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Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos

Família Acolhedora realiza encontro especial com crianças e famílias do serviço de acolhimento

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, promoveu recentemente mais uma edição do Grupo de Crianças, uma atividade especialmente planejada para proporcionar momentos de integração, afeto e diversão às crianças acolhidas.

O encontro teve como principal objetivo oferecer um espaço seguro e acolhedor onde as crianças pudessem brincar, expressar sentimentos e, principalmente, se reconhecer em histórias semelhantes às suas. Por meio de atividades lúdicas, o grupo estimula a construção de vínculos e a elaboração emocional das experiências vividas pelas crianças durante o processo de acolhimento.

Este ano, o grupo contou com a participação especial de algumas famílias acolhedoras, que contribuíram para uma etapa importante da construção do álbum “Fazendo Minha História”, uma ferramenta fundamental no processo de acolhimento. A presença das famílias fortaleceu os laços afetivos e ampliou o sentimento de pertencimento e cuidado, essenciais para o desenvolvimento emocional das crianças.

A atividade foi conduzida de forma leve e divertida, tornando-se um momento significativo para ser guardado na memória das crianças, e também dos adultos envolvidos.

“O álbum Fazendo Minha História é uma ferramenta metodológica muito especial, pois é um momento de conexão entre acolhido e Família Acolhedora, um momento no qual a criança coloca no concreto sua história, registrando aquilo que faz sentido para ela”, avalia Camila Forster, psicóloga social da Casa da Criança. “Ser família acolhedora é ter esperança, é mudar histórias”, acrescenta uma das famílias presentes no encontro.

O que é o álbum “Fazendo Minha História”?

O álbum “Fazendo Minha História” é uma ferramenta terapêutica e pedagógica utilizada tanto no serviço de acolhimento familiar quanto no institucional, com o objetivo de ajudar crianças e adolescentes a reconstruírem sua narrativa de vida durante o período em que estão afastadas de suas famílias de origem.

Ao longo do acolhimento, o álbum é construído com a criança, reunindo registros de momentos importantes, fotografias, desenhos, relatos e memórias significativas. Mais do que um simples álbum de recordações, ele serve como instrumento para a valorização da identidade da criança, permitindo que ela compreenda melhor sua trajetória e fortaleça sua autoestima.

Essa ferramenta faz parte da metodologia desenvolvida pelo Instituto Fazendo História e é amplamente utilizada em serviços de acolhimento em todo o Brasil. No caso da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o álbum integra as ações do programa Família Acolhedora, sendo trabalhado com o apoio das famílias acolhedoras e da equipe técnica do serviço.

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“Brincar é coisa séria” diverte e educa crianças do Projeto Janela Aberta

Pensa em uma temática obrigatória, sim, sob o lema “Brincar é coisa séria”, o Janela Aberta prioriza o brincar como uma ferramenta fundamental no desenvolvimento infantil, com foco no estimulo à criatividade, ao convívio social e ao aprendizado por meio de experiências lúdicas. Durante o mês de julho, a Casa da Criança de Valinhos garante ações especiais no projeto, com o objetivo de tornar as atividades das crianças ainda mais divertidas, educativas e significativas.

A programação deste mês segue criativa, com destaque para as gincanas, jogos de tabuleiro, batalha naval e um animado quiz temático sobre filmes. Uma das atividades mais aguardadas é a sessão de cinema com o filme UP – Altas Aventuras, que será seguida de uma conversa especial sobre o Dia do Amigo, reforçando valores como empatia, afeto e companheirismo. Ainda neste clima de diversão, o Dia da Pipa e um passeio com brincadeiras na praça do bairro prometem momentos de alegria ao ar livre.

Além das brincadeiras, a instituição explica que promove atrações que estimulam o trabalho em grupo e a cooperação, fortalecendo vínculos e aprendendo a lidar com desafios coletivos de forma saudável. As ações foram pensadas para integrar diferentes faixas etárias e promover o respeito mútuo, tornando cada momento das férias uma oportunidade de crescimento e troca.

Um dos destaques da programação são as atividades de leitura e pesquisa sobre Mulheres Negras que inspira, que traz à tona histórias de resistência, coragem e representatividade. Para Lidiane Recco, coordenadora do projeto Janela Aberta, da Casa da Criança de Valinhos, “brincar é coisa séria, porque é na brincadeira que a criança aprende, se expressa e constrói vínculos com o mundo ao seu redor”.

Lidiane lembra que o direito ao brincar é garantido por lei e está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura à criança o direito à liberdade, ao brincar e à convivência familiar e comunitária. “Todas as atividades são pensadas com muito estudo, estratégia e carinho para proporcionar momentos de diversão, aprendizado e fortalecimento de vínculos afetivos e sociais.”

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Voluntários mobilizam famílias para oferecer experiências e afeto a acolhidos

No mês em que se celebra o Dia da Caridade (19 de julho), a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos dá visibilidade a uma ação voluntária que vem impactando a vida de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional. Um grupo de famílias, coordenado pelo economista Fernando Kuzuhara, dedica parte do tempo livre para proporcionar momentos de lazer e convivência às crianças atendidas pela instituição — uma atuação silenciosa, comprometida e transformadora.

A ação não configura apadrinhamento afetivo. O foco está em garantir passeios, vivências culturais e memórias positivas que contribuem para a formação do repertório emocional e social dos acolhidos. “Nossa intenção é oferecer a elas as oportunidades e experiências que também garantimos aos nossos filhos. Acreditamos no poder do afeto e da convivência para fortalecer vínculos e construir um olhar mais empático sobre o mundo”, explica Fernando.

Despertar para acolher e interagir

A ideia surgiu da vontade do próprio voluntário de aproximar sua filha de outras realidades sociais. “Eu queria que ela se envolvesse verdadeiramente, que entendesse que todos podemos nos apoiar e interagir. Com o tempo, percebi que era preciso ampliar e garantir a continuidade do trabalho, e, então, mobilizei outros pais da escola dela. Formamos um grupo com mais de dez famílias, com filhos na mesma faixa dos 8 anos”, conta.

O grupo organiza atividades aos finais de semana e feriados, sempre ouvindo as crianças para definir os programas que mais desejam vivenciar. Já foram realizados passeios a parques, cinemas, restaurantes, sessões de boliche, oficinas de Páscoa e Natal, festas de aniversário, datas comemorativas, além de visitas culturais e momentos de brincadeiras livres. “Uma vez alugamos um sítio e fizemos um grande churrasco com a participação das famílias e das crianças acolhidas. Todos saíram tocados por aquela convivência”, relembra.

A iniciativa também valoriza o respeito e o cuidado com a privacidade. “Não perguntamos sobre a história de vida das crianças. Quando elas falam, ouvimos com atenção e acolhimento, mas sabemos que há limites e sigilo. Nunca postamos fotos, não divulgamos nada. Tudo é feito com o acompanhamento e orientação da Casa da Criança, com o compromisso de proteger quem está em processo de superação e reconstrução”, afirma.

Voluntariado – sensibilidade e comprometimento

A coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Adriana Simões, destaca a importância dessa frente de voluntariado no acolhimento institucional. “Esses momentos de convivência e lazer ampliam o olhar das crianças sobre o mundo e sobre si mesmas. São experiências que contribuem para a formação da autoestima, para o senso de pertencimento e para a construção de memórias afetivas. A sensibilidade e o comprometimento dos voluntários fortalecem a missão da instituição e renovam a esperança de um futuro mais justo e amoroso para todos”, afirma Adriana.

O projeto conta com voluntários das mais diversas áreas — bancários, enfermeiras, advogados, arquitetas, empresários — todos movidos pelo desejo de fazer a diferença, mesmo que em pequenos gestos. “É uma atividade leve, acolhedora. Cada um participa conforme a disponibilidade: mensalmente, a cada dois meses ou em datas específicas. O importante é manter o compromisso nos dias agendados e estar presente de verdade”, reforça Fernando.

Fernando acredita que a experiência pode inspirar outras famílias, em Valinhos e em outras cidades. “Não precisa fazer muito. Começar já é um passo imenso. Um passeio por semestre, uma oficina no fim do ano, uma ação conjunta entre vizinhos. O impacto pode ser maior do que se imagina. E estou à disposição para conversar com quem quiser entender melhor como tudo funciona. Podemos fazer disso uma grande corrente do bem, aqui na cidade e quem sabe motivar outras pessoas de qualquer localidade, buscar quem pode precisar deste apoio pelo mundo.”

Serviço:
Interessados em integrar o grupo de voluntários podem entrar em contato diretamente com Fernando Kuzuhara pelo e-mail: fernandomk@hotmail.com.

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Acolhimento Familiar mantém plantão 24hs mesmo no período de férias

A equipe técnica do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos permanece com plantão 24 horas, mesmo no período de férias, dando total suporte às famílias. Julho, mês de recesso escolar, é o período em que as crianças ficam mais próximas das famílias responsáveis, que se organizam em passeios, viagens e muita diversão, fortalecendo ainda mais os vínculos.

O assistente social da Casa da Criança, José Alexandre de Toledo, ressalta que o suporte às famílias do Serviço de Acolhimento jamais é interrompido. “A nossa equipe está sempre à disposição para tirar dúvidas, receber e orientar a todos que nos procurarem. Todos os dias da semana, incluindo sábado, domingo e feriados, 24 horas por dia. Pode ligar de madrugada, se for necessário, que vamos acolher. Lógico, se há alguma impossibilidade de viagens com a família, temos uma rede de apoio, mas a ideia é que haja uma maior aproximação, dentro da mesma família, quando se tem mais tempo de convívio.”

Fortalecimento de Vínculos

O Serviço de Acolhimento Familiar encerrou o primeiro semestre com uma reunião significativa entre a equipe técnica e as famílias acolhedoras. O encontro foi marcado por reflexões profundas, trocas de experiências e, sobretudo, pelo fortalecimento dos vínculos que sustentam o trabalho. A instituição informa que mais do que uma simples reunião, o momento simbolizou o encerramento de ciclos e a abertura de novos caminhos, reafirmando o compromisso coletivo com o cuidado, a proteção e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em situação de acolhimento temporário.

A reunião foi um espaço para avaliar o percurso trilhado até aqui e projetar os próximos passos do serviço. Famílias acolhedoras e equipe técnica se reuniram para repensar estratégias, compartilhar aprendizados e propor melhorias, com o objetivo de tornar o acolhimento cada vez mais efetivo, afetivo e humanizado. Esses encontros tem como objetivo fortalecer a rede de apoio do Serviço de Acolhimento Familiar e evidenciar a importância da escuta ativa e do trabalho em equipe na construção de uma política pública.

“Para ser uma família acolhedora, é preciso deixar o ‘eu’ de lado e se dispor a servir a uma criança em estado de vulnerabilidade. Elas precisam de atenção, dedicação e carinho. Essas crianças conhecem, por meio do acolhimento, uma forma de proteção que jamais imaginariam encontrar em alguém. É doar amor a todo instante”, destacou o assistente social.

O Acolhimento Familiar é uma modalidade que prioriza o ambiente familiar como espaço de proteção, garantindo que crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem tenham a chance de se desenvolver em um lar acolhedor, seguro e afetuoso.

Guiado pelos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o trabalho da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos tem como missão assegurar que cada criança e adolescente tenha seus direitos plenamente garantidos. A atuação conjunta entre a instituição e as famílias acolhedoras reforça a convicção de que o afeto, o compromisso e a dedicação têm o poder de transformar vidas, promovendo não apenas proteção, mas também esperança e dignidade a todos os envolvidos.

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Festa Junina conta com apoio de empresas e condomínios

Junho chegou com alegria e solidariedade na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos! A instituição já está organizando uma programação especial para este mês, repleta de atividades voltadas aos atendidos e à comunidade que apoia essa importante causa. Um dos destaques é a tradicional festa junina, que será realizada no dia 28 de junho, das 9h ao meio-dia, voltada exclusivamente para os participantes do Projeto Janela Aberta – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e seus familiares. A manhã promete ser animada, com apresentações de dança, brincadeiras e, claro, comidas típicas que celebram a cultura e a tradição junina.

“A festa junina da Casa é um momento de união, solidariedade e amor ao próximo. A alegria sempre está presente em cada risada, dança e conversa. É um momento muito gostoso e repleto de cultura, tradição e comidas típicas, tudo feito com muita dedicação e em muitas mãos como tudo que é feito aqui em nossa instituição”, afirma a coordenadora do Janela Aberta, Lidiane Recco, que acrescenta: “o melhor de tudo é o sentimento de comunidade que fica no fim, de união e a alegria no rosto de cada criança e adolescente.”

Além das atividades internas, a Casa da Criança também marcará presença em festas juninas externas, participando com barracas em eventos promovidos por empresas e condomínios parceiros. Essas colaborações solidárias fortalecem o trabalho da instituição e ajudam a ampliar seu alcance e impacto.

Entre os eventos já confirmados, destacam-se os arraiás do Clube Valinhense e de diversos condomínios da região, que gentilmente abriram espaço para a causa. Uma dessas iniciativas parte de um importante condomínio de Campinas, que receberá a Casa com uma barraca especial durante sua festa junina.

“A Casa da Criança, que conheci através de um amigo, começou conosco nesta ideia de fazer as festas juninas. As entidades escolhem o que é melhor pra elas fazerem e a renda é revertida pra elas. Eu entendo que é uma maneira de colaborar com entidades que trabalham em prol das crianças”, avalia Rosane Nadalin Pierro, diretora social de um dos condomínios confirmados com barraca solidária. 

Empresas e condomínios que desejarem participar ou apoiar as ações da Casa da Criança ainda podem entrar em contato pelos telefones (19) 3871-0546 / 3869-5654, pelo WhatsApp (19) 99576-6257. Pequenos gestos geram grandes transformações. Junte-se a essa corrente de solidariedade e faça parte dessa festa de amor e esperança!

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Feijoada da Casa da Criança com amor e solidariedade

Imagine saborear uma feijoada caprichada, feita com ingredientes frescos, temperos caseiros e muito carinho. Agora pense que, ao fazer isso, você também está ajudando dezenas de crianças a terem um futuro melhor. Essa é a proposta da Feijoada da Casa, um evento solidário que vai muito além do sabor.

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos abre nesta semana as encomendas para sua tradicional feijoada beneficente. Cada porção serve duas pessoas e acompanha arroz, couve, farofinha e vinagrete, por apenas R$ 80. A retirada será feita no sistema drive-thru no dia 20 de julho, das 12h às 14h, na Rua Campos Salles, 2188 – Jardim América II. As feijoadas não retiradas no horário serão doadas.

Mas o verdadeiro tempero desse evento é a solidariedade. Ao adquirir a feijoada, você contribui diretamente com os projetos e o cuidado diário oferecido pela instituição, que há 32 anos transforma vidas por meio do acolhimento, educação e afeto.

A cozinha dessa ação é comandada por um time de peso: nutricionista, cozinheiras e voluntários experientes, todos engajados em preparar uma refeição que aquece o corpo e o coração. Além disso, o grupo Margaridas prepara lembrancinhas artesanais com muito amor, que acompanham cada encomenda como um gesto de gratidão.

Para a produção das 450 unidades da feijoada, o evento conta com o apoio da empresa Tonutri, referência em alimentação empresarial na Região Metropolitana de Campinas, e dos Cozinheiros do Bem, grupo de voluntários e colaboradores, que se unem todos os anos para fazer esse projeto acontecer, auxiliando no preparo dos complementos da feijoada e no dia da entrada na montagem dos pratos, juntamente com os voluntários da casa.

Para a coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, Adriana Simões, o evento representa muito mais do que arrecadação de recursos. “A Feijoada da Casa é um momento especial de união e solidariedade. Cada pessoa que participa está contribuindo para que possamos continuar oferecendo cuidado, proteção e oportunidades às crianças e adolescentes atendidos. É emocionante ver como a comunidade se mobiliza, doa seu tempo, talento e carinho. Isso faz toda a diferença.”

“Participar da Feijoada da Casa é mais do que comprar um prato delicioso: é alimentar sonhos, espalhar esperança e mostrar que juntos podemos fazer a diferença”, conclui Adriana Simões.

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Atividades nas férias do Janela Aberta

Durante o mês de julho, a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos promove uma programação especial voltada aos inscritos do Projeto Janela Aberta – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, com atividades que motivam reflexões sobre temas essenciais ao desenvolvimento humano.

Aproveitando as datas comemorativas do mês, a entidade explica que as ações foram planejadas para proporcionar experiências enriquecedoras, abordando questões como cidadania, direitos humanos, diversidade cultural e sustentabilidade. A proposta central é estimular a consciência crítica das crianças e adolescentes, fortalecendo seu senso de pertencimento e responsabilidade com o mundo ao seu redor.

Cidadania, sustentabilidade e direitos humanos

A partir do Dia da Cidadania, celebrado em 1º de julho, o fio condutor das atividades se volta para a construção de uma sociedade mais justa, empática e participativa. A instituição informa que a cidadania é trabalhada não apenas no contexto dos direitos civis e políticos, mas também como uma prática cotidiana que envolve respeito às diferenças, valorização da diversidade e cuidado com o meio ambiente. Assim, os temas abordados ao longo do mês se conectam entre si e ampliam a noção de cidadania para além do conceito tradicional, incluindo a valorização do conhecimento, da cultura, da natureza e das relações humanas.

“Trabalhar temas como cidadania, direitos humanos e sustentabilidade com crianças e adolescentes é fundamental para formar cidadãos conscientes, que entendem seu papel na sociedade e o impacto de suas ações no mundo. Nosso objetivo é oferecer não apenas momentos de lazer durante as férias, mas oportunidades reais de crescimento pessoal, fortalecimento de vínculos e transformação social. Cada atividade é pensada para inspirar, acolher e motivar nossos jovens a construírem um futuro mais justo e solidário”, avalia a coordenadora do Janela Aberta, Lidiane Recco.

As atividades propõem ainda o reconhecimento da importância da juventude como agente de transformação social. Incentivam o desenvolvimento de competências e habilidades que preparam os jovens para os desafios da vida em comunidade, do mercado de trabalho e do exercício da cidadania. O estímulo à leitura, à criatividade, à expressão por meio da música e da escrita, bem como à valorização das identidades culturais, contribui para a construção de uma autoestima saudável e de um olhar mais sensível e engajado com a realidade.

Programação:

Dia 1º de julho – Dia da Cidadania – Atividades e reflexões sobre cidadania, diversidade, direitos humanos e sustentabilidade.

Dia 8 – Dia Nacional da Ciência – Experiências e contextualização histórica e futurista.

Dia 13 – Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente – Atividades lúdicas para ampliar a  compreensão sobre direitos e deveres previstos no ECA.

Dia 13 – Dia Mundial do Rock – Atividades musicais práticas como ferramenta de expressão, identidade e fortalecimento de vínculos sociais.

Dia 15 – Dia Mundial das Competências dos Jovens – Atividades dinâmicas de reconhecimento à importância da capacitação de jovens para o universo do trabalho, da cidadania e dos projetos de vida.

Dia 17 – Dia de Proteção às Florestas – Ações de ampliação de consciência social, ambiental e cidadã, fortalecendo valores de cuidado, responsabilidade e pertencimento em relação à natureza, à comunidade e ao próprio futuro.

Dia 18 – Dia Internacional Nelson Mandela – Contextualização histórica e reflexões sobre a sociedade contemporânea.

Dia 25 – Dia da Mulher Negra Latino-Americana – Atividades de valorização da identidade, cultura, direitos e histórias.

Dia 25 – Dia Nacional do Escritor – Atividades artísticas para motivar a imaginação, criatividade e gosto pela leitura e escrita.

Dia 30 – Dia Internacional da Amizade – Atividades de fortalecimento de vínculos de amizade, respeito mútuo e cooperação.

 

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Dia Mundial do Acolhimento Familiar mobiliza a cidade

No dia 31 de maio é celebrado o Dia Mundial do Acolhimento Familiar, uma data que reconhece a importância das famílias que, com amor e responsabilidade, abrem as portas de suas casas para acolher temporariamente crianças e adolescentes afastados de seus lares por medida de proteção. Mais do que uma comemoração, essa data é um convite à reflexão sobre o valor do cuidado, da empatia e da solidariedade com aqueles que vivem situações de vulnerabilidade.

No Brasil, essa prática é prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei nº 8.069/1990, e tem sido cada vez mais estimulada como uma forma prioritária de proteção. O acolhimento familiar se baseia no princípio de que toda criança tem o direito de crescer em ambiente familiar, sendo uma alternativa mais individualizada e afetuosa.

“Nesta data queremos reforçar a necessidade de ampliar o número de famílias acolhedoras, de conscientizar e incentivar novos cuidadores além de fomentar políticas públicas que garantam os direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, destaca Karen Battaglin, coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar de Valinhos.

Na Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, o Serviço de Acolhimento Familiar iniciou em dezembro de 2014, sendo um dos pilares essenciais no cuidado e proteção da infância. O programa visa garantir que crianças em situação de risco possam viver em um ambiente familiar, afetivo e seguro, enquanto suas famílias de origem recebem acompanhamento para que possam se reestruturar. Ao contrário de instituições tradicionais de acolhimento, a proposta oferece uma vivência mais próxima do cotidiano familiar, o que contribui significativamente para o desenvolvimento emocional e social da criança.

As famílias acolhedoras passam por um rigoroso processo de seleção, capacitação e acompanhamento contínuo por uma equipe técnica especializada. Esse suporte é fundamental para garantir que o acolhimento aconteça com qualidade e que tanto a criança quanto a família acolhedora se sintam amparadas durante todo o processo. O vínculo construído nesse período, mesmo sendo temporário, pode deixar marcas positivas para toda a vida. “O acompanhamento da equipe técnica do Serviço de Acolhimento é fundamental no processo de Acolhimento, pois auxilia a compreender as necessidades das crianças e podemos atender e direcioná-las conforme suas vivências e valores, sem esse suporte o trabalho seria bem mais desafiador”, afirma Myrian Arndt, que ao lado do marido Wesley Dias, participam do Serviço de Acolhimento Familiar.

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos acredita que acolher é um ato de amor transformador. Por isso, valoriza e incentiva a participação da comunidade nesse importante trabalho de proteção à infância. Celebrar o Dia Mundial do Acolhimento Familiar é também reconhecer o esforço e a dedicação dessas famílias que, com coragem e sensibilidade, contribuem para um futuro mais digno para tantas crianças.

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Acolhimento não é punição nem abandono. É proteção.

Ao pensar em uma criança ou adolescente afastado da família e vivendo em um abrigo, muitos ainda associam essa situação à ideia de punição, abandono ou mesmo de um fim triste. Mas essa visão está distante da realidade do acolhimento institucional, medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tem como objetivo justamente amparar e cuidar de quem mais precisa.

A Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos oferece um lar temporário e afetuoso para crianças e adolescentes em situação de risco, vítimas de negligência ou violência, enquanto a Justiça avalia as possibilidades de reintegração familiar ou encaminhamento para adoção. “O acolhimento não é punição nem abandono. É proteção. É um espaço onde as feridas são cuidadas com amor, com escuta, com respeito e acolhimento real”, explica Adriana Simões, coordenadora da instituição.

Ela lembra que o acolhimento só ocorre após decisão judicial ou em situações emergenciais, quando o Conselho Tutelar entende que a permanência da criança com a família representa risco à sua integridade. “É um momento delicado, em que precisamos garantir proteção e segurança. O objetivo é que a criança retorne ao convívio familiar assim que possível”, afirma.

Segundo Adriana, nem toda criança acolhida foi abandonada. Na maioria dos casos, os motivos estão ligados a violência doméstica, negligência ou incapacidade temporária dos responsáveis em exercer o cuidado. O acolhimento, portanto, é uma resposta humanizada a uma violação de direitos, nunca uma sentença ou um fim.

“É muito comum que as crianças se sintam culpadas, como se elas fossem o motivo da separação da família. Nosso trabalho é mostrar que a culpa não é delas e reconstruir sua autoestima”, diz. Essa reconstrução acontece por meio de uma equipe multidisciplinar que atua no dia a dia da instituição, oferecendo uma rotina estruturada e individualizada, apoio emocional, escuta, cuidado e, sobretudo, respeito à história de cada criança. Psicólogo, assistente social, pedagoga, educadores e voluntários formam uma rede de proteção que faz toda a diferença.

Contudo, o preconceito ainda é um desafio. Crianças e adolescentes acolhidos, especialmente os mais velhos, muitas vezes enfrentam o estigma social e o julgamento externo. Isso afeta sua autoestima e seu senso de pertencimento. Por isso, Adriana reforça a importância de mudar o olhar da sociedade sobre o acolhimento. “Precisamos entender que o abrigo é uma oportunidade. Uma chance para a criança se fortalecer e voltar para um lar – seja o de origem, o de parentes ou uma nova família por meio da adoção”, defende.

A ajuda da comunidade é fundamental

Adriana destaca que a sociedade tem um papel essencial nessa transformação: acolher, respeitar, apoiar e participar. “O voluntariado é uma forma linda de ajudar. Pode ser diretamente com as crianças, ou em outras ações, como ajudar em eventos, digitar notas fiscais, doar recursos ou tempo”, exemplifica.

A coordenadora faz um convite à população de Valinhos: “Venham conhecer a Casa. Deixem de lado os preconceitos e vejam o acolhimento como ele é: um ato de amor. Quem conhece, entende. E quem entende, apoia.”

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