da Casa da Criança, ressaltou o trabalho em equipe como justificativa para o todo o reconhecimento. “Quando assumi após o falecimento do Anélio, meu desafio era manter o legado que ele deixou. Só estamos conseguindo isso devido ao trabalho de todos os funcionários e voluntários. Nosso desafio hoje é fazer as oficinas e a república. Muita coisa boa ainda está por vir e só será possível com a colaboração de todos. Só temos a agradecer.”

As demonstrações financeiras foram auditadas pela Simionato Auditores Independentes, empresa criada há mais de 30 anos e atualmente firma-membro independente da MSI Global Alliance. A auditoria utiliza procedimentos metodológicos e regulamentados para verificar se os registros contábeis e as demonstrações financeiras estão de acordo com as normas contábeis aceitas no Brasil e, quando aplicável, com padrões internacionais, como o IFRS. As contas auditadas e aprovadas estão disponíveis para consulta no site da instituição: casadacriancadevalinhos.org.br, clicando na aba “Transparência”.

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Treinamento de primeiros socorros para famílias acolhedoras

O Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi promoveu nesta semana um treinamento de primeiros socorros voltado às famílias cadastradas no serviço. A capacitação teve como objetivo ampliar a preparação dos integrantes das famílias acolhedoras, que atuam diariamente, especialmente com bebês e crianças pequenas.

Ministrado por Glauco Ceranto, enfermeiro da Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde de Valinhos, o encontro abordou situações de emergência que podem acontecer no ambiente doméstico e orientou os participantes sobre como agir até a chegada de uma equipe especializada. Convulsões, desmaios, alterações no nível de consciência, cuidados com as vias aéreas, posições de recuperação e prevenção da broncoaspiração foram alguns assuntos abordados. “O convite surgiu da Casa da Criança justamente por termos muitas crianças e bebês que ficam com as famílias. A ideia foi trabalhar como agir, como acionar o socorro, a segurança da cena e a segurança do próprio socorrista”, explicou Glauco.

Um dos principais temas foi a obstrução das vias aéreas por corpo estranho, conhecida como engasgo. Os participantes aprenderam procedimentos para atender adultos, crianças e recém-nascidos, além da técnica de autodesengasgo para situações em que a própria pessoa esteja sozinha. A orientação também reforçou a importância de manter a calma, pedir ajuda e acionar corretamente os serviços de emergência. Durante a capacitação, foram apresentados os números 190, da Polícia Militar; 192, do SAMU; 193, do Corpo de Bombeiros; 153, da Guarda Municipal; e 199, da Defesa Civil.

Segundo Glauco, o treinamento também contribui para fortalecer uma verdadeira cultura de segurança entre as famílias acolhedoras. “Se o casal que participou do treinamento tiver uma situação em que um deles convulsione, por exemplo, é importante que o outro saiba colocar a pessoa na posição correta, cuidar da respiração e evitar a broncoaspiração até a chegada do resgate. É uma cultura de segurança”, destacou. A participação das famílias foi considerada exemplar pelo profissional, que ressaltou a responsabilidade envolvida no acolhimento temporário de crianças e adolescentes.

Para Camila Forster, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, a capacitação representa uma importante forma de fortalecer a preparação das famílias e a segurança das crianças durante o período de acolhimento. “O treinamento que a gente ofereceu para as famílias acolhedoras é de extrema importância. A gente tem uma responsabilidade muito grande ao acolher as crianças. E poder capacitar as famílias, deixá-las mais seguras também para receber as crianças é da nossa responsabilidade”, destacou.

Segundo ela, a parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o envolvimento das famílias tornam a iniciativa ainda mais significativa. “Fiquei muito feliz com essa parceria, muito feliz de proporcionar isso para as famílias e de as famílias acolhedoras entenderem a importância de estarem capacitadas, aptas para qualquer adversidade que possa acontecer durante o acolhimento”, completou.

A capacitação terá uma segunda etapa, quando serão abordados outros temas importantes, como traumas e quedas, reanimação cardiopulmonar e queimaduras. Foi trabalhado o conceito de “hands only”, ou “somente as mãos”, que orienta a realização de procedimentos básicos utilizando os próprios recursos disponíveis, especialmente as mãos, enquanto o socorro profissional não chega. “Dificilmente você vai ter um equipamento em casa. Então, é preciso saber como proteger, cuidar e manter esse paciente viável até a chegada de um profissional ou do resgate”, explicou Glauco.

Mais do que ensinar procedimentos, a iniciativa busca oferecer às famílias acolhedoras conhecimento e segurança para lidar com situações inesperadas. O aprendizado adquirido pode fazer a diferença nos primeiros minutos de uma emergência, garantindo que a criança ou o adolescente receba os cuidados adequados enquanto aguarda a chegada do atendimento especializado. Para o Serviço de Acolhimento Familiar, investir na formação das famílias significa também fortalecer a proteção, o cuidado e a qualidade do acolhimento oferecido durante todo o período em que a criança permanece sob seus cuidados.

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Festa da Cultura Brasileira reúne crianças, famílias e convidados

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi realizou no último dia 29 de agosto a Festa da Cultura Brasileira, um encontro preparado especialmente para as crianças atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, suas famílias e convidados. O evento foi realizado na quadra da instituição, em um momento de integração, convivência e valorização da cultura brasileira.

 

A programação teve início com um café da manhã cultural, preparado para receber as famílias em um ambiente de acolhimento e confraternização. Além das comidas e bebidas, o encontro contou com atividades artísticas e culturais, proporcionando às crianças e aos convidados a oportunidade de vivenciar diferentes manifestações da cultura brasileira.

 

Entre os destaques, as apresentações do grupo de hip-hop e de capoeira, duas atividades que fazem parte da proposta de desenvolvimento e convivência oferecida pela instituição. Por meio da dança, do movimento e da expressão corporal, as crianças e adolescentes têm contato com diferentes formas de manifestação cultural, ao mesmo tempo em que fortalecem valores como respeito, disciplina, criatividade e trabalho em equipe.

 

Para Lidiane Recco, coordenadora do Janela Aberta, a Festa da Cultura Brasileira já se tornou uma tradição dentro do Serviço de Convivência e representa uma oportunidade de trabalhar aspectos importantes para a formação das crianças e adolescentes. “É uma festa tradicional dentro do Serviço de Convivência, do Janela Aberta, porque é uma oportunidade de valorizar as nossas raízes, a nossa diversidade e também fazer com que isso faça parte da nossa identidade”, destaca.

 

Segundo Lidiane, o encontro também tem um significado especial para as famílias, justamente por proporcionar experiências que ajudam a fortalecer vínculos e o sentimento de pertencimento. “É uma festa importante para as famílias, porque traz essa vivência e fortalece vínculos, fortalece a nossa cultura, até mesmo para que eles reconheçam a nossa cultura e possam ter pertencimento. É uma coisa muito afetiva e significativa que a gente faz para as famílias das crianças que a gente atende”, afirma.

 

Durante a festa, os participantes também puderam conferir uma exposição com trabalhos e atividades desenvolvidos pelas crianças ao longo das ações do Serviço de Convivência. Entre os materiais estavam produções relacionadas à temática da Copa do Mundo, além de outras atividades que abordaram diferentes aspectos da cultura brasileira e estimularam a criatividade e a participação dos atendidos.

 

A Festa da Cultura Brasileira não foi aberta ao público em geral, mas organizada para que as crianças possam compartilhar esse momento especial. A proposta é aproximar famílias, amigos e convidados do trabalho desenvolvido pela Casa da Criança, celebrando, por meio da convivência e da cultura, os talentos, aprendizados e experiências construídos pelas crianças e adolescentes ao longo das atividades.

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Judô promove disciplina e respeito entre crianças e adolescentes

Mais do que uma atividade esportiva, a oficina de judô da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi nasceu com a proposta de contribuir para a formação de crianças e adolescentes por meio de valores como respeito, disciplina, concentração, autoestima e trabalho em equipe. As aulas são conduzidas por um dos voluntários da instituição, o professor Raphael Mota Salustiano, de 43 anos, que encontrou no judô, há cerca de 14 anos, não apenas uma modalidade esportiva, mas uma filosofia de vida. “O judô entra na minha vida como uma forma de me centrar no mundo, de me trazer equilíbrio e paz. Ele simboliza para mim um caminho suave, um norte para seguir vivendo e construindo o meu legado”, explica.

Morador da região do Jardim São Vicente, na divisa entre Campinas e Valinhos, Raphael decidiu levar para a Casa da Criança os ensinamentos que recebeu ao longo de sua trajetória. Em sua formação, destaca a importância dos senseis Alessandro Shiroma, Júnior Tavares e Breno Gonçalves, seu atual professor. A escolha da instituição também tem um significado especial: a Casa da Criança faz parte do território onde ele viveu e construiu sua história. “Eu escolho um lugar que está próximo da minha comunidade para devolver toda a filosofia de vida que o judô me trouxe”, conta. O professor já havia desenvolvido outras atividades na instituição e conhecia o trabalho realizado com crianças e adolescentes.

Para Raphael, a filosofia do judô e a missão da Casa da Criança têm uma importante conexão. “O que me chama a atenção no trabalho desenvolvido na Casa é essa confluência de acreditar na transformação da sociedade e de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. Isso também está muito presente na filosofia do judô”, afirma. Durante as aulas, realizadas às sextas-feiras, das 15h às 16h, ele já percebe mudanças na convivência entre os participantes, mesmo com o projeto ainda em seu início. Segundo o professor, confiança, disciplina, respeito aos colegas, ao sensei e às regras começam a fazer parte da rotina do dojô, fortalecendo também os vínculos entre as crianças e adolescentes.

A prática também pode contribuir diretamente para a autoestima e o amadurecimento dos participantes. Para Raphael, a vivência cotidiana dos princípios do judô ajuda cada criança a reconhecer seu próprio potencial e, ao mesmo tempo, compreender a importância do outro. “Embora o judô seja considerado uma arte individual, para mim ele é o esporte individual mais coletivo que existe, porque dependemos do outro para aprender, nos desafiar e trocar conhecimentos”, destaca. A experiência compartilhada no dojô estimula o trabalho em equipe e cria oportunidades para que os participantes desenvolvam relações baseadas no respeito, na ética e no afeto.

Os próximos passos da oficina incluem a ampliação do espaço de treinamento, com a aquisição de novas peças de tatame, o que permitirá atender um número maior de participantes. Também está sendo buscada a doação de kimonos, ou judoguis, para que as crianças possam participar de festivais e outros eventos da modalidade. O projeto prevê ainda a realização das graduações de acordo com a evolução dos alunos e, futuramente, a possibilidade de participação em competições. “Seria muito importante que eles participassem de festivais e, quem sabe um dia, de algumas competições”, afirma Raphael.

Mais do que formar atletas, o professor espera que a oficina ajude a formar pessoas capazes de conduzir a própria história. Para ele, a verdadeira transformação promovida pelo esporte começa dentro de cada indivíduo e pode se refletir na sociedade. “Eu espero ver essas crianças e esses adolescentes protagonistas de sua vida, protagonistas de sua história, construindo uma história bonita, uma história de vitória”, resume. Assim, entre quedas, aprendizados, movimentos e desafios, o judô chega à Casa da Criança como uma ferramenta de desenvolvimento e, sobretudo, como um caminho para fortalecer valores que podem acompanhar os participantes muito além do tatame.

Lidiane Recco, coordenadora do Janela Aberta, não esconde a satisfação em poder oferecer mais esta oficina aos assistidos da Casa da Criança. “É a primeira vez que temos o judô entre nossas atividades. O trabalho que o Rapha desenvolve dentro deste projeto vai ajudar muito no desenvolvimento de nossas crianças e adolescentes. Trata-se de mais uma oportunidade de aprendizado que pode ser aplicada no dia a dia deles. Estamos muito felizes”, afirma Lidiane. Ainda existem vagas aos interessados, que podem fazer a inscrição entrando em contato com a Casa da Criança, através do número (19) 3869-5654.

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Agosto Lilás é tema relevante entre crianças e adolescentes do Janela Aberta

No ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, o projeto Janela Aberta, da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, reforça seu compromisso com a formação cidadã e desenvolver uma programação dedicada ao Agosto Lilás. A campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher será trabalhada ao longo do mês por meio de atividades educativas, rodas de conversa e ações artísticas que incentivam, desde a infância, valores como respeito, igualdade e empatia.

A proposta é abordar o tema de relevância social de forma adaptada à faixa etária dos participantes, despertando a reflexão sobre a importância de construir relações saudáveis e livres de qualquer tipo de violência. Para isso, os educadores da instituição prepararam um cronograma que inclui conversas sobre o significado do Agosto Lilás, exibição de vídeos educativos e momentos de diálogo para que crianças e adolescentes compreendam, de maneira acessível, por que o respeito às mulheres deve ser praticado diariamente e como cada pessoa pode contribuir para uma sociedade mais justa e acolhedora.

Entre as atividades programadas está a confecção de pulseiras e a personalização de lápis e mensagens de conscientização. Para os educadores, a ideia é que os materiais produzidos pelos próprios participantes simbolizem a conscientização, o compromisso com a valorização das mulheres e a promoção da cultura da paz. Além do caráter criativo, as oficinas permitem que o tema seja trabalhado de forma leve e significativa, favorecendo o aprendizado por meio da arte e da participação coletiva.

Outra ação prevista é a construção da “Árvore do Respeito e do Afeto”, uma atividade artística e colaborativa que representará o crescimento de uma cultura baseada na empatia e no respeito. Cada folha lilás receberá uma mensagem positiva dedicada às mulheres, formando um painel coletivo que simboliza a importância de cultivar atitudes de acolhimento, igualdade e não violência desde a infância.

Para a assistente social da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, Gabriela Silva dos Santos Gonçalves, trabalhar o tema desde cedo é uma forma de prevenir a violência e formar cidadãos mais conscientes. “Acreditamos que abordar esses temas desde a infância contribui para a formação de cidadãos capazes de construir relações baseadas no diálogo, no respeito e não na violência. Também é uma oportunidade de fortalecer o conhecimento sobre os direitos e incentivar que crianças e adolescentes saibam identificar situações de violência e buscar ajuda quando necessário”, destaca.

Mais do que apresentar informações sobre a campanha, o objetivo do Janela Aberta é contribuir para a formação de pessoas conscientes de seus direitos e deveres. Ao trabalhar o Agosto Lilás com crianças e adolescentes, a instituição acredita que o combate à violência contra a mulher começa também pela educação, fortalecendo valores que acompanham os participantes ao longo da vida e ajudam a construir uma sociedade mais respeitosa, segura e igualitária para todos.

O que é o Agosto Lilás?

O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, criada para ampliar o conhecimento da sociedade sobre os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e incentivar a prevenção, o acolhimento às vítimas e a denúncia dos casos. A campanha foi escolhida para o mês de agosto por marcar a sanção da Lei Maria da Penha.

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Volta às aulas representa recomeço e esperança para crianças e adolescentes

O retorno às aulas marca o início de um novo semestre letivo para milhares de estudantes, mas para as crianças e adolescentes acolhidos pela Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi esse momento ganha um significado ainda mais especial. Além da retomada da rotina escolar, o período representa uma oportunidade de renovação, fortalecimento da autoestima e construção de novos projetos de vida. Com acompanhamento permanente da equipe técnica, educadores e psicólogos trabalham para que cada acolhido vivencie esse recomeço com segurança, acolhimento e confiança.

Segundo Gabriel de Sousa Vieira, psicólogo da instituição há seis anos e coordenador da segunda unidade do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA II), o início das aulas desperta diferentes emoções nos acolhidos. “É realmente um momento de recomeço, mas também de inseguranças. Nossa equipe acolhe cada criança e adolescente de forma individualizada, oferecendo apoio emocional, incentivo e segurança para que iniciem o semestre com confiança, fortalecendo a autoestima e valorizando suas conquistas”, afirma. Ele explica ainda que a instituição mantém diálogo constante com as escolas para que as equipes pedagógicas compreendam o momento vivido pelos estudantes, garantindo que sejam acolhidos com respeito e igualdade.

Mais do que um ambiente de aprendizagem, a escola representa um espaço de proteção, convivência e desenvolvimento. É nela que crianças e adolescentes ampliam horizontes, descobrem habilidades e começam a desenhar seus próprios sonhos. “A escola ajuda nossas crianças e adolescentes a desenvolverem autonomia, descobrirem talentos e acreditarem que podem construir um futuro com novas possibilidades e projetos de vida. A interação com outros alunos promove habilidades sociais fundamentais, especialmente para aqueles que vivenciaram situações de violação de direitos. Além disso, a escola também é um espaço de proteção, contribuindo para que novas situações de risco não ocorram”, destaca Gabriel.

O trabalho desenvolvido pela Casa da Criança busca mostrar aos acolhidos que suas histórias não precisam determinar o futuro. Por meio do acompanhamento psicológico, das atividades socioeducativas e do fortalecimento dos vínculos, a equipe incentiva cada criança e adolescente a acreditar em seu potencial e construir novos caminhos. “Nossos educadores e psicólogos trabalham diariamente para fortalecer os vínculos, reconhecer as potencialidades de cada acolhido e mostrar que o passado não define o futuro. É comum que eles tentem reproduzir as histórias e os traumas vividos, por isso é fundamental apresentar outras possibilidades para que possam trilhar um caminho diferente”, explica o coordenador.

Outro aspecto essencial desse processo é o fortalecimento da rede de apoio. Sempre que possível, a instituição desenvolve um trabalho junto às famílias para que elas se tornem parceiras na construção do projeto de vida dos filhos, incentivando relações mais saudáveis e acolhedoras. Quando esse vínculo familiar não está presente, a equipe busca fortalecer outras referências positivas, como profissionais da rede de proteção e padrinhos afetivos, criando um ambiente seguro e estimulante para o desenvolvimento dos acolhidos.

Para Gabriel, cada início de semestre representa uma nova oportunidade de escrever uma história diferente. “Este é mais um capítulo da história de cada criança e adolescente, que estão no início de suas vidas. Tudo pode mudar. A escola é uma parte essencial desse processo. Basta acreditar e valorizar cada aprendizado, nunca deixando de sonhar. Com dedicação, apoio e perseverança, é possível construir um futuro cheio de oportunidades e realizações”, conclui o psicólogo.

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Cuidado com as crianças não tem um minuto de folga nas férias

Muitas famílias aproveitam o mês de julho para viajar, passear e viver momentos especiais durante as férias escolares, outras incluem o compromisso que vai além do lazer: oferecer amor, proteção e um novo recomeço para crianças que precisaram ser temporariamente afastadas de suas famílias de origem. É nesse cenário que o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Anélio Zanuchi mantém sua missão ininterrupta. Mesmo durante o recesso, a equipe técnica permanece em plantão 24 horas, garantindo apoio permanente às famílias acolhedoras e às crianças atendidas.

Atualmente, o serviço conta com oito famílias acolhedoras, sendo cinco com crianças de zero a um ano e meio de idade. Como detêm a guarda provisória durante o período de acolhimento, essas famílias também podem levar as crianças para passeios e viagens nas férias, proporcionando experiências que fazem parte da infância e fortalecem vínculos afetivos. Antes de cada deslocamento, a equipe técnica é comunicada e continua acompanhando cada caso à distância, por meio de telefone, WhatsApp e do plantão institucional, disponível a qualquer hora do dia ou da noite para atender situações de emergência ou oferecer orientações sempre que necessário.

Esse acompanhamento permanente é um dos diferenciais do programa e transmite segurança para quem acolhe. As famílias sabem que nunca estão sozinhas e que podem contar com profissionais preparados para auxiliá-las em qualquer situação. “O plantão funciona 24 horas porque entendemos que o acolhimento não tem hora para acontecer. Estamos sempre disponíveis para orientar, acolher e dar o suporte necessário às famílias. Isso traz tranquilidade para quem está cuidando e garante que a criança continue recebendo toda a proteção de que precisa”, destaca a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, Camila Forster.

Mais do que um serviço de proteção, o Acolhimento Familiar é uma oportunidade de transformar vidas. Em vez de permanecerem na instituição, crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias encontram um lar, uma rotina, carinho, cuidado e a experiência de viver em um ambiente familiar enquanto a Justiça trabalha para definir seu futuro.

Durante todo esse período, as famílias acolhedoras recebem acompanhamento constante de assistentes sociais e psicólogos, além de capacitação e um subsídio financeiro destinado a auxiliar nas despesas e demais necessidades da criança. O benefício representa um apoio para que o acolhimento aconteça com tranquilidade, mas o principal requisito continua sendo a disposição de oferecer tempo, dedicação e afeto.

Nos últimos meses, o Serviço de Acolhimento Familiar tem conquistado novos apoiadores graças ao trabalho contínuo de divulgação. Reportagens, campanhas em outdoors, redes sociais, palestras em empresas e escolas.  Os interessados relatam que foram impactados com histórias de crianças acolhidas, o que motivou a procura pela Casa da Criança para participar ativamente como Famílias Acolhedoras.

“Nosso maior desafio é fazer com que a população conheça o Serviço de Acolhimento Familiar. Quando percebemos que as campanhas despertam o interesse das pessoas e conseguimos ampliar o perfil das famílias acolhedoras, temos a certeza de que estamos construindo uma rede de proteção cada vez mais forte. Cada nova família representa uma nova possibilidade de cuidado, de afeto e de esperança para uma criança”, afirma Camila.

Guiado pelos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança acredita que toda criança merece crescer cercada de carinho, respeito e oportunidades. Tornar-se uma família acolhedora não significa substituir a família de origem, mas oferecer um porto seguro durante um momento delicado da vida de uma criança. É um gesto temporário, mas que deixa marcas permanentes de amor, proteção e dignidade. E, para muitas crianças, esse cuidado pode representar o primeiro passo para a reconstrução de sua história.

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